Bastidores da redação
Um balde de água fria

A matéria de capa da Sorria 8 diz que a persistência é o único caminho para construirmos coisas significativas em nossas vidas. E que ela vale a pena, mesmo quando um plano não dá certo, pois mais vale tentar e não conseguir do que nunca tentar. Na seção Amar da mesma edição, contamos uma série de histórias que comprovam esse raciocínio. São relatos de planos que foram por água abaixo, mas que, graças ao fracasso, acabaram tendo um final melhor do que o esperado. Confira os depoimentos da matéria clicando aqui.
Veja os bastidores da sessão de fotos que ilustram a matéria e, a seguir, o depoimento do editor de arte André Rodrigues sobre como foi divertido conceber e produzir as imagens.
“Quando começamos a pensar no que poderíamos fazer para deixar a matéria mais divertida, logo pensamos em fotografar alguma metáfora que representasse uma pessoa se dando mal. Afinal, a seção Amar dessa edição iria contar diversos planos que deram errado, mas que, superadas as adversidades, acabaram tendo um inesperado final feliz. ‘Vamos fotografar alguém tirando a vaca do brejo’, viajava um. ‘Podemos fazer também alguém entrando pelo cano’, dizia outro. Mas nenhuma sugestão conseguiu ser tão simples e direta quanto o famoso balde de água fria.
Tínhamos a grande ideia, mas como conseguir dois loucos que topassem passar uma tarde dentro de um estúdio, levando água na cabeça, sem ganhar nada e só para ilustrar uma revista? Pra nossa sorte, Jaqueline e Marcelo, personagens reais da matéria, toparam! Dispostos e super simpáticos, perguntavam aflitos antes de começar: ‘Mas a água não precisa estar fria de verdade, né?’. Não, não fomos tão maldosos assim. Pegamos a água morninha do chuveiro e aumentamos a temperatura do ar-condicionado para dar uma mãozinha a nossos valentes personagens.
Jaqueline se voluntariou a começar. O fotógrafo Rodrigo Braga se posicionou, perguntou se a luz estava ok, deu o sinal a seu assistente e… chuááá! Antes mesmo de a água se espalhar o ataque de risos contaminou a todos, inclusive a ensopada personagem, que batia na cabeça para tirar a água do ouvido.
Foi como voltar aos tempos de moleque pentelho que ficava estourando bombas e tocando as campainhas das vizinhas. Parecíamos todos crianças, nos divertindo com as caras que Jaqueline e Marcelo faziam a cada balde esvaziado. E tudo isso sem pai ou mãe para dar bronca por termos molhado todo o chão. O resultado de toda essa aguaceira foi um dos ensaios fotográficos mais bonitos que já fizemos para Sorria.”
Escrito às 15h49 do dia 04 de junho de 2009


















































