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Não basta ser pai

As doenças dos filhos transformaram Geraldo e Giovani. Conviver intensamente com os garotos fez com que esses pais descobrissem que cada dia é especial
Foto: 1. Lucas Lima // 2. Tadeu Gomes
Não basta ser pai
Giovani (à esquerda), de 25 anos, pai de Cauã, de 4, paciente do GRAACC. À direita, Geraldo, de 51 anos, e Geraldo Filho, de 14, aluno do SuperAção Jovem
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As histórias de vida de Giovani Martins e Geraldo de Paula têm um ponto crucial em comum: ambos decidiram dedicar todo o tempo de sua vida aos filhos. Giovani ocupa as horas de seu dia com Cauã, de 4 anos, que está tratando um câncer no cérebro no GRAACC. E Geraldo acompanha o filho, também Geraldo, de 14 anos, enquanto ele participa das atividades do SuperAção Jovem, do Instituto Ayrton Senna. O menino tem hidrocefalia, uma doença que consiste no acúmulo de líquido no cérebro.

Os garotos dão lições de vida aos mais velhos. “Com o Cauã, eu aprendi que a gente tem de encarar as coisas com um sorriso no rosto, por mais difíceis que sejam”, diz o administrador de empresas Giovani, de 25 anos. “Meu filho tem uma vontade de viver incrível. Uma vez, ele ficou três meses internado, mas venceu a batalha”, lembra o pedreiro Geraldo, de 51 anos.

Quando seu casamento acabou, foi Geraldo quem ficou com o garoto, na época com 6 anos. Ele lavava as roupas e fazia a comida. Hoje, vai junto com o adolescente ao SuperAção Jovem, em São José dos Campos (SP), onde moram. “Fico com ele toda a manhã na escola. Acompanho o Geraldo porque ele não pode fazer nenhum esforço físico”, diz. Com as atividades de leitura do meio período do projeto, o estudante ficou mais animado e ganhou outro gás para as aulas.

Para cuidar de Cauã, Giovani largou o emprego há três anos e, com a esposa, alugou um apartamento vizinho ao GRAACC para acompanhar o tratamento. Naturais de Pederneiras (SP), o casal deixa Ana Clara, a filha de 3 anos, com uma tia na cidade natal. E Giovani faz questão de cuidar do menino em casa. Nessas horas, os dois gostam de ficar juntos em frente ao videogame. “Eu jogo com ele, que me observa o tempo todo. Até inglês o Cauã já aprendeu com os jogos”, diz Giovani.

Geraldo, o filho, também adora ficar em frente ao joystick, mas o pai faz o possível para tirá-lo de casa. “Gostamos de passear em um parque perto de onde moramos. O Geraldo é muito caseiro, mas eu dou um jeito de levá-lo para visitar os irmãos, já casados e com filhos”, conta o pai.

Em comum, os pais nutrem sonhos para o futuro. Geraldo aposta na educação. “Desejo que ele conquiste um bom emprego para o dia em que eu não estiver por perto. Ele já superou a deficiência e nos surpreendeu na escola. Não vai ser difícil”, diz. E Giovani quer que o filho cresça com caráter e humildade. “Não vejo a hora de fazermos programas de pai e filho, como viajar para pescar juntos ou assistir a um jogo de futebol no estádio. Cada dia com ele é especial.” Comprando Sorria, você ajuda esses pais a realizar os sonhos dos meninos. Obrigado!
 

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