Extras de matérias
Outros feitos infantis

A seção Amar da edição 16 da Sorria, que está à venda nas lojas da Droga Raia, traz uma série de relatos sobre grandes conquistas da infância. Jozelia da Silva, de 39 anos, por exemplo, conta como ficou emocionada quando sua mãe lhe confiou um lençol inteirinho para ela lavar sozinha no rio, na pequena cidade do interior da Bahia onde nasceu. Outra história é a de Adhemar da Silveira, de 74 anos, que lembra como se sentiu um super-herói ao dirigir um carro pela primeira vez, ainda garoto, imitando os caminhoneiros que tanto admirava. Quer conferir alguns depoimentos que não couberam na revista? Veja abaixo!
Aos 10 anos, participei de uma promoção do Toddynho. Era proposto um começo de história – o mascote da marca ia atravessar uma ponte, que se partia – e o desafio era completá-lo da maneira mais criativa. O desfecho vencedor passaria na TV. Bolei uma história em quadrinhos e mandei. Fiquei entre os dez finalistas, e recebi uma carta com um presentinho. Mesmo não tendo sido a primeira colocada, naquele momento tive certeza de que era capaz! Guardo até hoje meu boneco Toddynho.
Sandra Polozzi, 29 anos, Paris, França.
Eu tinha uns 9 anos. Estava com duas primas: a Michelle, da mesma idade, e a Danielle, 4 anos mais velha. A gente estava ajudando minha tia, a mãe delas, a fazer um doce. Aí a Dani abriu uma lata de leite condensado, cheia de categoria. Não deu outra: as duas pirralhas encheram o saco para fazer o mesmo. Era um enorme desafio! Exigia muita habilidade para as mãozinhas e uma grande coragem – aquelas rebarbas cortantes eram pra lá de ameaçadoras! Eu tentava furar a lata – sufoco! –, passava para a Michelle, que passava de volta para mim, até que ela conseguiu. Aí eu segui abrindo, e foi uma super alegria, com pulos e tudo. Depois disso, eu quis abrir minha primeira lata sozinha. Quando deu certo, me enchi ainda mais de orgulho!
Rita Squillace, 26 anos, São Paulo.
Desde pequenininha eu queria ter um cachorro, mas morava em apartamento e meu pai dizia ter alergia ao pêlo de animais. Quando fiz 8 anos, finalmente consegui convencê-lo, mas minha mãe ficou grávida, e meu maior desejo foi adiado. Minha irmã cresceu e engrossou o coro. A desculpa, então, passou a ser financeira: mal tínhamos como pagar as contas do mês, imagine veterinário, tosa, vacinas... Chegamos a ganhar peixinhos, hamster, canário, mas nenhum desses bichinhos brincava com a gente. Perto de fazer 15 anos, meu pai quis me dar algo especial. Diante da resposta de sempre, acho que ficou balançado. Valeu a pena persistir: faz dois meses que o Fred se juntou à família!
Alice Aikawa, 15 anos, São Paulo.

A maior conquista da infância de
Pedro foi ter sido eleito o rei do Pré
Eu era conhecido, na gíria do futebol, como “leão de treino”: jogava muito bem na preparação para a partida, mas quando era para valer, amarelava. Um dia, meus pais inventaram de chamar nossos vizinhos para assistir a um jogo do meu time. Fiquei apreensivo, mas tentei me manter focado. Sem olhar para a arquibancada, surpreendi a mim mesmo quando decidi tentar uma bicicleta no meio da quadra. O ginásio inteiro me acompanhou na jogada. Errei o chute, mas a coragem de arriscar num momento de tanta exposição já foi uma grande vitória pessoal.
Danilo Barra, 24 anos, Guarulhos (SP).
O maior feito da minha infância foi ter sido eleito, na escola em que estudava, o reizinho do pré. Nunca fiquei tão feliz, contei pra todo mundo!
Pedro Henrique Braga, 17 anos, Ibitinga (SP).
Eu estava brincando de escorregar, deslizando na água com sabão que tomava a varanda quando minha mãe lavava roupas. Tinha 7 anos. Para pegar impulso, me apoiei na porta de vidro. Ela quebrou, e um caco cortou meu pé. Foi profundo, lembro que pude ver meus nervos, minhas gordurinhas, o osso branquinho... deixei um rastro de sangue pela casa. Fui operada e engessada. Por meses meus pais me levavam à escola no colo. No recreio, enquanto todas crianças se divertiam, eu tinha que ficar quietinha. Até que um dia, em casa, brincando, decidi ir pulando até o tanque. Apoiei a perna machucada no chão e vi que conseguia. Era como se meu pé estivesse voltando à vida. Os passos eram desconcertados, mas minha felicidade era imensa. Esse foi meu maior feito da infância: reaprender a andar.
Joseline Ferreira, 30 anos, Campinas (SP).
Escrito às 15h37 do dia 06 de outubro de 2010


















































