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Diário de Bordo

Texto: Marcela Besson // Ilustração: Gunther Ishiyama // Foto: Daniela Toviansky
Diário de Bordo
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Você consegue se lembrar do sonho da noite passada? Às vezes é difícil juntar imagens, pessoas sem rosto e frases inacabadas. Mas essas viagens fantásticas podem ser registradas num diário. Anotar os sonhos ajuda no autoconhecimento, estimula a reflexão, auxilia psicoterapias e inspira idéias e soluções. No começo pode ser difícil lembrar-se de tudo. Mas o hábito de registrar os sonhos logo ao acordar fortalece essa memória. Alexandre Freire, cientista da computação, é testemunha disso. Há dez anos, ele se apaixonou pela prática. “Vale escrever ou desenhar as narrativas”, diz. Hoje, Alexandre está tão treinado que é capaz de descrever em detalhes cores, pessoas e conversas que invadiram seu sono – a imagem acima é de seu diário. Assim como ele, também fizeram os mestres Franz Kafka, Edgar Alan Poe e Federico Fellini, transformando sonho em arte. Na internet, o site criado pelo designer Dimitri Lime reúne viagens oníricas de gente comum (tente você: http://dromma.org). A biblioteca de sonhos traz um sem-fim de histórias. Conte a sua.

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