Geral
Risadas em rotação

Desde que me mudei para São Paulo, reservo toda primeira sexta-feira do mês para amigos e vinis. Quando surgiu, em 2007, a Noite da Vitrola não era bem um jogo. Queria apenas reunir vizinhos que conhecia apenas de “olá” para ouvir vinis, assunto que tínhamos em comum e que superou a conversa fática de elevador. E assim foi: ouvimos Blood on the tracks, do Bob Dylan, Rubber Soul, dos Beatles, e Minas, do Milton Nascimento. Foi uma noite muito agradável e resolvemos repeti-la.
Na segunda edição, mais pessoas se uniram e o gosto musical foi se diversificando. Um amigo da faculdade apareceu com um disco de música cubana que tinha na capa um sujeito com batom na boca, chapéu de caubói e vários cordões no pescoço. Foi diante da atípica foto que percebemos o grande barato da Noite: descobrir novas músicas - e capas.
Hoje ela funciona assim: cada um dos participantes leva dois vinis pra Noite, sem revelar o nome das bandas. Enquanto ouvimos o disco, fazemos perguntas pra tentar adivinhar país de origem, bandas que soam parecidas, nome do vocalista e qualquer outra coisa que nos ajude a identificar o conjunto. Dificilmente alguém acerta, porque é visando o nome mais esdrúxulo e desconhecido que os meu amigos, verdadeiros ratos de sebo, procuram os discos. Terminamos com algum LP clássico, pra não ficar só na palhaçada.
Na verdade, a Noite da Vitrola nada mais é do que uma desculpa para reunir pessoas que têm uma paixão em comum. Ninguém joga sério, a música perde a noção de lógica e todos ganham ótimas gargalhadas.
Escrito às 17h09 do dia 28 de junho de 2009


















































