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carta do editor

O encurvamento na mão do arqueiro

Texto: Dilson Branco
O encurvamento na mão do arqueiro
1. Curtiu a foto da capa? Foi essa turma que fez. 2. Bastidores do Movimentar - bom no ioiô, só o entrevistado! 3. Na bela estação da Luz, o pessoal do clique que abre a seção Amar. 4. O estagiário Ricardo e os quebra-cabeças que ele fez para a seção Brincar. 5. Cadê o passarinho que voou da gaiola da capa? Nas fotos da seção Crescer! 6. A nova equipe da Sorria: Luana, Mariana e Rita. Boa sorte, meninas!
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Na parede da casa onde fui criado, num papel fibroso imitando pergaminho, havia um poema que eu e meus irmãos brincávamos de decorar: “Teus filhos não são teus filhos, são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesmo...”. Só muitos anos depois eu entendi aqueles versos. O poeta libanês Khalil Gibran põe o dedo na ferida dos pais que, como os meus, veem seus filhos sair de casa: [Teus filhos] não te pertencem (...) Suas almas moram na mansão do amanhã, que tu não podes visitar nem mesmo em sonhos”. Lembrei desse rico texto enquanto preparávamos a matéria de capa desta edição, em que uma das personagens é justamente uma mãe que conta sobre a dor de ver o ninho vazio. E aí percebi que os versos são ainda mais universais: falam sobre todas as perdas inevitáveis. Mas nem por isso é um poema triste. Porque, como você vai ver lá na seção Crescer, deixar ir é o que há de mais natural nessa vida. E pode ser fonte de reflexão, satisfação, renovação. Não é à toa que o gênio Khalil Gibran encerra assim: “Tu és o arco do qual teus filhos são arremessados como flechas vivas. Que teu encurvamento na mão do arqueiro seja tua alegria”.


Um dos méritos das despedidas é o fato de elas permitirem os reencontros. Esse é o tema da seção Amar, mais uma vez organizada pela dedicadíssima Ana Luísa Vieira. Outros destaques são a seção Cuidar, em que a Jéssica Martineli relata como foi tentar passar uma semana sem usar plástico, e a Educar, na qual a Karina Sérgio Gomes mostra o valor da persistência para o aprendizado.


Para mim, o tema despedida não poderia ser mais apropriado. Esta é minha última edição na Sorria. Saio para embarcar no mais novo projeto da Editora MOL, uma revista nos mesmos moldes, que também vai ajudar muita gente - logo vocês vão saber mais! Agradeço do fundo do meu coração por poder ter feito parte desse projeto incrível, onde aprendi muito. E também me emocionei demais. Como ontem: trabalhando em pleno domingo, eu recebi a ligação de um leitor de Guarulhos (SP), que decidiu gastar preciosos minutos da sua vida telefonando para a redação só para dizer quanto gosta da Sorria. No meu lugar fica a Rita Loiola, que vocês já conhecem bem. Na arte, saem o Fabio Otubo e o Ricardo Sukys e entram a Mariana Bolzani e a Luana de Almeida. Tenho certeza de que vocês vão adorar o trabalho delas. Obrigado! Boa leitura! E até logo!

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Comentários:
Sou professora da rede municipal de Amparo e hoje pela manhã, indo à pé ao trabalho vi a revista sorria junto com materiais recicláveis ao chão. Como já conhecia a revista, voltei e levei a mesma comigo . É do mes de agosto/ setembro de 2011. Quando comecei a folheá-la me deparei com o título " O encurvamento na mão do arqueiro" e como nada acontece por acaso, meus dois filhos em Janeiro foram morar fora, A leitura desse texto ajudou-me muito!!!!!!!!!!!!!!!! Parabéns a todos pelo trabalho, empenho e dedicação.
Grata
Rosana
Rosana Assouf Zocchio
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