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Não há lugar como o nosso lar

Texto: Roberta Faria
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Hoje, 5 de junho, é Dia Mundial do Meio Ambiente. Embora a maioria das datas, dias disso e daquilo, sejam lembradas para que a gente comemore, o Dia do Meio Ambiente é um marco cheio de lamentações: do que está errado, do que já se foi, do que estamos deixando escapar debaixo dos nossos olhos. Não é um dia concebido para festas, e sim para… lutas. Mas para lembrar pelo que temos que lutar, é preciso antes reconhecer o que estamos perdendo. O cineasta francês Yann Arthus-Bertrand fez isso com um avião e uma câmera. No filme HOME – Nosso Planeta, Nossa Casa, que é lançado mundialmente hoje nos cinemas, na TV, em DVD e na internet – tudo ao mesmo tempo – ele mostra cantos e perspectivas do planeta em que vivemos nunca vistos antes. A beleza e a grandiosidade das imagens aéreas captadas em 54 países valem por milhões de palavras, que não seriam capazes de descrever o quanto a Terra é incrível. E só por isso (e por tudo isso) todos os esforços já valem a pena.
 


Com cerca de 1h40 de duração, HOME foi concebido, diz Yann, para sensibilizar cada pessoa a transformar seus hábitos em prol do meio ambiente. Já no trailer, vem o aviso: nos últimos 50 anos, menos que o tempo de uma vida, o planeta foi mais radicalmente transformado do que ao longo de todas as gerações anteriores. E há um preço a pagar por essa interferência, por muito tempo vista como sinal de uma suposta evolução econômica e social. “Cientistas nos dizem que temos dez anos para mudar a forma como vivemos, para prevenir a depredação dos recursos naturais e a catastrófica evolução do clima na Terra”, diz ele em uma carta aberta, no site em que apresenta o projeto. “Os riscos são altos para nós e para nossas crianças. Cada um deveria tomar parte nesses esforços, e HOME foi concebido para levar uma mensagem de mobilização a todos os seres humanos”.

Para atingir tanta gente, o filme precisaria ser livre – daí o lançamento simultâneo em todas as mídias possíveis. Graças ao patrocínio do grupo PPR (ironicamente, um conglomerado de marcas de luxo como Gucci) e da distribuidora Europa Filmes, a produção não tem fins lucrativos. E, claro, teve as emissões de carbono compensadas.

Tanto pela iniciativa de mídia criativa e inédita, quanto pela beleza do filme – Yann é autor da também brilhante e consagrada série A Terra Vista de Cima, exibida no canal pago HBO – assistir HOME é a melhor maneira de celebrar o dia de hoje.

PS. No YouTube, o filme ainda está em inglês, sem legendas. Você vê aqui. Como tudo se multiplica tão rápido na internet, nos próximos dias deve vir à tona uma versão legendada – nós avisaremos! E há uma versão com narração em português – de Portugal – que você confere aqui. O filme também deve passar na TV aberta nas próximas semanas e está em cartaz nos cinemas da maioria das capitais brasileiras.


Escrito às 17h29 do dia 05 de junho de 2009

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