descobrir
Ao contrário

Para sair da rotina não é necessário trocar de emprego, viajar nem apaixonar-se de novo. Os sentimentos envolvidos em grandes mudanças, como se encantar com o mundo outra vez e divertir-se com o trivial, também podem ser vividos no cotidiano. O tédio da mesmice está na sua cabeça. A cada dez gestos usuais, como andar, levar o garfo à boca ou ler este texto, cerca de oito estão programados no cérebro – não é preciso esforço para realizá-los.
Agir diferente soma surpresas (e desafios) à velha rotina. Dormir de ponta-cabeça, usar a mão esquerda para o que a direita já sabe de cor, como escovar os dentes, andar de costas pela casa – pergunte-se por que faz assim e faça assado. Além de render boas risadas, as tentativas são uma ginástica para os neurônios. “Experiências fora da rotina, que exploram os cinco sentidos, as emoções e o convívio social, desenvolvem a memória e o raciocínio”, diz Lawrence Katz, neurobiologista norte-americano, pai da neuróbica – o nome científico dessa brincadeira.

















































