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O apagar das estrelas

O céu negro, com a lua azul e as estrelas de todas aquelas canções e poemas, pode desaparecer. Na verdade, já nem existe mais em alguns lugares – se você mora em uma cidade grande, como São Paulo, basta olhar para cima e perceber que a escuridão foi substituída por branco, rosa, amarelo.
Enquanto clareamos o caminho com tochas e lampiões, perder a noite escura era inimaginável. Hoje, os aparatos de iluminação, dos postes das avenidas à lâmpada na varanda, refletem-se na atmosfera e escondem o céu. O problema não é só o fim do romantismo.
A luz fora de hora está ligada a distúrbios do sono, ao câncer de mama e ao desaparecimento de pássaros, segundo a Associação Internacional da Noite Escura (www.darksky.org). Resolver a poluição luminosa nem é tão difícil: pequenas medidas, como instalar rebatedores de luz nos postes e temporizadores para apagar lâmpadas desnecessárias, já nos devolvem um pouco do brilho das estrelas.


















































