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Ba! Tu! Que!

Você certamente não lembra, mas com alguns poucos meses de vida realizou seu primeiro concerto musical. Abriu as mãos, empurrou uma de encontro à outra, e, ao se encontrarem, elas vibraram o ar num “pá” inspiradíssimo. A platéia era pequena, mas foi ao delírio. Batucar é instintivo. Tudo de que precisamos, a princípio, é do próprio corpo. As palmas são só o começo. Estalando os dedos, pisando forte o chão, já obtemos outros sons. E as possibilidades são infinitas (já experimentou bater o dedo na bochecha? Conforme a boca está mais ou menos aberta, saem notas diferentes!). A brincadeira fica ainda melhor se explorarmos as superfícies ao nosso redor. Mesas, cadeiras, vasos, plásticos, metais... cada coisa vibra de um jeito. Explorar o mundo como se fosse uma grande bateria é uma experiência tão prazerosa que tem gente que decidiu viver disso. Como os caras do grupo Batuntã, de São Paulo. Eles fazem música batucando em geladeiras, pneus, canos, latas e o que mais der na telha. “É uma experiência social”, afirma o integrante Daniel Gomes. “Quando as pessoas batucam juntas, elas vibram na mesma freqüência, e isso vai levando a uma espécie de transe que envolve tanto quem toca quanto quem ouve”, garante. Coisa de profissional? Nada disso. Reúna os amigos e comprove que sua carreira não morreu no berço.

















































