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Com açúcar, com afeto

Caroline Wei acordou às 4 horas com uma missão: preparar glacê. Munida também de cookies, brownies e confeitos coloridos, ela foi para o hospital. Mais especificamente para a Brinquedoteca do GRAACC, onde há dez anos alegra as crianças em tratamento contra o câncer com seu workshop de guloseimas.
Os pequenos pacientes chegam correndo. Hoje, a atenção não é para bonecos, carrinhos nem fantasias espalhados pelo local. Anderson Souza, de 4 anos, vai direto no glacê amarelo, desenhando sobre um biscoito um alegre sorriso.
Lígia de Souza, de 12 anos, já havia participado da oficina realizada na Páscoa e não perdeu a chance de aparecer novamente. Cheia de experiência, ela ajuda a mãe, Juliana, de 27 anos, a montar seu boneco de brownie. “A parte mais legal é colocar o glacê. Não, é comer!”, empolga-se a menina.
A mestre-cuca da turminha também era pequena quando começou sua carreira de confeiteira. Caroline aprendeu a ler sozinha, aos 5 anos, para entender os livros de receitas. Há cerca de uma década, ela conheceu o GRAACC, e a partir de então colabora voluntariamente com o hospital. As oficinas são realizadas em média a cada três meses. Aos 48 anos, Caroline, que também é publicitária e lojista, realiza ainda ações sociais em orfanatos e com moradores de rua.
“Ajudo com aquilo que sei fazer melhor. Por meio dos doces, levo doçura para as pessoas”, diz a confeiteira, enquanto embala as gulodices em caixinhas para as crianças levarem para casa.
Mas não é só carinho e açúcar que Caroline compartilha com o GRAACC. Um dos participantes do workshop, o baiano Jon Leno Rosa, de 15 anos, é prova disso. Há cerca de um ano e meio, ele recebeu o diagnóstico de osteosarcoma, doença que afetou seu fêmur. Em maio, recebeu uma prótese, com a qual está reaprendendo a caminhar.
Quem lhe presenteou com a novidade e devolveu a ele o sonho de jogar futebol novamente foi o projeto Perna Amiga, do qual Caroline faz parte. Ela é uma das doadoras da iniciativa, para a qual destina a renda que obtém fazendo bolos e doces. Por ano, são doadas uma média de três próteses, cujos preços variam de 4,5 mil a 15 mil reais. Até agora, foram mais de 30 pernas. Como a de Jon Leno: “Voltei a andar, a ser feliz. E voltarei para o colégio!”.
Agora o menino com nome de Beatle terá ainda mais motivação para estudar música e ser tecladista de forró, como deseja. Comprando Sorria, assim como Caroline, você ajuda as crianças do
GRAACC a ter um cotidiano mais doce e cheio de sonhos. Obrigada!


















































