Droga Raia

Twitter Facebook Flickr Orkut Delicious RSS
dê uma nota para esta matéria:
Compartilhe:

envolver

A escola é nossa

Fora do horário de aula, o colégio do seu bairro pode ser o local ideal para construir uma comunidade mais feliz, saudável e unida pela causa da educação
Texto: Daniela Almeida // Ilustração: Marco Carillo
A escola é nossa
AumentarDiminuir

Até casamento já aconteceu no pátio da escola pública Prof. Olavo Pezzotti, em São Paulo. Um casal do bairro pediu para usar o espaço e a diretoria aceitou, desde que não houvesse bebida alcoólica na festa. Desde então, outras duas uniões já foram celebradas por lá.

Abrir as portas para a comunidade é rotina na Olavo Pezzotti. Se alguém tem algo a ensinar, propõe à escola a realização de um curso. Os alunos levam bilhetinhos avisando os pais, e, nos fins de semana, a escola é tomada por moradores interessados em aprender como fazer bijuterias, assar pães, realizar pequenos reparos elétricos... Sem falar nos cursos de inglês e italiano, também gratuitos, oferecidos durante a semana, à noite.

Em Florianópolis, na escola Pero Vaz de Caminha, também pública, são os alunos que aproveitam as instalações fora do horário de aula: nos fins de semana, eles lotam as quadras esportivas para jogar futsal e handebol. Além disso, a diretoria já promoveu sessões de cinema e teatro em frente à escola. E, no aniversário de 50 anos do colégio, foram bandas da comunidade que animaram a festa.

Escolas particulares também já perceberam o valor dessa integração. O Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo, promove palestras abertas sobre cultura, política e ciência. Também oferece aulas gratuitas de português, matemática, informática, esportes e artes a pessoas de baixa renda que moram ou trabalham no entorno. A iniciativa conta com a participação de professores, estudantes e ex-alunos.

Nessas escolas, o compromisso com a educação não se resume às atividades curriculares. “Assim, a comunidade se sente privilegiada e participa mais da educação de suas crianças”, afirma Teresinha Coelho, diretora da Pero Vaz de Caminha. Quer sugerir iniciativas como essas na escola do seu bairro? Então, confira a seguir mais algumas ideias que podem ser úteis e divertidas para toda a sua comunidade.
 

Muito além do futebol
Espaços amplos e abertos, as quadras podem servir não só para a prática de esportes, mas também para uma série de outros eventos, como apresentações folclóricas, festas ao ar livre ou feiras
de trocas de objetos usados.

 

Saborosa lição
No pátio, que tal cultivar uma horta coletiva? Além de treinarem habilidades manuais, os alunos aprendem biologia na prática e ainda podem levar alimentos fresquinhos e saudáveis para a família saborear.


Acervo aberto
Deixar os livros da biblioteca trancados durante o fim de semana é um grande desperdício. Além de espaço de leitura individual, o local pode ser utilizado como palco para divertidas contações de histórias.


Festa cultural
O auditório é o espaço perfeito para manter grupos de teatro, dança e música abertos à comunidade, permitindo a interação entre alunos, funcionários e moradores. Também pode abrigar sessões de cinema, palestras e debates.


Hora de tricotar
Nas salas de aula, pais podem virar professores, ensinando habilidades manuais que as novas gerações conhecem cada vez menos, como costura.


Aluno professor
No laboratório de informática, os próprios estudantes podem organizar oficinas para apresentar o mundo dos computadores a adultos e idosos da comunidade ainda pouco habituados com as tecnologias digitais.

dê uma nota para esta matéria:
Compartilhe:
Envie seu comentário:
Nome (preenchimento obrigatório)
E-mail (preenchimento obrigatório, mas não será publicado)
Website
Realização:
Patrocínio:
Instituições beneficiadas:
Medley P&G Kimberly-Clark Reckitt Benckiser EMS
EDITORA MOL Rua Andrade Fernandes, 303, sala 3, Alto de Pinheiros, São Paulo / SP | Email: contato@revistasorria.com.br | Telefone: (11) 3024-2444
2009 - 2010 Editora Mol. Todos os direitos reservados