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Minha amiga, a enfermeira

“É ele, é ele que vem lá!” – Com um sorriso imenso no rosto e as pernas tremendo de ansiedade, o menino Mateus, de 12 anos, realizava o sonho de conhecer o jogador de futebol Ronaldo. Para convencer o craque a encontrá-lo, Mateus lhe mandou uma carta, escrita à mão, em que dizia que, assim como o atleta havia dado a volta por cima, ele também conseguiria vencer a leucemia.
“Eu não estava nem um pouco menos nervosa”, conta a gerente de enfermagem Carla Dias. Foi ela quem estimulou o menino a pôr o desejo no papel e a acreditar que se tornaria realidade. No dia do encontro, Carla registrou a foto em que Mateus aparece ao lado do craque. Hoje, a imagem estampa o mural de sua sala no GRAACC, ao lado de outras lembranças queridas vividas nesses 20 anos em que ela tem se dedicado à luta contra o câncer infantil.
Logo após se formar na faculdade, Carla se tornou a única enfermeira do ambulatório de oncologia pediátrica do Hospital São Paulo, embrião do GRAACC, que então contava com apenas quatro leitos. Hoje, aos 49 anos, ela é responsável por uma equipe de mais de 100 pessoas. Apesar das atribuições administrativas, Carla faz questão de manter um contato próximo aos pacientes. Como a adolescente Nina, com quem trocava esmaltes nos intervalos da quimioterapia e aconselhava em confidências próprias da idade.
Mãe de dois garotos, Carla se emociona ao falar sobre a admiração que sua família tem por seu trabalho. Admite que a rotina é desgastante, mas logo se apressa em destacar as recompensas: “O retorno que uma criança te dá é muito rápido, não há economia. Também não há mau humor. Há uma carinha emburrada que logo desaparece se você faz uma gracinha”, conta.
Junto a um corpo interdisciplinar de profissionais, Carla ajudou a criar no GRAACC um grupo de estudo sobre dor e cuidados paliativos. O objetivo é proporcionar conforto médico, fisioterapêutico, psicológico e até espiritual a toda a família do internado, desde o momento em que ele é diagnosticado até mesmo após sua saída do hospital. É assim com Gabriel, que volta anualmente ao GRAACC para acompanhamento, depois de ter sido tratado há mais de 10 anos. “Hoje ele é um homem formado, um psicólogo, mas sempre que vem me procura para colocarmos o assunto em dia”, revela. Ao comprar Sorria, assim como Carla, você ajuda crianças e jovens a transformar o tratamento do câncer na melhor lembrança possível. Obrigada!

















































