carta do editor
Caçadores de histórias

Um esporte muito praticado por jornalistas é a caça ao personagem – ou seja, a busca às pessoas cujas histórias de vida são contadas nas matérias. Aqui na Sorria, a temporada fica aberta o ano inteiro, em ritmo frenético. Em cada edição, temos uma média de 40 entrevistados – e esse número não contabiliza os especialistas, como psicólogos e filósofos, que contribuem com seus valorosos pontos de vista.
Para chegar a essas quatro dezenas, falamos antes com pelo menos o triplo de gente. Às vezes as histórias não são exatamente o que procuramos naquele momento. Nem sempre as pessoas topam dar entrevista. Nem todas aceitam ser fotografadas. E há sempre os imprevistos...
Todas essas emoções foram vividas intensamente no último mês por nossa repórter Karina Sérgio Gomes, que assina a matéria de capa desta edição. Até conseguir as três ótimas histórias da reportagem, ela acionou amigos, vasculhou redes sociais, leu dezenas de textos em revistas e na internet, ligou para desconhecidos cujo nome encontrou na lista telefônica e falou com várias instituições ligadas às mais variadas áreas, como saúde, esporte, religião e autoajuda.
Quando ela já pensava que histórias sobre perdão estavam ficando raras em nossos tempos, tudo se acertou. Ou quase. Uma das personagens não pôde comparecer à foto, e a Karina teve de refazer, a poucos dias do fechamento, o trabalho de semanas, procurando um substituto à altura. Por pouco ela não perde o show do Roberto Carlos, coitada. Se o esforço dela valeu a pena ou não, só você pode dizer.
Mais difícil que encontrar entrevistados, só quando o jornalista é o próprio personagem da matéria. Tem sido assim há algumas edições na seção Cuidar. E mantivemos a fórmula. Desta vez, quem sentiu a reportagem na pele foram a Nina Weingrill e a Rita Loiola, que passaram um mês investigando a origem dos alimentos para comer da forma mais sustentável possível.
A partir desta edição, nosso time conta com o reforço de uma nova caçadora: a estagiária Tissiane Vicentin. Ela entra no lugar do Chico Spagnolo, que, após dois anos conosco, partiu para uma nova empreitada. Ele se despede com um texto na seção Brincar. Boa sorte, Chico!
E boa sorte para todos nós neste Ano-Novo. Espero que a Sorria continue te ajudando a ser mais feliz. Agora, em 2011 e sempre. Abraço e boa leitura!


















































