O que aprendi
A dor e a delícia

“Eu aprendi, desde criança, que não queria viver sem sentir prazer nem dor. E foi assim que cresci. Sofri muito com separações, perdas, brigas de pais… Pensava, já que estou sofrendo tanto, vou brincar. E, apesar de tudo, sentia muito prazer e era uma criança quase feliz. Fiquei adolescente, cresci, virei mulher e agora estou na envelhescença, que é quase igual a adolescência, é uma transição entre a maturidade e a velhice. Há 7 anos, conheci uma pessoa maravilhosa e me apaixonei por ela. Separado, 6 filhos moços, avô. Eu, separada, um filho moço, quase avó. Ele não queria ficar comigo, dizia que não tinha o que me oferecer e tinha medo que a gente sofresse. Escrevi uma carta à ele, dizendo que não queria passar a minha vida sem sentir prazer nem dor, nossas horas de dor já estão escritas e as de prazer é a gente que faz. Me responsabilizei por tudo que pudesse nos acontecer no futuro, já que eu queria muito fazer daquele momento o nosso prazer. Ele aceitou, fomos morar juntos. Estamos morando juntos até hoje e fazendo da nossa vida o melhor possível.”
Maria Helena Sarti, 48 anos, São Paulo, SP
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Escrito às 07h30 do dia 22 de junho de 2009


















































