Geral
Feriado slow motion

Hoje o dia aqui na redação foi corrido, e agitado. Acho que é o clima do final de semana batendo na porta, junto com o fato de que está sempre todo mundo correndo pra dar tempo de entregar o que precisa antes de sexta-feira acabar: um texto, um projeto, uma revista e, no meu caso e de muitos outros brasileiros, o imposto de renda também (urgh!). Daí os amigos ligam – e fazem barulho no gtalk – pra perguntar o que programei pro final de semana. Vai dar pra encaixar um aniversário que apareceu em cima da hora? Uma ida até o mercado pra comprar o que ficou faltando pro jantar? Uma corridinha no parque depois de ter limpado toda a casa? Ai...(de dor mesmo).
Então dei de cara com a frase aí de cima (aqui) e respirei fundo. Calma, muita calma nessa hora. Não tem que dar tempo. Menos é mais (mais ou menos). A gente não tem que fazer tudo o que aparece pela frente só porque planejou fazer. Ainda mais no final de semana, ou no seu tempo livre. Sim, isso serve pra você também.
Não é novidade nenhuma, mas existe uma galera batendo o pé pra gente viver a vida com mais calma. Você já deve ter ouvido falar do Slow Movement, né? Um movimento cultural que prega que a gente tem que ir devagar, levar mais tempo – em vez de menos – para fazer coisas como comer, viajar, e até comprar. Há uma semana, veio aqui pra São Paulo o Slow Art Day, que tinha como objetivo desacelerar o jeito que a gente enxerga obras de arte. Os interessados iam pro Masp e gastavam dez minutos observando cada uma das dez obras de arte assinaladas pelos organizadores. Depois, sentavam todos pra discutir o que cada um pensava sobre elas. Não fui, mas a sensação que tive, quando fiquei sabendo da proposta foi: nossa, isso vai tomar um tempão (das duas da tarde, às seis)... Mas essa é a ideia, né? Bem diferente do que eu tenho feito nas últimas exposições que visitei – assim bem rápido com os olhos.
Pois então, meu projeto pra amanhã é levar tempo. Pra dormir, pra acordar e pra fazer tudo aquilo que eu tiver vontade (e ok, cumprir alguns compromissos). Mas sem aquela pressa habitual de bater o cartão já pensando na hora de ir embora, ou entrar de costas, como diz minha vó. "Viva o agora, para viver melhor sempre", disse a Monja Coen uma vez pra mim, numa entrevista. Monja, juro que tô tentando!
Escrito às 17h59 do dia 30 de abril de 2010


















































