Extras de matérias
Para gostar de ler

A seção Descobrir da Sorria sempre fala sobre prazeres simples, acessíveis a praticamente todo mundo, mas que justamente por estarem tão disponíveis, muitas vezes deixamos passar despercebidos.
Na edição 20, que acaba de ser lançada, um dos temas abordados na seção é poesia (clique aqui para ver). Se você gostou do texto e se inspirou a mergulhar no mundo dos versos, mas não sabe por onde começar, nós te ajudamos. Nossa repórter Rita Loiola escolheu a dedo umas dicas bem bacanas para te dar um empurrãozinho ao lado lírico da vida. Confira!
Para ler:

Antologia Poética, de Carlos Drummond de Andrade
"E agora, José?", "No meio do caminho tinha uma pedra", "João amava Teresa que amava Raimundo..." Esses primeiros versos de poemas de Carlos Drummond estão nessa antologia, que o autor organizou na década de 60. O poeta mineiro "da beleza da palavra" uniu nesse volume seus temas preferidos, como a cidadezinha mineira de Itabira, onde nasceu, os conflitos do eu com o mundo e, claro, o amor.

Antologia Poética, de Manuel Bandeira
Foi Bandeira quem inventou o "Vou-me embora pra Pasárgada..." e reuniu nesse volume, de 1961, as poesias mais emblemáticas de onze de seus livros. Há sonetos, quadrinhas, versos livres e um apanhado geral da evolução da obra do autor que vivia no limite (Bandeira lutou contra a tuberculose a vida toda) e escrevia estrofes com leveza e contundência.

80 anos de poesia, de Mário Quintana
Mário Quintana era um gaúcho pequeno, tímido e que conseguia, em uma frase, escrever umas coisas geniais. Como "amar é mudar a alma de casa". Essas pílulas e poemas mais longos de oito décadas de produção estão reunidos nessa antologia que foi relançada junto com toda a obra do poeta, pela editora Globo.

Imagem: Editora Alfaguara Brasil
Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto
Esse é o poema mais conhecido do pernambucano que gosta de forjar, letra a letra, seus versos. Publicado pela primeira vez em 1956, conta a história dos retirantes que fogem da seca pelo rio Capibaribe. E é uma boa porta de entrada para um dos grandes poetas modernos brasileiros.
Para visitar:

Museu da Língua Portuguesa (www.museudalinguaportuguesa.org.br)
Para quem gosta do jogo das letras, o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, é um óasis. Há exposições temporárias sobre autores, como a que mostrava a obra do brasileiro Guimarães Rosa, em 2006, ou do português Fernando Pessoa, no ano passado. Em vídeos, murais, telas e instalações, é possível conhecer os artistas que brincaram com frases e palavras desde o início do português até os dias de hoje.
Para ver:
No meio de seus shows e de alguns discos, a cantora Maria Bethânia gosta de presentear o público com poesias – gratuitas. Um dos escritores que sempre surgem entre uma canção e outra é o Fernando Pessoa. Nos dois vídeos abaixo dá pra ter uma ideia de como ficam os versos do poeta português com o ritmo da fala brasileira.
O Guardador de Rebanhos, VIII:
Eros e Psiquê:
Para ouvir:
O portal Cultura Brasil fez um programa especial com poesias em língua portuguesa musicadas. Há Ivone Lara cantando Mário de Andrade, Olivia Hime com Manuel Bandeira ou Secos e Molhados com Fernando Pessoa. São dez canções que colocam à prova o ritmo da poesia. Clique aqui para conferir.
Escrito às 15h05 do dia 03 de junho de 2011


















































