Droga Raia

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Como se estivesse voando

Da redação // Foto: Paula Saito
Como se estivesse voando
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É preciso um bom galho de árvore. Uma corda firme. Um pedaço de tábua ou um pneu velho. Amarra, pendura. A técnica é muito simples: de pé, segurando na corda, recue até ficar na ponta dos pés. Então se solte, deixando o corpo cair no assento, esticando as pernas pra frente na ida, dobrando-as na volta para recuperar o impulso. O frio na barriga não tem idade pra aparecer e fica maior conforme parece que vamos girar 360º, de tão alto que estamos. É como voar baixo – o mais próximo que chegamos de tirar os pés do chão e alcançar o céu com relativa segurança e economia. O balanço é um brinquedo de tempos imemoriais: não se sabe onde nem quando surgiu. Só que é imprescindível para qualquer infância. E pode, por que não?, continuar a nos dar asas na insustentável leveza do vento conforme crescemos.

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