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No mundo das fantasias

No retrato da minha festa de 7 anos, estamos eu – a bruxa –, quatro vampiros, incluindo o Drácula, um tipo de monstro do pântano e o Super-Homem – a mãe dele provavelmente não tinha entendido o conceito de festa das bruxas. Pra beber, havia sangue (de groselha). Pra comer, pedaços de dedo (de marzipã). Quando o assunto era festa, o pessoal lá de casa se animava na produção. Certa vez, homenageamos os Mamonas Assassinas. O bolo era uma mamona gigante – verde e tudo. Teve direito a torta na cara, no melhor estilo dos programas de auditório da época. A criação era toda colaborativa: uma tia fazia os doces, outra a decoração. A mãe planejava a brincadeira e comprava as quinquilharias. Anos depois, vieram as festas à fantasia do colégio, quando a vaidade adolescente copiou Brancas de Neve, Sininhos e Belas Adormecidas. Também Don Juans, D’Artagnans e Peter Pans. Minha amiga Audrey uma vez apareceu de peruca loira, lentes de contato verdes e uma faixa rosa na cabeça: era a Barbie tenista (ela se formou em moda, anos depois). Essa foi minha última incursão nesse mundo paralelo onde chuveiros elétricos, cachorros-quentes e peixes Nemo convivem em plena harmonia. Atualmente, tento convencer os amigos de que aniversários de 30 anos são uma ótima oportunidade de reviver esse universo. Merecem uma festa à fantasia daquelas em que a gente passa dois meses pensando em como surpreender os amigos com nossa capacidade criativa. Ainda não aconteceu. Se fizer uma, me convida?

















































