Droga Raia

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BLOG DA REDAÇÃO

Texto: da redação // Vídeo: Carina Barros

Um bosque de espinhos. Essa foi a ideia que tivemos para construir os cenários das fotos que ilustram a seção Amar da Sorria 20, que acaba de chegar às lojas. É uma referência às conversas espinhosas que certas vezes surgem em nossas vidas. Por medo e insegurança, muitas vezes queremos fugir delas. Mas, ao enfrentá-las, podemos transformar o que era ameaça em alívio. Fazer das farpas um jardim.

Teorias à parte, produzir os cliques foi uma grande diversão. Para isso, contamos com o talento do cenógrafo Rafael Blas, que usou seus truques para criar uma floresta em pleno estúdio. Quer ver os bastidores da sessão? Confira no vídeo abaixo! 



Escrito às 17h51 do dia 06 de junho de 2011

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Da redação

A seção Proteger da Sorria 20 mostrou a importância de cuidarmos de nossos cérebros. Entrevistados como a dona de casa Regina Morais, de 81 anos, falam como certas atividades, além de divertidas, podem ser muito eficientes para manter nossos neurônios ativos e saudáveis.

 

Pois, aqui no site da Sorria, treinar o cérebro também dá prêmios! Estamos lançando um concurso para ver quais leitores estão com as cabeças mais afiadas. Os vencedores vão ganhar o livro Prazeres Simples, feito aqui na Editora MOL, com textos da seção Descobrir da Sorria. (Saiba mais aqui.)

O concurso é composto por cinco atividades. Os participantes devem realizá-las da forma correta e mandar as respostas para a gente. Serão premiadas as três primeiras pessoas que cumprirem esse desafio.

A primeira tarefa já foi publicada na revista. Consiste em achar uma série de objetos na própria ilustração da matéria. Se você ainda não comprou seu exemplar, ou se não quer rasurar sua Sorria, disponibilizamos abaixo uma reprodução da página. Clique para vê-la em tamanho maior:

 

 

Conforme já foi descrito na revista, a tarefa é encontrar na ilustração os seguintes itens:

• 30 objetos que começam com a letra "P",

• 6 cubos mágicos,

• 5 cérebros,

• 12 instrumentos musicais.

 

Para brincar você deve abrir a imagem em qualquer editor de imagens (como o Paint, que existe em quase todo computador) e circular as suas respostas. Ou, se preferir, imprima a página, circule os itens com uma caneta, escaneie a folha e nos envie. Pode até mandar por correio!

Envie suas respostas para contato@revistasorria.com.br, ou ainda para:

Rua Andrade Fernandes, 303, sala 3, Vila Madalena, São Paulo (SP), CEP 05449-050.

 As demais atividades serão publicadas nos próximos dias aqui no site, fique atento!

 

VEJA MAIS:

O concurso está encerrado!

• Para ver a lista de respostas e vencedores, clique aqui.

• Veja aqui a segunda parte do concurso.

• Veja aqui a terceira parte do concurso.

 


Escrito às 17h09 do dia 06 de junho de 2011

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Texto: Tissiane Vicentin // Vídeos: Carina Barros

Na seção Cuidar da Sorria 20, nossa estagiária de texto Juliana Dias se aventurou pelas ruas de São Paulo a fim de verificar se os centros urbanos são acessíveis para as pessoas que possuem alguma dificuldade de locomoção. Para isso, ela se passou por cega, cadeirante, usuária de muletas e de mãe – empurrando um carrinho de bebê. Confira abaixo o making of de cada uma das situações em que nossa voluntária foi posta à prova durante a produção da reportagem.


Na primeira tarefa, Juliana tem de andar com os olhos vendados, usando uma bengala. Quem a ajudou foi o deficiente visual Josias da Silva Neto.



 

Aqui, nossa aventureira sente na pele como é andar pela cidade dependendo de muletas. Desta vez, ela vai acompanhada do deficiente físico Naldo Rodrigues.



 

Nessa terceira parte, acompanhada por Miguel Ferraz, Juliana enfrenta a dificuldade que é andar de cadeira de rodas pela metrópole.

 

Na última etapa da matéria, nossa repórter passeia pela capital paulista acompanhada de Adriana Campos e de seu bebê, Alexandre, que só anda com carrinho.


Escrito às 15h19 do dia 06 de junho de 2011

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Texto: Tissiane Vicentin // Fotos: Carina Barros

O que você gostaria de dizer, ou de ter dito, mas faltou coragem? Inspirados pela Sorria 20, que teve como tema "conversar", saímos às ruas de São Paulo fazendo esta pergunta às pessoas. Já que falar é difícil, pedimos que elas escrevessem numa lousinha as mensagens que ficaram entaladas na garganta. Quem sabe daí sai a coragem para declarar em alto e bom tom aquilo que elas desejam! Veja só.


"Esqueci completamente que uma parente nossa estava no hospital. Eu nem sequer perguntei como ela estava, se estava bem. E, agora, acabo de saber que ela veio a falecer. Peço desculpas por isso, mas com a idade a gente perde o controle da memória. Eu queria ter lembrado, mas a cabeça já não é mais a mesma."
Milton Marques Afonso, 74 anos, São Paulo (SP).


 

"Eu tenho um amigo muito querido. Nos conhecemos há muito tempo e chegou uma hora em que comecei a gostar dele. Aquele negócio de vê-lo e ficar feliz! Eu queria falar, mas nunca soube como. Nunca tive coragem."
Ingrid Araújo dos Santos, 13 anos, São Paulo (SP).


"Resolvi ter a minha gravidez sozinha, sem contar a ninguém. Hoje me arrependo muito. Se eu pudesse voltar no tempo eu compartilharia isso com a minha família."
Juliana Balbino da Silva, 32 anos, Belo Horizonte (MG).

 


"Se eu pudesse, voltaria atrás no que fiz para a mãe dos meus filhos. Diria a ela que preciso cuidar da gente."
Kléber Jorge Amoroso Alberto, 37 anos, São Paulo (SP).

 

"Eu sou músico e sempre passo por alguma saia justa, no sentido de ter que dizer o que achei de tal artista. Eu sempre procuro alguma saída alternativa para não magoar a pessoa. Cheguei a trabalhar em um programa de televisão dominical como jurado. Era ao vivo e o apresentador sempre me perguntava, ali na hora, o que eu tinha achado dos cantores que acabaram de se apresentar. Tinha sempre alguma banda nova que eu não curtia ou mesmo algum artista e eu tinha que me virar para sair da situação."
Marcinho Eiras, 39 anos, São Paulo (SP).


Escrito às 12h40 do dia 06 de junho de 2011

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Na seção Movimentar da Sorria 20, você conheceu a história de Ronaldo Corrêa, participante das curiosas Olimpíadas da Lama. Saiba mais sobre esse evento e veja o perfil de outro animado – e embarrado – competidor
Texto: Anita Martins e Rita Loiola // Fotos: Edu Cavalcanti
Olimpíadas lamacentas

Encharcado pela chuva, o campo dos jogadores da cidade de Navegantes (SC) mais parecia uma plantação de arroz. "Tá bom de fazer uma partida nessa lama aí", sugeriu Nilton Motagna, plantador de arroz como a maioria do grupo reunido naquele sábado de junho de 2009. "Vamos marcar, mas vamos assar uma costela também", propôs Hélio Dias, amigo de infância e de peladas de Nilton.

Menos de um mês depois, em vez das 60 pessoas convidadas, apareceram 800 para o primeiro Futlama. A prefeitura garantiu o aluguel de uma tenda e os organizadores encomendaram meio boi para o churrasco. Mas, na hora, outra tenda precisou ser providenciada e foram para a grelha um boi e um porco inteiros. Falou carne, mas sobrou risada. "A gente se sujou um monte. Mas se divertiu muito também", conta Hélio.

Para construir o campo embarrado, foi utilizada a mesma técnica com a qual se prepara a terra para o plantio de arroz, usando um trator de mais de 2 toneladas. Mas a camada de lama acabou muito alta: 40 centímetros. "Quase nem conseguíamos nos mexer", diz Hélio. "Era muito difícil desatolar o pé para chutar, cansava muito." Esse ano, na terceira edição, realizada no segundo fim de semana de abril, a camada já tinha baixado para algo entre 10 e 15 centímetros. No ano que vem, deve chegar a 7. "A intenção é que as pessoas escorreguem mais. É mais engraçado", diz.

Além do futebol, outras modalidades foram acrescentadas no ano passado. Veio o surfe na lama e três tipos de corrida: a de trator, a de obstáculos e a de marreca – nessa última, o objetivo é pegar uma ave solta no barro. Desde o início, só homens, entre 30 e 50 anos, e crianças podem participar das provas. É uma precaução para manter o compostura do Futlama. "Sabe como é homem depois que bebe. Como as mulheres iriam para a lama, às vezes com uma blusa suja ou transparente, poderia haver falta de respeito", explica Nilton. A quarta edição está marcada para abril de 2012.

 

30 metros com peixinho

Um dos competidores neste ano foi o estudante Roger Ferreira, de 13 anos. Ele participou da corrida com obstáculos. Em vez da pista convencional, claro, o que havia era um lamaçal. E, no lugar das barreiras, toras de madeira, apoiadas a poucos centímetros do chão. Para ultrapassá-las, nada de saltos certinhos como o dos atletas profissionais. Roger escorrega, dá peixinhos e acaba com lama até os dentes. "Fiquei em quarto, quem sabe no ano que vem eu não ganho?", sonha o menino.

Para completar os 30 metros de distância é preciso coragem. Em duplas, os atletas do barro correm e se jogam entre as toras e o solo, com muita rapidez. Entra lama na boca, nos olhos, entre o cabelo. No fim, apenas quem consegue o menor tempo vence a prova. Roger, que começou entre os últimos, pulou para os cinco melhores.

É que o garoto aprendeu a treinar. Sempre que chove, Roger aproveita e se esbalda com o lamaçal. Desde os 9 anos, o menino aperfeiçoa as quedas controladas enquanto joga bola em um campinho montado por ele e sete amigos em um pasto próximo à sua casa. “Ninguém consegue jogar futebol depois da chuva. Mas a gente vai lá pela bagunça. É cada tombo que a galera leva... damos muitas risadas”, diz. No início, os amigos rejeitavam a sujeira. "Só o meu primo falava, 'vamos, gente, é massa!' Ninguém queria sujar a roupa." Mas, depois que começaram, renderam-se à diversão.

As únicas pessoas que ainda não se divertem tanto com o esporte são as mães dos garotos. “A minha reclama muito. Sempre diz que eu vou ter de limpar a minha roupa, mas ela acaba lavando”, diz Roger. E ele também enfrenta a fiscalização do banho. “Se minha mãe vê que mesmo depois da ducha eu continuo com alguma sujeira, me toca de volta para o chuveiro”, conta.

Mas isso não é suficiente para que o menino pense em deixar sua diversão pós-chuva de lado. Em vez disso, quer se aperfeiçoar para competir em todas as modalidades do Futlama. “Ano que vem, quero jogar futebol, surfar com o trator e até correr atrás da marreca!”.

 

Confira outras imagens das olimpíadas lamacentas:

 

VEJA MAIS:

• Confira aqui a matéria que deu origem a essa história

• Clique aqui e confira o making of do professor Arnaldo

• Veja aqui outros vídeos da Sorria.

• Clique aqui e confira outras histórias dos nossos bastidores.


Escrito às 11h42 do dia 06 de junho de 2011

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Texto: Ana Luísa Vieira, Flávio Carneiro, Jéssica Martineli, Juliana Dias, Rita Loiola e Roberta Faria // Foto: Clement L.

Na seção Amar da Sorria 20, selecionamos as conversas mais difíceis que nossos leitores tiveram que enfrentar: a revelação de um segredo, de uma adoção, o fim de um casamento, o início de outro... Mas as histórias publicadas na revista foram apenas parte de todas que chegaram aqui à redação. Confira mais um punhado de relatos para refletir e se emocionar!
 

Um dia, no projeto em que trabalho como assistente social, chegou um homem com aparência de cansaço e com os dois olhos roxos. Conversando, descobri que ele usava drogas e morava na rua, em São Paulo. Perguntei se ele tinha vontade de voltar para a sua casa, em Marília, e ele me disse que não, porque estava com vergonha de seu estado. Então pedi o telefone da mãe dele e, quando liguei, a senhora me implorou pelo amor de Deus para levar o seu filho de volta. Contei tudo isso ao homem que, com lágrimas nos olhos, disse que voltaria para casa. Articulei uma vaga para ele passar a noite no Centro de Acolhida e, no dia seguinte, dei-lhe uma passagem. Quando entrei em contato com a família novamente, duas semanas depois, a mãe me contou que ele está trabalhando e muito feliz. Sempre que me lembro desse caso vejo que a conversa, por mais difícil que seja, se bem encaminhada, consegue mudar a vida do outro.
Lucinéia Souza, 28 anos, Taboão da Serra (SP)

 

Em 2006, eu passei por momentos difíceis. Estava infeliz no trabalho e em um relacionamento que se arrastava por sete anos. Tentamos muitas conversas, todas em vão. Para mudar tudo, tomei uma atitude radical: resolvi ir morar em outro país. Mas comunicar o novo plano ao homem que, até então, era o amor da minha vida, foi a conversa mais difícil de todas! O começo em Londres também foi complicado: não tinha emprego, dinheiro, amigos e o coração estava machucado. Sentia muita saudade. Mas aos poucos fui tomando consciência do ocorrido, até ficar pronta para conhecer a pessoa que hoje está comigo e que me faz muito feliz.
Andréia Fuzinelli, 38 anos, São José do Rio Preto (SP)

 

A conversa mais difícil que eu tive foi com os meus pais, para convencê-los a me deixar morar sozinha em outra cidade, para fazer faculdade. Em 2007, meu pai recebeu uma oferta de trabalho em Itatiba, e contra minha vontade mudamos para o interior. Após um ano, eu quis voltar para a capital. Passei alguns dias ensaiando, e consegui apoio da minha mãe. Depois foi a vez do meu pai. No começo ele foi um pouco resistente, mas cedeu, graças à ajuda da minha mãe. Hoje faz 3 anos que moro na Grande São Paulo e estou me dando muito bem. Sem essa conversa, minha vida seria totalmente diferente, morando no interior, com outras pessoas, fazendo outros planos.
Cintia Silva, 23 anos, Diadema (SP)

 

Passei um mês separado da minha namorada, e nesse tempo fui visitar uma amiga próxima, que é irmã de uma ex-namorada. Durante a visita, registramos o momento. Porém, no mesmo dia em que me reconciliei com minha namorada, ela viu a foto, e eu acabei mentindo sobre o local do clique, para não admitir que havia ido à casa da minha ex. As noites se tornaram insuportáveis, eu ficava pensando que ela descobriria e que a paz recém conquistada iria por água abaixo. Até que um dia não aguentei e falei de uma vez. Pedi que me perdoasse, que levasse em conta que foi porque havíamos voltado no mesmo dia. Depois de alguns dias ela acabou deixando pra lá. Foi a pior situação em que tive de admitir algo até hoje.
Felipe Faria, 22 anos, São Paulo

 

Uma conversa que me marcou bastante foi quando eu disse pela primeira vez "eu te amo". Não fazia muito tempo que eu havia começado a namorar e estava apaixonada, mas tinha medo de dizer e não ser correspondia. Fiquei meses com aquilo entalado na garganta querendo sair. Ele chegou a dizer que me amava e eu só respondia com sorrisos. Até que um dia terminamos e eu fiquei pensando: não posso acabar com ele sem antes dizer o que eu sinto. Liguei, mandei mensagem, tudo sem sucesso. No desespero, entrei no MSN, um bate papo virtual, e escrevi tudo que eu sentia. No final ele disse exatamente o que eu queria ouvir, e voltamos a namorar.
Rubia Marques, 19 anos, São Bernardo do Campo (SP)

 

Minha tia tem distúrbio bipolar. Ela mora sozinha e não tem ninguém que possa cuidar dela. Uma vez, ficou um tempo sem tomar os remédios, entrou em depressão e meu pai ficou arrasado, com medo que acontecesse algo. Apesar de sermos próximas, nunca falamos sobre a doença. Quando vi meu pai chateado, me senti na obrigação de falar com ela. Depois de tomar coragem e pensar nas coisas que tinha que falar pra não magoá-la, eu fui à casa dela para resolver a situação. Conversamos sobre o problema e pedi para que ela voltasse a tomar os medicamentos e se cuidasse. Todo meu esforço valeu a pena: ela retomou o tratamento.
Carolina Cleto, 20 anos, São Paulo

 

Por desavenças pessoais com meu pai, passei dois anos sem falar com ele. Minha avó pedia para que voltássemos a conversar, mas não adiantava. Ele se mostrava impassível com a situação e eu tinha muita raiva. Um dia, refletindo, lembrei-me da morte do meu avô. Não queria que meus filhos não tivessem avô por minha culpa, então resolvi conversar com meu pai. Fui até a casa dele, engoli um pouco do orgulho e tomei as rédeas da situação. Falei tudo sem rodeios, que não concordava com algumas de suas atitudes mas que, apesar de qualquer coisa, ele era meu pai. Ele aceitou a proposta de esquecermos tudo e voltamos a nos falar.
Vinicius Santos, 23 anos, São Paulo

 

A conversa mais difícil que tive foi em rede nacional, numa entrevista coletiva quando anunciei a minha aposentadoria como jogador profissional de futebol. Foi uma decisão muito difícil porque jogar bola é uma das maiores paixões da minha vida. Levei alguns dias pensando e horas conversando com amigos e familiares. Sem o apoio de minha família, nunca teria conseguido. Foi um momento complicado encarar as câmeras justamente para dar essa notícia ruim. Na hora em que estava falando, minhas filhas apareceram de surpresa... Aí mesmo é que a emoção tomou conta!
Washington Cerqueira, 36 anos, Rio de Janeiro, ex-atacante do Fluminense e do São Paulo

 

Uma das conversas mais difíceis que tive foi em meu primeiro trabalho na área de Recursos Humanos. Havia uma funcionária da empresa com cabelo loiro e comprido que estava sempre oleoso – e ela lidava com o público. Fui a designada para conversar com ela sobre o problema. Preparei-me mentalmente estabelecendo regras para um assunto tão delicado como a aparência pessoal: não usar as palavras "sujo" nem "limpo", levar o aviso em forma de bate-papo e me valer de indiretas. Na hora H, procurei mostrar os pontos positivos dela ao mesmo tempo em que citava dicas para manter-se apresentável. Disse que seu cabelo chamava muito a atenção e que devia cuidar muito bem dele. No fim, ela ficou aliviada por não ser algo relativo a seu desempenho – e eu, por ter conseguido cumprir a missão. Desde então, ela passou a vir com o cabelo limpo e eu aprendi que é melhor falar em vez de omitir, por mais que a conversa seja difícil.
Carolina Franco, 27 anos, São Paulo

 

A conversa mais difícil que tive foi quando decidi colocar um ponto final em um relacionamento de muitos anos. Era um daqueles amores de adolescente, mal-resolvido, uma ilusão que eu arrastava, alimentando esperanças, sem ter nada de concreto em troca. Sofri muito, fiquei emocional e fisicamente debilitada por anos até que, um dia, como se uma luz acendesse, eu disse que não o queria mais em minha vida. Entendi tudo aquilo como algo que me fez aprender, mas de que eu não precisava mais. Depois dessa conversa, distanciei-me dele. Hoje estou ótima e sinto-me renovada em um novo relacionamento.
Fernanda Gouvêa, 22 anos, Urupês (SP)

 

Desde pequeno me deliciava com a comida de meus avós e da minha mãe. Eu gostava de experimentar tudo e tinha curiosidade para aprender a elaborar aqueles pratos. Mas esse desejo era um segredo. Passei no vestibular para ciências da computação e fui morar em Rio Claro, no interior de São Paulo. Logo vi que o curso não combinava comigo, mas não tinha coragem de falar a meus pais que queria largar tudo para estudar gastronomia. Depois de dois anos e meio, incentivado pela minha namorada, conversei com eles e vi que meu medo era uma besteira. No papel de pais, questionaram minha decisão, mas me apoiaram. A mudança de curso significou várias outras mudanças em minha vida. Voltei a morar com eles e estou seguindo meu sonho. 
Luano Tanaka, 23 anos, São Paulo

 

Estava de casamento marcado, e decidi que o Felipe, na época o meu melhor amigo, deveria fazer parte desse momento. Mandei o convite por e-mail, porque morávamos em cidades diferentes e, por conta disso, havíamos perdido um pouco de contato. Faltando apenas cinco meses para o grande evento acontecer, Felipe me telefonou se declarando. A princípio não soube o que fazer. Ele continuou me ligando nos dias subsequentes até que, depois de uma longa conversa, decidi terminar meu quase casamento e dar uma chance ao meu amigo de infância. Nos reencontramos, engatamos um namoro à distância e está dando super certo! Eu moro em Porto Feliz, em São Paulo, e ele em minha cidade natal, Rosana, no extremo oeste do estado. Estamos juntos há um ano e nos vemos apenas uma vez ao mês, mas fazemos de tudo - desde envio de flores e cartas - para manter o encanto que nos uniu.
Juliana Belcir da Silva
, 24 anos, Porto Feliz (SP)


Escrito às 19h34 do dia 03 de junho de 2011

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Texto: Jéssica Martineli e Juliana Dias // Ilustração: Paula Gabbai // Foto: Claudine Luz
Mobilidade: o papel de cada um

Mesmo que a gente nem note, o problema da acessibilidade nas cidades é bem grave. Na seção Cuidar da edição 20 da Sorria, mostramos as dificuldades pelas quais muita gente passa para realizar tarefas que deveriam ser simples para todos, como atravessar a rua ou tomar um ônibus. Aqui no site, você vê como pode contribuir para construir uma cidade mais acessível para todos nós.


O que manda a lei

Na última década a legislação brasileira avançou bastante em direção à garantia dos direitos das pessoas com deficiência e dos idosos. Isso, porém, é apenas um começo. É preciso que a população como um todo tome conhecimento dessas leis, para fazer sua parte e cobrar a fiscalização. Clicando aqui, você confere as principais leis brasileiras relacionadas aos portadores de deficiência. E aqui você pode ver a íntegra do Estatuto do Idoso.


Calçadas: responsabilidade de todos

De quem é a responsabilidade de construir e fazer a manutenção das calçadas? Augusto Fernandes, do grupo de Acessibilidade do Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia em Goiás (Crea-GO), responde: "Nos prédios públicos, é do poder público. Nos prédios privados, é do proprietário ou do locatário". Ou seja: cada um de nós tem o dever de manter em boas condições o trecho da calçada em frente à nossa casa.

Na hora de construir espaços acessíveis a todos, é importante conhecer os padrões estabelecidos pela Norma Brasileira NBR 9050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), disponível aqui.


Onde denunciar

Quem fiscaliza o estado das calçadas é a prefeitura. Portanto, para denunciar trechos esburacados ou com outros problemas de acessibilidade, procure pelo órgão municipal de sua cidade responsável por liberar e fiscalizar obras – na maioria dos casos, é a Secretaria de Obras ou Infraestrutura do município.

Se você percebeu que a prefeitura não está cumprindo o seu papel, tanto na hora de construir espaços acessíveis quanto na de fiscalizar, denuncie ao Ministério Público. Ele vai cobrar da prefeitura, para que o problema seja resolvido. E aqui a união faz a força: busque apoio em grupos que defendam a mesma causa que você, como a Associação Brasileira de Pedestres. Quanto mais pessoas se mobilizarem, mais fácil será levar a reivindicação adiante.


No trânsito

O pedestre, com ou sem dificuldade de locomoção, tem a preferência nas ruas. Isso é o que manda a lei. Vale dar uma olhadinha nos seus direitos e deveres como pedestre aqui, no capítulo 4 do Código de Trânsito Brasileiro. Para acessar o Código completo, clique aqui.

Recentemente, a Prefeitura de São Paulo iniciou uma campanha de respeito ao pedestre. Um dos objetivos é criar o "gesto do pedestre", para facilitar a travessia nas vias sem semáforo. No site da campanha, é possível ver vídeos e ter mais informações sobre o assunto.

 


Escrito às 18h30 do dia 03 de junho de 2011

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Texto: Tissiane Vicentin // Ilustrações: Bernardo França

Paçoquinha, pé de moleque, canjica, quentão... Mais do que dançar quadrilha ou pescar peixes para ganhar prêmios, eu gosto mesmo é de comer! Até hoje as comidas são a minha parte favorita de qualquer festa. Elas dão um toque único. Assim como o brigadeiro já revela o aniversário, a maçã do amor e o algodão-doce são partes integrantes do pacote "festa junina".

Na seção Envolver da Sorria 20, você descobriu como transformar um espaço comunitário em um arraial completo. Aqui você pode complementar a sua festança com algumas deliciosas receitas juninas, para juntar conhecidos e desconhecidos e se deliciar com a magia de São João.

 

 


Doce de abóbora (receita publicada na Sorria 15 - para visualizá-la, clique aqui)

Ingredientes
• 1 kg de abóbora (do tipo seca)
• 500 g de açúcar cristal

Modo de preparo
Corte a abóbora em cubos (não é preciso retirar a casca). Coloque-os numa panela (de preferência de ferro e com o fundo grosso), com a casca para baixo. Cubra com o açúcar e tampe. Leve ao fogo médio-baixo por um período entre 1h e 1h30min. Misture delicadamente a cada 30min. Ao fim do cozimento, se a calda estiver muito fina, deixe apurar por 5 minutos, com a panela destampada.Desligue o fogo e transfira o doce para um refratário. Deixe esfriar e leve à geladeira.





Amendoim torrado com mel (receita publicada na Sorria 8 - para visualizá-la, clique aqui)

Ingredientes
• 500 g de amendoim torrado e descascado
• 2 colheres (sopa) de manteiga  derretida
• 2 colheres (sopa) de mel
• 1 pitada de sal
• 1 pitada de açúcar

Modo de preparo
Em uma tigela, misture a manteiga e o mel. Junte o amendoim. Mexa até que todos os grãos estejam cobertos. Espalhe-os em uma forma, salpique com sal e torre-os por cerca de 20 minutos em forno baixo (100 ºC). Abra o forno e revolva os amendoins de vez em quando. Verifique o sal e, se quiser destacar o gosto do mel, salpique também com açúcar. Deixe esfriar e guarde em um pote bem fechado.

Veja abaixo outras variações do tema, para preparar com a mesma quantidade de amendoim e da mesma maneira: primeiro, misturando os temperos com as sementes, depois torrando em forno baixo, revolvendo sempre para não grudar.

• Amendoim agridoce: 2 colheres (sopa) de mel + 2 colheres (sopa) de manteiga derretida + 1 colher (chá) de mostarda em pó + 1 pitada de sal  + 1 pitada de açúcar
• Amendoim oriental: 2 colheres (sopa) de mel + 2 colheres (sopa) de manteiga derretida + 1 colher (chá) de curry + 1 pitada de sal + 1 pitada de açúcar
• Amendoim picante: 4 colheres (sopa) de manteiga derretida  + 1 colher (chá) de páprica picante + 1 pitada de sal
• Amendoim de chocolate: 4 colheres (sopa) de leite condensado +  4 colheres (sopa) de achocolatado em pó





Torta de paçoca e chocolate (receita publicada na Sorria 8 - para visualizá-la, clique aqui)

Ingredientes da massa
• 32 paçocas de rolha (2 pacotes de 350 g)
• 3 colheres (sopa) de leite

Modo de preparo
Amasse as paçocas (reserve duas para o recheio) e adicione o leite. Com essa mistura, forre o fundo e as laterais de uma forma de aro removível de 20 cm de diâmetro. Leve por cinco minutos ao forno médio preaquecido (180 °C). Reserve.

Ingredientes do recheio

• 150 g de chocolate ao leite
• 150 g de chocolate meio amargo
• 1 xícara (chá) de creme de leite
• 1 colher (sopa) de Karo ou mel
• 1 pote de creme de avelãs tipo Nutella
• 1 colher (sopa) de conhaque
• 1 colher (sopa) de gelatina incolor
• 3 colheres (sopa) de água
• 2 paçocas de rolha esfareladas (aquelas já reservadas)

Modo de preparo
Coloque os chocolates picados e o creme de leite em um refratário e leve ao banho- maria. Depois de derretidos e misturados, adicione o creme de avelãs e mexa bem. Acrescente o Karo ou mel, o conhaque e as paçocas esfareladas e misture. Hidrate a gelatina em três colheres de sopa de água por alguns minutos e leve ao fogo, em banho-maria, para dissolver. Adicione aos poucos a gelatina à mistura de chocolate. Coloque o recheio sobre a base da torta e leve à geladeira até que esteja firme. Decore com paçocas esfareladas ou amendoim. Retire da geladeira só na hora de servir.





Pinhão cozido

Ingredientes
• 1 kg de pinhões escolhidos e lavados
• 1 litro de água
• 4 colheres (sopa) de sal

Modo de Preparo
Coloque os ingredientes numa panela de pressão, tampe e leve ao fogo. Cozinhe por 40 minutos. Escorra os pinhões e sirva. 


Bolo de pinhão

Ingredientes
• 5 ovos
• 2 xícaras de açúcar mascavo
• 2 colheres (sopa) de manteiga
• 2 xícaras de farinha de trigo
• 2 xícaras de pinhão cozido e processado
• 2 xícaras de leite
• 1 colher (sopa) de fermento
• 1 xícara de frutas cristalizadas

Modo de Preparo
Bata as claras em neve e reserve. Misture as gemas, o açúcar e a manteiga e bata até obter a consistência de creme. Adicione a farinha, os pinhões e o leite e misture bem. Acrescente as claras em neve e o fermento. A seguir, adicione as frutas cristalizadas (você pode substituí-las por castanhas, nozes ou ameixas picadas). Coloque a mistura em uma forma untada e leve ao forno pré-aquecido. Asse em temperatura média, por cerca de 45 minutos.





Quentão

Ingredientes
• 1/2 kg de açúcar
• Cascas de 2 laranjas
• Casca de 1 limão
• 50 g de gengibre em pedacinhos
• Cravo-da-índia a gosto
• Canela em pau a gosto
• 1 garrafa de cachaça (600 ml)
• 600 ml de água
• 1 maçã cortada em pedacinhos

Modo de Preparo
Numa panela, misture o açúcar, as cascas de laranja e limão, o gengibre, o cravo e a canela. Quando o açúcar estiver derretendo, acrescente a cachaça e a água, deixando cozinhar por 25 minutos em fogo médio. Adicione a maçã e está pronto. O ideal é manter no fogo baixo, para não perder a temperatura. 






Pudim de leite (receita publicada na Sorria 4 - para visualizá-la, clique aqui)

Ingredientes
• 250 g de açúcar refinado
• 4 ovos inteiros
• 4 gemas
• 500 ml de leite
• 30 ml de água

Modo de preparo
Em uma assadeira de pudim, mistura a água com metade do açúcar e cozinhe em fogo baixo até ficar em ponto de caramelo. Desligue o fogo e espalhe rapidamente o caramelo por toda a assadeira, para que fique untada por igual. Reserve. Em uma vasilha, bata os ovos inteiros e as gemas com o restante do açúcar até obter um creme homogêneo. À parte, ferva o leite e junte ao creme de ovos. Leve ao forno preaquecido, em banho-maria, por 45 minutos, em fogo médio. Retire, espere esfriar e leve à geladeira. Para desenformar o pudim, mergulhe a assadeira até a metade de sua altura em água quente e passe uma faca sem serra nas bordas para soltar.





Ambrosia (receita publicada na Sorria 4 - para visualizá-la, clique aqui)

Ingredientes
• 3 litros de leite integral
• 1 kg de açúcar cristal
• 8 ovos inteiros
• 5 cravos
• 1 canela em pau

Modo de preparo
Em uma panela grande (número 40), junte o leite, o açúcar, os cravos e a canela e deixe ferver em fogo baixo. Separe claras e gemas. Em uma vasilha, bata as claras em neve. Adicione aos poucos as gemas à batedeira e despeje devagar essa mistura no leite fervendo. É a hora em que o doce costuma “crescer” na panela e quase transborda. Deixe cozinhar em fogo brando e, com uma colher de pau, mexa para trazer o doce da parte de baixo da panela para cima. Quando a mistura estiver reduzida a três quartos, com a aparência de um caldo grosso e cremoso, desligue o fogo. Coloque em um pote, espere esfriar e leve à geladeira. Se quiser, na hora de servir, salpique raspas de limão.





Pipoca ardida

Ingredientes
• 2 colheres (sopa) de óleo
• 1 xícara (chá) de milho para pipoca
• sal a gosto
• 1 colher (chá) de gengibre em pó

Modo de Preparo
Faça a pipoca normalmente: aqueça o óleo numa panela grande e acrescente o milho e o sal. Misture e tampe. Quando o ritmo dos estouros diminuir, desligue o fogo. Então vem o toque diferente: numa tigela, salpique o gengibre sobre a pipoca.






Bolo de fubá

Ingredientes
• 4 ovos
• 2 xícaras (chá) de açúcar
• 3 colheres (sopa) de margarina
• 1 xícara (chá) de leite
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 1 xícara (chá) de fubá
• 4 colheres (chá) de fermento

Modo de Preparo
Bata as claras em neve. Acrescente o açúcar e continue batendo. Então adicione aos poucos as gemas, a margarina, o leite, a farinha de trigo, o fubá e continue misturando. Por último, acrescente o fermento. Bata mais um pouco. Leve a massa a uma fôrma untada e asse em forno médio preaquecido por cerca de meia hora.

Dicas

• Para incrementar a receita, inclua goiabada cascão cortada em cubos. Faça assim: despeje apenas metade da massa na fôrma e acrescente um punhado de cubos. Depois adicione o restante da massa e complete com mais alguns pedaços da goiabada.
• Outra possibilidade é fazer uma calda de leite de coco. Basta levar uma xícara do ingrediente ao fogo, junto a também uma xícara de açúcar, e cozinhar por 5 minutos. Espere esfriar e despeje sobre o bolo ainda quente. 


Escrito às 15h24 do dia 03 de junho de 2011

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Da redação // Imagem: Divulgação

A seção Descobrir da Sorria sempre fala sobre prazeres simples, acessíveis a praticamente todo mundo, mas que justamente por estarem tão disponíveis, muitas vezes deixamos passar despercebidos.

Na edição 20, que acaba de ser lançada, um dos temas abordados na seção é poesia (clique aqui para ver). Se você gostou do texto e se inspirou a mergulhar no mundo dos versos, mas não sabe por onde começar, nós te ajudamos. Nossa repórter Rita Loiola escolheu a dedo umas dicas bem bacanas para te dar um empurrãozinho ao lado lírico da vida. Confira!


Para ler:



Antologia Poética
, de Carlos Drummond de Andrade
"E agora, José?", "No meio do caminho tinha uma pedra", "João amava Teresa que amava Raimundo..." Esses primeiros versos de poemas de Carlos Drummond estão nessa antologia, que o autor organizou na década de 60. O poeta mineiro "da beleza da palavra" uniu nesse volume seus temas preferidos, como a cidadezinha mineira de Itabira, onde nasceu, os conflitos do eu com o mundo e, claro, o amor.



Antologia Poética, de Manuel Bandeira
Foi Bandeira quem inventou o "Vou-me embora pra Pasárgada..." e reuniu nesse volume, de 1961, as poesias mais emblemáticas de onze de seus livros. Há sonetos, quadrinhas, versos livres e um apanhado geral da evolução da obra do autor que vivia no limite (Bandeira lutou contra a tuberculose a vida toda) e escrevia estrofes com leveza e contundência.

 

80 anos de poesia, de Mário Quintana
Mário Quintana era um gaúcho pequeno, tímido e que conseguia, em uma frase, escrever umas coisas geniais. Como "amar é mudar a alma de casa". Essas pílulas e poemas mais longos de oito décadas de produção estão reunidos nessa antologia que foi relançada junto com toda a obra do poeta, pela editora Globo.

 


Imagem: Editora Alfaguara Brasil

Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto
Esse é o poema mais conhecido do pernambucano que gosta de forjar, letra a letra, seus versos. Publicado pela primeira vez em 1956, conta a história dos retirantes que fogem da seca pelo rio Capibaribe. E é uma boa porta de entrada para um dos grandes poetas modernos brasileiros.

 

Para visitar:


Museu da Língua Portuguesa (www.museudalinguaportuguesa.org.br)
Para quem gosta do jogo das letras, o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, é um óasis. Há exposições temporárias sobre autores, como a que mostrava a obra do brasileiro Guimarães Rosa, em 2006, ou do português Fernando Pessoa, no ano passado. Em vídeos, murais, telas e instalações, é possível conhecer os artistas que brincaram com frases e palavras desde o início do português até os dias de hoje.

  

Para ver:

No meio de seus shows e de alguns discos, a cantora Maria Bethânia gosta de presentear o público com poesias – gratuitas. Um dos escritores que sempre surgem entre uma canção e outra é o Fernando Pessoa. Nos dois vídeos abaixo dá pra ter uma ideia de como ficam os versos do poeta português com o ritmo da fala brasileira.

 

O Guardador de Rebanhos, VIII:

 

Eros e Psiquê:

 

Para ouvir:

O portal Cultura Brasil fez um programa especial com poesias em língua portuguesa musicadas. Há Ivone Lara cantando Mário de Andrade, Olivia Hime com Manuel Bandeira ou Secos e Molhados com Fernando Pessoa. São dez canções que colocam à prova o ritmo da poesia. Clique aqui para conferir.


Escrito às 15h05 do dia 03 de junho de 2011

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Texto: Tissiane Vicentin
Sorria 20 já à venda!

Conhecer alguém novo, fazer as pazes com um amigo ou mesmo com o vizinho não tão conhecido, desabafar, trocar experiências de vida, se declarar... Todas essas situações têm um fator em comum: a conversa, tema da edição 20 da Sorria, que a partir de hoje chega às lojas da Raia.

Na matéria de capa, você confere histórias como esta: quando tinha vinte e poucos anos, Vítor se tornou chefe de Wagner, que é duas décadas mais velho. Da diferença etária veio o conflito. Wagner achava Vítor arrogante, e o jovem via no subordinado um profissional antiquado. Quando a birra passou a afetar os resultados da empresa, eles foram obrigados a sentar para conversar. Entenderam-se – e descobriram, um no outro, um bom amigo.

A reportagem principal da edição 20 também conta outras duas histórias em que o diálogo foi a chave para o entendimento. A escritora Edith Modesto revela quantas conversas foram necessárias para entender e aceitar a homossexualidade do filho – e como, depois dessa experiência, ela criou uma associação para ajudar pais que passam pela mesma situação. E a síndica Rejane Albuquerque conta como resolve os conflitos no prédio em que administra, sempre com muita paciência para ouvir e coragem para falar o que é preciso.

Seguindo o mesmo tema, a seção Amar apresenta uma porção de depoimentos emocionantes sobre as conversas mais difíceis que as pessoas já tiveram em suas vidas.

Outro destaque é a seção Cuidar. A repórter Juliana Dias se aventurou nas ruas de São Paulo a fim de testar se o terreno urbano é acessível ou não para aqueles que possuem dificuldades de locomoção. Foi uma semana e meia experimentando estar na pele de um cego, um cadeirante, um deficiente físico dependente de muletas, umas senhora de idade e uma mãe que passeia com o carrinho de bebê.

Na seção Educar, personagens como o padeiro Rafael Rosa mostram como é importante colocar a mão na massa (no caso dele, literalmente) para aprender.

Por falar em receitas, a Sorria 20 ensina a fazer uma deliciosa batata rostie e crocantes chips de batata-doce. E como junho já chegou, na seção Envolver você descobre como organizar um deivertido arraiá – que também pode ser solidário.

A nova Sorria traz ainda uma entrevista com a ex-atleta de vôlei Ana Moser, que conta como faz do esporte o caminho para levar educação e cidadania a milhares de jovens brasileiros. E mais: gente que se diverte fazendo esporte na lama, como fazer desenho animado com papel e caneta, ginástica cerebral, dicas culturais...

Tudo isso está na edição 20 da Sorria, que até esta segunda-feira chegará a todas as lojas da Droga Raia, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 


Escrito às 15h04 do dia 03 de junho de 2011

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