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A melhor parte de mim


Na seção Amar da Sorria 23 você conferiu um punhado de depoimentos sobre gratidão. Leitores que tiveram algo ou alguém em suas vidas e que a transformaram de uma maneira única. Aqui você confere mais alguns relatos emocionantes de pessoas que tiveram a oportunidade de mudarem para melhor!
Em janeiro de 2011 visitei Machu Picchu, cidade-símbolo da lendária civilização inca. Para chegar até lá, encarei uma aventura debaixo de chuva, que começou às 4h30. São inúmeras escadas a subir, além da falta de ar proporcionada pelos 2400 metros de altitude. Ao chegar ao topo, depois de 1h30 subindo sem parar, meus olhos brilham de emoção. Além do valor histórico, o local parece exalar uma energia única. Apesar do cansaço, a peregrinação me deu força para começar o ano a todo vapor. Essa viagem me mostrou que não há limites para você realizar um sonho.
Wanise Martinez, 27 anos. São Paulo (SP)
Quando eu tinha 17 anos, fiz um intercâmbio para o Japão. Minha meta era provar, para mim mesma, que era capaz de me virar sozinha. Embarquei sem saber falar uma palavra em japonês e pouquíssimas em inglês. Os dois primeiros meses foram difíceis. Mas depois fui me adaptando. Fiz muitos amigos, aprendi a lidar com as minhas fraquezas e descobri que, nem sempre, as coisas saem como a gente quer. No ano seguinte, quando voltei ao Brasil, já estava mais madura, confiante e independente. Hoje, já guardo dinheiro para que o meu filho, de 9 meses, tenha essa mesma experiência.
Ana Licya Martins Vieira, 28 anos. Mogi Mirim, São Paulo
Eu estava passando por um momento de muitas mudanças em minha vida, problemas no emprego e término de namoro. Então, em março do ano passado, tirei 15 dias de férias para viajar. Durante 4 dias fiquei sozinha em Florianópolis (SC), uma cidade que eu não conhecia. Foi ali que entendi quem eu sou, o que eu quero e do que eu sou capaz. Percebi que sou querida e amada mesmo com as pessoas à distância e que, quando eu estou bem comigo, consigo fazer os outros felizes e entender os problemas com clareza. Simples assim.
Taís Sábio Moreno, 27 anos, Bauru, SP
Eu sempre gostei de viajar. Já viajei muito pelo Brasil e fora dele. Mas quando fui para Minas Gerais, em fevereiro de 2006, algo mexeu comigo. Eram duas emoções fortes: viajar pela primeira vez com meu marido, na garupa de sua moto, e ao mesmo tempo ir ao encontro das belezas culturais que já tinha ouvido falar muito. Não consegui conter as lágrimas ao visitar a Igreja de Bom Jesus do Matosinho, em Congonhas do Campo. Cada profeta parecia olhar para mim. Ao fim da viagem, fiquei muito grata as cidades que visitei por terem me proporcionado presenciar tamanha beleza, que só conhecia por meio dos livros.
Ione Bonfim Gomes, 39 anos. Atibaia, São Paulo.
Em abril de 2000, ganhei uma semana em Londres de um curso de inglês. Para a surpresa de todos, só voltei para o Brasil depois de 5 anos e meio! O período tornou-se uma longa história, que me trouxe uma bela experiência de vida! Hoje, estou convencida de que foi a melhor coisa que me aconteceu, não só pelo conhecimento cultural mas, principalmente, pela experiência de vida. Esse tempo me fez crescer e me tornou quem sou. Até então nunca havia dado tanto valor para coisas simples na vida, como família, amigos e o nosso país.
Marina Cervi, 31 anos, São Paulo (SP)
Há sete meses, eu e alguns amigos sofremos um grave acidente. Nosso carro capotou sete vezes. Todos os meus amigos ficaram bem, mas eu quase perdi meu braço direito. Por meio ano, a ferida me impediu de fazer algo pelo que sou apaixonado: jogar vôlei. Hoje, carrego uma cicatriz em meu antebraço e encaro aquela experiência como algo que me fez perceber o quanto a vida é frágil e me mostrou o que realmente tem importância. Foi por isso que voltei às quadras no mês passado. Aprendi a me dedicar ao que amo.
Vinícius Menegolo, 20 anos, Batatais (SP)
Tinha 23 anos quando um dos meus primos, internado por causa de um câncer, morreu. Eu era o único parente no hospital e precisei ser muito forte para dar a notícia e consolar toda a família. Depois disso, percebi que as pessoas precisam de um alento quando estão hospitalizadas. Como sempre tive facilidade para interpretar – faço curso profissional de teatro – decidi fazer um trabalho voluntário com os pacientes e familiares nos hospitais, para agradecer pela força que tive quando o meu primo faleceu e por Deus ter me dado esse talento. Hoje, com um grupo de atores, levo um pouco de alegria ao hospital de Barueri.
José Júnior, 26 anos, Barueri, São Paulo
Tenho deficiência auditiva desde criança, mas, quando pequena, escutava bem mais. Hoje, não vivo sem meus aparelhos. Criei há um tempo um blog (o cronicasdasurdez.com.br) sobre minha história, contando as aventuras e desventuras da deficiência auditiva. E nunca imaginei que ajudaria tantas pessoas apenas com meus relatos. Minha grande inspiração foi Helen Keller, célebre escritora e filósofa americana, que era surdocega. Foi ela que me fez entender que não há desculpa para não correr atrás dos nossos sonhos, mesmo com limitações sensoriais.
Paula Pfeifer, 30 anos, Santa Maria (RS)
Com 49 anos minha mãe descobriu que estava com câncer de mama. Foi muito difícil para todos, afinal ela já tinha perdido 3 irmãos para essa doença. Apesar disso, fomos muito fortes e não fraquejamos nem por um minuto. Era inaceitável perder outra pessoa querida. Durante o tratamento, minha mãe decidiu que queria uma grande festa no dia 26 de setembro, seu aniversário, para comemorar seus 50 anos de vida. O evento acabou não acontecendo pois ela ainda estava em tratamento, mas a cada ano que passa a família se reúne sempre nessa mesma data para agradecer sua saúde. Minha mãe aprendeu que o importante é ter força e coragem. Hoje ela tem 53 anos e acabou de virar avó.
Julia Pires Vaz, 21 anos, Barueri (SP)
Eu estava péssima com a notícia de que não havia mais esperança de cura para o diagnóstico da doença de minha tia. Chorei a manhã toda, até que minha sogra me emprestou um filme chamado "Cartas para Deus". Assisti e me emocionei muito. Lembro que, quando terminou, fui para a varanda de minha casa, que é no alto, e vi a cidade toda. O sol estava se pondo em um céu lindo. No dia seguinte, cedo, minha irmã me ligou e minha mãe avisou sobre o falecimento da minha tia. Foi um choque, mas lembrei na hora do filme e do exemplo que aprendi. Isso me inspirou a ser voluntária em um hospital.
Brena Fernanda Prieto, 18 anos, Matão (SP)
Fazia apenas quatro meses que eu e o Danilo namorávamos, quando veio a notícia: você está grávida. Foi ele quem descobriu. Em vez de comprar o remédio para náuseas, que eu pedi, ele me trouxe um teste de gravidez. Minha família rompeu comigo quando soube. Grávida, no último ano da faculdade e com o namorado desempregado. Foi difícil aceitar. Eu era workaholic, baladeira, não tinha objetivo na vida e morria de preguiça de bebês. Com a chegada do Teodoro (cujo nome significa presente divino) minha vida ganhou outro ritmo. Hoje me sinto muito completa com a minha família.
Clara Karmaluc, 26 anos. Belo Horizonte, MG
Após uma decepção amorosa, deixei de acreditar no amor. Cheguei a ter certeza que meu destino era ficar sozinha. Machucada e insatisfeita com minha vida profissional, decidi largar tudo e passar um ano estudando inglês na Austrália. Depois, passei seis meses viajando pelo sudeste asiático e conheci vários casais caminhando juntos pelo mundo. Foi aí que comecei a pedir, com toda a força, para ter um amor. Quando voltei para o Brasil, não demorou muito para que encontrasse aquele que se revelaria minha verdadeira alma gêmea.
Anita Martins, 29 anos, Florianópolis (SC)
Sempre fui apaixonada por ler e escrever. Mas, aos 14 anos, uma professora de Língua Portuguesa fez com que eu me desiludisse com o que sempre enxerguei como meu futuro: ser escritora. No ensino médio, foi uma professora com brincos coloridos, voz forte e jeito doce quem me devolveu a paixão pela leitura e escrita. Minha nova professora de português nos apresentou a grandes autores e orientou radionovelas e jornais experimentais. Hoje, estou no terceiro ano de Jornalismo e ela se mudou para Portugal, mas ainda mantemos contato. Sempre ressalto a ela a importância das suas aulas na minha decisão e no meu dia-a-dia. Parte de quem sou - e de quem vou me tornar -, eu devo a ela.
Alessandra Goes Alves, 21 anos, estudante - São Paulo (SP)
A empresa onde trabalhava vinha passando por mudanças. Um dos sócios tinha saído e ganhei um novo chefe. Com o passar dos meses, a situação se tornou insuportável, mas eu resistia em sair porque gostava muito do que fazia. Meu trabalho era praticamente a minha segunda casa. Até que um dia ele meu a notícia: vou ter de desligar você da empresa. Não festejei na frente dele, mas mal ele sabe o quanto fiquei grata ao ser demitida. Hoje, me sinto muito mais feliz trabalhando com artesanato e com astrologia – que sempre foi hobby e descobri como fonte de renda.
Caroline de Paula, 32 anos. São Paulo, SP
Sou muito grata a minha ex-chefe pois ela me deu a minha primeira oportunidade de trabalho, um estágio em uma grande assessoria de moda. Eu era apenas uma estudante do primeiro ano de jornalismo, não tinha experiência nenhuma, e, mesmo assim, ela confiou e acreditou em mim. O ano que trabalhei para ela, entre outubro de 2009 e outubro de 2010, foi cheio de experiências incríveis que me ajudaram a crescer como ser humano, a ser responsável e a lidar com diferentes pessoas. Além das tantas coisas que eu aprendi sobre o mercado de trabalho e a minha profissão. Fora isso, se não fosse por ela e pelos contatos que ela me apresentou eu não estaria no meu atual emprego, em uma revista, que sempre foi um sonho para mim.
Laura Canavezi, 20 anos, São Paulo (SP)
Sempre gostei de poesia e cinema mas acabei entrando no curso de psicologia, em 2006. Segui a graduação por um ano, até que comecei a me dedicar a grupos de formação artística. Um dia, estudando o cineasta russo Tarkovski e, assisti ao filme Sacrifício. Foi como se tivesse visto Deus. Assustada, fui para casa pensando que, como ele, eu poderia unir poesia e cinema. Tranquei minha faculdade e comecei a cursar audiovisual. Vou me formar esse ano e sei que, sem esse filme, talvez não fizesse essa mudança.
Ana Roman, 23 anos, São Paulo - SP
Escrito às 11h35 do dia 13 de dezembro de 2011
















































