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Biblioteca: faça você mesmo

Na padaria da esquina. Lá é que foi parar parte da herança que o jornalista curitibano Alessandro Martins, de 36 anos, recebeu de seu pai. “Quando ele morreu, tive a ideia de pegar uns 50 exemplares dos livros que ele havia deixado e levá-los a algum lugar público, onde pudessem ser lidos por várias pessoas”, conta. “Tomei coragem e conversei com o dono da padaria que frequento. Ele adorou a ideia”, completa. Bastou expor alguns livros para que novas doações fossem chegando. Hoje, a Biblioteca Livre Pote de Mel já conta com quase 300 obras, que lotam as partes de dentro e de fora de uma antiga geladeira desligada.
Ideia parecida teve o dono de açougue Luiz Amorim, de 43 anos, de Brasília. Alfabetizado aos 16 anos, ele se tornou um apaixonado por livros. E decidiu compartilhar esse prazer de forma curiosa: transformando pontos de ônibus em biblioteca. Com o apoio do governo, já foram implantadas 38 paradas culturais, desde 2007. A estrutura é simples: estantes protegidas sob os pontos, recheadas de publicações obtidas por meio de doações. Assim como na Pote de Mel, qualquer um pode pegar quantos livros quiser, a qualquer hora. “O importante é que leiam. Se não devolverem, provavelmente é porque gostaram, então ficamos felizes”, diz Luiz.
A simplicidade dessas iniciativas mostra que não é preciso muito mais do que boa vontade para disseminar o conhecimento e o gosto pela leitura entre os vizinhos. Ficou a fim de criar sua biblioteca comunitária? Então confira aqui as dicas, baseadas em projetos tão bem-sucedidos quanto os de Alessandro e Luiz.


















































