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O jogo do bem

Kamila Nascimento, de 27 anos, decidiu, no início do ano, ajudar os outros. Mas queria algo que coubesse na rotina apertada, entre a faculdade de ciências sociais e o estágio. Descobriu a solução no portal Voluntários Online, em que assumiu o compromisso de ajudar voluntários a encontrar trabalho. Tudo pela internet, em quatro horas semanais, sem sair de sua casa, em Pelotas (RS). “Usei meus conhecimentos para ajudar”, afirma Kamila, que assim auxiliou 30 mil pessoas.
O trabalho voluntário traz ainda energia e autoestima, conforme uma pesquisa da Universidade de Cornell (EUA). O compromisso com a comunidade dá a sensação de pertencer ao grupo, promove o relacionamento e faz com que os dias tenham um sentido maior. Foi isso que a jornalista Mônica Kikuti, de 33 anos, encontrou no Asilo São Vicente de Paula, em Guarulhos (SP). Seus fins de semana conversando com as idosas a fizeram sentir-se útil e alegre. “É preciso pouco para fazer o outro feliz. Não há dinheiro que pague o sorriso que recebo”, diz.
Mas, para isso, Mônica não falta nunca. Esse rigor é fundamental: não é porque é voluntário que o trabalho não merece dedicação. Essa força – multiplicada por 42 milhões de voluntários brasileiros – é um dos pilares das cerca de 16 mil organizações sociais do país. E há muitas possibilidades de ajuda: a distância ou ao vivo, dando tempo, talentos pessoais, recursos.
A relações-públicas Silvana Scarpino, de 49 anos, cede trabalho. Seu tempo se divide em sua empresa de marketing, as aulas que dá na universidade e as seis horas diárias coordenando a comunicação das Casas André Luiz, também em Guarulhos. “E sinto que o tempo que dedico ao voluntariado é pouco perto do que recebo”, diz Silvana, há 25 anos na casa. “Onde mais teria os desafios profissionais daqui?” E você, sabe o que precisa para ser voluntário? Siga o jogo e descubra sua vocação.
Clique em cima da imagem a baixo e veja como é fácil se tornar um voluntário!



















































