Bastidores da redação
Melhores amigos

Porcão altivo
Josemar, de 33 anos, é cuidador profissional de cachorros, mas escolheu um porco como seu bichano de estimação. Porco mesmo, dos grandes, não porquinho de filme infantil. Trata-o como um filho: Gabriel Melo herdou até seu sobrenome. O pai só o lava com xampu especial e, antes de passear pelas ruas, coleira e tudo, passa protetor solar com aloe vera. Tudo de farmácia de manipulação. “Antes o ensaboava com a linha infantil da Johnson & Johnson, mas Gabriel já não é mais uma criança”, explica. Hoje, com 100 quilos, o bicho continua espantando por contrariar a fama de sujismundo dos porcos. Já confundiu até uma velhinha, na rua: “Que coisa mais linda, rosinha como um porco!”. Outra vez perguntaram se Josemar o alimentava com lavagem. “Fala baixo, Gabriel nem sequer conhece essa palavra”, retrucou. “E, se descobrir, certamente ficará enojado”.
Gabriel e Josemar Gabriel Melo, São Paulo, SP
Porquinho assustado
O orgulho é tamanho que a estudante Paula Meirelles, de 21 anos, filmou Joaquina rodopiando loucamente e colocou o vídeo no YouTube. Ela foi comprada em fevereiro para compensar a morte do cachorro de estimação. Porém, logo se viu como um porquinho-da-índia é particular. Arisca, Joaquina zarpa de medo quando vê um humano (com exceção dos conhecidos). Ao escutar alguém entrando na cozinha, grita como se estivesse para morrer de fome. (Talvez porque o matutino pedaço de alface nunca a sacie completamente). A porquinha só relaxa vendo a dona tomar banho. Nessa hora, pula como um cachorro animado.
Joaquina e Paula Meirelles, São Paulo, SP
Esses depoimentos são parte da reportagem "O melhor amigo do homem", publicada na Sorria 4, com texto de Bruno Moreschi.
Escrito às 16h52 do dia 30 de junho de 2009


















































