Droga Raia

Twitter Facebook Flickr Orkut Delicious RSS
dê uma nota para esta matéria:
Compartilhe:

comer

Ao vencedor, as batatas

De mil tipos e cores, quando nascem por baixo da terra, elas se esparramam por incontáveis receitas. De quebra, ainda fazem um bem danado à saúde
Texto: Rita Loiola // Foto: Sheila Oliveira/Empório Fotogrático // Produção culinária: Carolina Saraiva // Produção de objetos: Márcia Asnis
AumentarDiminuir

No fim da minha infância, o cardápio de casa passou por uma revolução. De repente, apareceram sobre a mesa travessas com batatas diferentes. Umas eram firmes e fortes. Havia as farelentas e as cheias de água. Outras se desfaziam em fios adocicados. Foi um problema de saúde de nossa cozinheira (minha mãe, no caso) que nos apresentou ao mundo maravilhoso de raízes e caules, como aipim, cará, mandioquinha. Lembro-me das dicas de tias-avós mineiras e das incursões aos livros de receitas de umbanda – que indica os ingredientes de cor clara para homenagear Oxalá. Ainda sinto a sensação de destampar panelas de pedra em que borbulhavam pedaços de inhame e de deixar derreter na boca chips fininhos de batata-doce.

Em pouco tempo, nos deslumbramos com as possibilidades dessas polpas. Dá para prepará-las de diversas maneiras: ensopadas, refogadas, assadas, recheadas ou fritas. E a textura semelhante possibilita substituir uma raiz por outra na hora de cozinhar. Além da diversão gastronômica, aprendemos que esses tubérculos subterrâneos são fontes de energia – a digestão leve foi o motivo da indicação médica. “Eles são carboidrato puro, de fácil absorção e imprescindíveis à saúde”, diz Gisele Raymundo, professora do curso de nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. “Sessenta por cento das calorias de nossa dieta vêm desse tipo de nutriente. É por isso que as raízes são uma das fontes de energia mais antigas da humanidade.”

A batata-doce, por exemplo, é utilizada há pelo menos 10 mil anos na nossa alimentação. Com a mandioca, consumida por cerca de 500 milhões de pessoas na América do Sul, ela constitui a base energética do continente. Ainda trouxemos a mandioquinha dos Andes, o inhame da Ásia e o cará da África. São tantas opções que essas batatas diferentes nunca mais deixaram os pratos lá de casa. Quer experimentar?



 

ROSTIE
Ingredientes
• 800 g de mandioquinha sem casca ralada
• 1 cenoura grande sem casca ralada
• 1 cebola-roxa pequena picada
• 200 g de bacon em fatias, cortadas em pedaços
• 1 ovo
• 2 1/2 colheres (sopa) de farinha de trigo
• 1 colher (chá) de sal
• 1 pitada de pimenta-do-reino
• 200 g de queijo parmesão ralado
• 1/3 de xícara de salsinha picada
• 3 ramos de tomilho

Modo de preparo
Coloque em um escorredor a mandioquinha, a cenoura e a cebola e pressione para retirar o excesso de água. Frite o bacon até ficar crocante e escorra-o em papel toalha. Enquanto esfria, misture o ovo, a farinha, o sal e a pimenta em uma tigela. Junte a mistura de mandioquinha, o bacon, o queijo e as ervas. Forme com as mãos panquecas achatadas e frite-as, aos poucos, em uma frigideira antiaderente untada com azeite. Doure por cerca
de 4 minutos de cada lado.

 

CHIPS DO BRASIL
Ingredientes
• 600 g de batata-doce ou outra raiz de sua preferência
• 2 litros de óleo
• Sal a gosto

Modo de preparo do recheio
Lave as raízes, descasque-as e fatie bem fino, no sentido mais comprido, com bom cortador. Frite-as aos poucos em uma panela funda, em óleo bem quente. Quando elas estiverem douradas, retire, coloque sobre papel absorvente e salgue. Se preferir fazer os chips assados, coloque-os em uma assadeira e deixe meio centímetro de espaço entre uma fatia e outra. Leve ao forno em fogo baixo por, no mínimo, 1h30, até que fiquem crocantes e dourados.
O preparo é o mesmo para chips de mandioca, inhame, cará e mandioquinha.

Dica! Os chips ficam uma delícia servidos com geleias, açaí, cream cheese e patês.

*Receita da chef Dani Padalino, da Banqueteria

 

FEIAS, MAS GOSTOSAS
Elas são duronas à primeira vista.
Mas é só levar ao fogo para revelar todo o sabor

 

CARÁ Branco e de casca escura, é um
caule subterrâneo rico em potássio.
Algumas variedades crescem em
trepadeiras – é o cará aéreo.


INHAME  É um caule subterrâneo, rico
em magnésio, potássio e fósforo.
Nascido na Ásia, chegou até nós via África,
nas malas de viajantes e escravos.


BATATA-DOCE Essa raiz pode ter muitas cores:
sua polpa pode ser roxa, salmão, amarela,
creme ou branca. Boa para doces
e salgados, é rica em vitamina A.


MANDIOQUINHA Cor amarelo-ouro, rica
em vitaminas do complexo B, ela veio
do Equador e do Peru. Batata-salsa, baroa
e cenoura amarela são seus codinomes.

dê uma nota para esta matéria:
Compartilhe:
Envie seu comentário:
Nome (preenchimento obrigatório)
E-mail (preenchimento obrigatório, mas não será publicado)
Website
Realização:
Patrocínio:
Instituições beneficiadas:
Medley P&G Kimberly-Clark Reckitt Benckiser EMS
EDITORA MOL Rua Andrade Fernandes, 303, sala 3, Alto de Pinheiros, São Paulo / SP | Email: contato@revistasorria.com.br | Telefone: (11) 3024-2444
2009 - 2010 Editora Mol. Todos os direitos reservados