Bastidores da redação
Na sua medida

Faça sua lista de sonhos, das coisas que você gostaria de comprar, fazer, assistir, alcançar, ler, conhecer. Deixe-a crescer à vontade, sem amarras. Depois analise friamente: quais desses itens realmente agregariam significado à sua vida? Elimine os demais, e sua lista estará alinhada com a filosofia do movimento Simplicidade Voluntária.
“O importante é encontrar aquilo que você precisa para ser feliz”, diz Jorge Mello, representante do grupo no Brasil, que foi entrevistado para a matéria Quem quer dinheiro?, na seção Trabalhar da Sorria nº 7. Após questionar o que de fato era importante na vida, Jorge largou a carreira de 17 anos num banco em Porto Alegre, vendeu o carro e a moto e foi viajar como mochileiro. Hoje, trabalha como terapeuta corporal, teve a renda diminuída pela metade, mas está mais feliz. “Falta a realização existencial. Não precisamos de tanto quanto nos tem sido dito que é necessário, nem tão pouco quanto alguns querem nos fazer acreditar”, diz.
Para Jorge há uma tendência mundial de romper esse modelo de busca de felicidade pelo acúmulo de riquezas. Mas a ideia não vem de hoje: “Gandhi reconhecidamente já defendia o essencial”, explica.
Confira abaixo uma lista de indicações de Jorge para quem quiser se aprofundar no conceito da simplicidade voluntária:
Findhorn Foundation: comunidade escocesa que estuda e vive conceitos de sustentabilidade e comunidade, reconhecida pela ONU.
Schumacher College: universidade britânica que estuda o desenvolvimento humano.
O negócio é ser pequeno – um estudo de economia que leva em conta as pessoas: livro de Ernest Shumacher, de 1973, que analisa economicamente um mundo menos consumista.
Escrito às 14h01 do dia 20 de maio de 2009


















































