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A vida aos sete

Brayhan Santana Silva tem 7 anos. É de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Aprendeu a ler faz pouco tempo e ainda acha algumas palavras difíceis. Prefere os gibis do Cascão, em que ele corre da chuva, e adorou João e o Pé de Feijão. “Porque o João ajuda a mãe”, explica. Na escola, só quer saber de matemática. Gosta de jogar bola, de esconde-esconde e de brincar de polícia e ladrão com os primos – especialmente depois que eles criaram a regra em que o mocinho não apenas precisa pegar o bandido, mas também cuspir água nele, guardada nas bochechas bem cheias. Quando crescer, está decidido a jogar no São Paulo. Não tem medo de filme de terror, mas baleias assassinas o apavoram, mesmo sem nunca ter visto o mar. Adora videogame. “Dos jogos de moto, porque ela empina, e de carros, porque derrapam”, recomenda. Seu prato preferido é bife com batata frita. “Gosto de tudo, menos de cebola”, confessa. Não cansa de assistir a Esqueceram de Mim e morre de rir com as armadilhas que o Pica-Pau prepara. Queria muito andar em um trem-fantasma, mas a mãe ainda não deixa. “Nunca fui na minha vida inteira!”, protesta. Tem dois vira-latas, o Bambic e a Fofinha, e um hamster. Teve outro rato, mas um gato comeu. Quando está em casa, gosta de desenhar no pé do pai, como se fosse tatuagem. Com a irmã, Brenda, de 4 anos, monta barracas com cadeiras e cobertas, brinca de carrinho e de dar banho nas bonecas. Há nove meses, Brayhan está em tratamento no hospital do Graacc. Se por acaso encontrar a lâmpada do Aladin por aí, vai pedir primeiro para ser curado. Depois, para acabar com a poluição e, por último, um teclado. Já sabe tocar o dó-ré-mi-fá e Atirei o Pau no Gato. Ele é uma dos milhares de crianças que você ajudou ao comprar Sorria. Obrigada.
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