Bastidores da redação
Voltando à infância

Construir fantasias de monstro e robô a partir de sucata. Essa é a proposta da seção Brincar da Sorria número 8, que acaba de chegar às lojas da Droga Raia. Quem se voluntariou a projetar e construir as incríveis roupas de papelão, plástico e outras quinquilharias fotografadas para a revista foi nosso assistente de novos projetos, Murilo Casagrande. Confira as fotos dos bastidores da produção das fantasias e veja o relato do Murilo Casagrande, assessor de novos projetos, contando como foi a experiência.
“No mundo corporativo, são poucas as chances de investir tempo em atividades lúdicas. Quando fiquei sabendo da oportunidade de projetar e construir as fantasias de robô e monstro, não desperdicei, e parece que voltei no tempo. Aí cara, foi mó legal. Às vezes o monstro parecia a Cuca, do Sítio do Picapau Amarelo, outras era a cara do Bloodscream, das HQs do Wolverine. Já o robô era meio Jaspion, meio Transformers, e também lembrava o invasor intergaláctico que aparece naquele clipe dos Beastie Boys.
Daí eu queria que o monstro tivesse uma bocona vermelha e fome de comer prédio. E o robô chegaria voando, zuuuuuum, com seu super turbo propulsor prateado e encararia o monstro com uma bazucona de raios cósmicos – ziiiuuu, ziiiuuu, BAAAAM!
Ah não, mas o monstro não poderia apanhar assim. Teria que ter tentáculos para se defender do chato do robô que não deixava ele comer só uns predinhos – dá licença, na cidade já tem um monte, ué! E o robô ia dar um IIIÁÁÁÁ e o monstro ia ficar dodói, perder um tentáculo grudento, tadinho… Mas depois nasce outro, igual a rabinho de lagartixa, sabia?
Aí, eu queria ver os dois fazendo as pazes, dando um abraço, o monstro com o braço de rabinho de lagartixa e tal… Mas agora eu tenho que mandar um e-mail, falar ao telefone com a tia da propaganda e não dá mais tempo, porque choveu, molhou as engrenagens do robô, dissolveu o monstro e eu cansei e tchau!”
Escrito às 17h48 do dia 01 de junho de 2009


















































