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Força jovem

Aos 13 anos, João Felipe ouviu que era muito novo para mudar o mundo. Decidiu dedicar a vida a provar o contrário, despertando a capacidade de transformação em jovens de todo o planeta
Texto: Amanda Rahra // Foto: Na Lata
Força jovem
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Quando a escola em que João Felipe estudava, em Santos (SP), organizou uma campanha para arrecadar brinquedos para uma casa de apoio a crianças com aids, ele foi o aluno que mais se animou. Mas, no grande dia da entrega, que frustração: “Ficamos só 20 minutos e não podíamos brincar com os internos. Eu me senti numa espécie de zoológico. Depois, a vida seguiu como se nada tivesse acontecido”, diz.

Desde então, ele passou a questionar as estranhezas do mundo. Por que as pessoas fecham o vidro no semáforo? Por que tantos passam fome? Quando pedia explicações, ouvia que era muito novo para entender e, mais ainda, para mudar a realidade.

Dois anos depois, aos 13, ele mandou um e-mail a uma centena de organizações não governamentais, pedindo ajuda para mudar o mundo. Ninguém o levou a sério. Já que os adultos não ajudariam, procurou jovens que faziam trabalhos inspiradores e os convidou a contar suas experiências a sua turma no colégio. O projeto se expandiu pelas escolas da região. E João Felipe descobriu sua vocação: articular pessoas, apostando no poder de transformação dos mais novos. Hoje, aos 24 anos, é consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Unicef. E leva a jovens do mundo inteiro a mensagem que sempre quis ouvir: “Você é, sim, capaz de mudar o mundo”.

Como é seu trabalho?
João – Sou um articulador da juventude, um freelancer do mundo. Meu papel é motivar e conectar as pessoas para que transformem o local onde vivem. Eu chego a uma comunidade, sento-me com os jovens e juntos identificamos o sonho deles. Conto histórias que os inspirem e pensamos em parceiros que possam ajudar. Depois, as pessoas seguem por si. Elas próprias se responsabilizam por melhorar sua qualidade de vida.

Conte um exemplo de sonho que você ajudou a realizar...
João – A história da Djamila é uma boa. Ela é de uma comunidade do Níger, na África, onde ser mulher já é um problema. Aos 21 anos, ela entrou em contato com a Peace Child International, a organização em que eu trabalhava até 2009, para comprar uma máquina de costura. Achei consumista, mas fui surpreendido. Mobilizamos estudantes da Inglaterra para que eles arrecadassem fundos, e ela conseguiu o equipamento. Então, passou a  ensinar outras mulheres a costurar, e elas montaram uma cooperativa, que, hoje, dois anos depois, emprega 46 pessoas. Além disso, o local virou um centro em que as mulheres discutem questões como hábitos de higiene, violência, relacionamentos e sexualidade.

Como é sua trajetória profissional?
João – Terminei o colegial e fiquei dois anos trabalhando em projetos sociais. Então, entrei na faculdade de relações internacionais, mas o curso não tinha muito a ver comigo, era muito teórico. Logo no primeiro semestre, aos 19 anos, larguei tudo no Brasil e fui trabalhar na organização Peace Child International, na Inglaterra, que atua para dar poder aos jovens a fim de que eles liderem projetos em sua comunidade. Em oito anos, participei de iniciativas em mais de 40 países. Hoje, trabalho para a ONU, ajudando a melhorar suas estratégias de mobilização de jovens. E, desde 2010, também sou consultor do Unicef. No momento, moro na Zâmbia, na África, implantando um programa que ajuda jovens a combater localmente os efeitos das mudanças climáticas.

Como você vê a juventude de hoje?
João – Muita gente diz que os jovens de hoje não querem nada com nada. Não é verdade. Estamos fazendo uma revolução silenciosa, usando as tecnologias disponíveis, como celular, computador e redes sociais. Elas permitem que a gente se conecte, saiba o que está acontecendo no âmbito global e assim mude nossa realidade local a partir de milhares de referências do mundo.

Como isso funciona na prática?
João – Há pouco tempo, eu passei 15 dias em uma ilha na Grécia para fazer um projeto de reciclagem. Postei no Facebook: “Galera, estou em tal cidade, com tal problema. Alguém tem ideia de como solucionar?”. Em meia hora, gente do mundo inteiro começou a mandar sugestões e contatos de pessoas que poderiam ajudar localmente. Em uma semana, nós conseguimos montar um projeto, envolvendo a comunidade local e usando conhecimento de pessoas de fora que nem me conheciam, mas que se interessaram pelo assunto.

Qual é o desejo da juventude hoje?
João – Uma coisa que une esta geração é a vontade de construir um mundo melhor. Os jovens querem mostrar que não são um grupo à parte. Eles querem ser parceiros dos processos. Até porque metade da população mundial tem menos de 25 anos. Por isso, é importante que todos trabalhem juntos. 

E os adultos estão preparados para trabalhar com os jovens?
João – Muitas vezes, o jovem não tem ideia de como colaborar, e os adultos também não sabem como ajudar. Então, as tentativas acabam sendo traumáticas. Os jovens precisam conquistar confiança em si, e os mais velhos devem aprender a botar fé nessa geração. Até porque, hoje em dia, há muitos profissionais super-respeitados que são bem jovens.

Seu trabalho é ajudar a realizar sonhos. Qual é a importância de sonhar?
João – A gente vive num tempo tão louco, em que temos de trabalhar, estudar, fazer uma série de coisas, que acabamos perdendo a habilidade de sonhar e de entender que podemos fazer do sonho nossa própria vida. Eu acredito que seja por meio do sonho que percebemos que somos indivíduos únicos, com as próprias necessidades pessoais e coletivas – e é isso que move o mundo para a frente.

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Comentários:
caraca esse cara ae e um exemplo amo ele joão vc ,mora aki no meu koração ok! saudades!!!!!
alan nunes
João e companheiros,


Parabéns pelas iniciativas e pelos trabalhos, espero que outros jovens possam seguir o exemplo e MUDAR O MUNDO.
Zenaide Alves
Olá pessoal da Revista, tudo bem?
Recebi um link e resolvi ler, pois quem me passou tem a intenção de transformar o mundo, e agora sob lágrimas, eu venho a lhes falar de que essa matéria foi maravilhosa!!nosssaaa....

Gostaria inclusive de que me passar algum contato do João (sem ser facebook ou tweeter) para que eu possa entrar em contato com ele,por favor

Muito obrigado e parabens por essa realização e por essas noticias e vontades.

Um grande abraço a todos,
Gabriel
Gabriel barbieri rufini
Gente...esse cara ai manda ver heim!?
Bolão, João.
Abs.
Sid.
sidnei soares
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