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O maior amor do mundo

Samia e Cremilda dedicam-se incondicionalmente a seus filhos. Comprando a Sorria, você ajuda mães como elas a fazer a família crescer com mais saúde e educação
Da redação // Fotos: Diogo Salles
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O teste de farmácia deu negativo. Aos 18 anos, namorando havia apenas dois meses com Diego, Samia se sentiu aliviada. Mas precisava ter certeza. Fez um exame de sangue. Negativo. Mais dois exames de sangue. De novo, negativos. “Quando a gravidez se confirmou, o coração da Nicolly já estava batendo”, lembra. O que era alívio virou susto, mas logo se transformou em amor incondicional. “Quando a gente tem um filho, ganha garra para enfrentar tudo”, diz a mãe. Pois na época do primeiro aniversário da pequena, o casal teve de pôr essa força à prova. Nicolly foi diagnosticada com um câncer no abdômen. Começou o tratamento em Campo Grande, onde a família mora, mas os pais foram aconselhados a levá-la ao GRAACC. Nicolly passou por dez meses de tratamento. Recebeu alta, voltou para casa. Mas em novembro do ano passado teve de retornar ao hospital. Quando a mãe desanima, é a pequena, hoje com 3 anos, que lhe faz recobrar as forças. Logo após uma sessão de radioterapia, a menina já está correndo de um lado para o outro na brinquedoteca do hospital, mostrando a Samia e à avó os desenhos que acabou de colorir. “O carinho que minha mãe tem por mim é o mesmo que tenho por minha filha. E sonho em vê-la continuando essa história”.




“Quando eu tiver meus filhos, irei a todas as reuniões escolares deles”, prometeu a si mesma Cremilda da Silva, de Ribeirão Pires (SP). Órfã, ela foi criada por uma tia, que não tinha muito tempo para acompanhar sua educação. “Entendo que ela precisava trabalhar para me sustentar. Mas isso me deixou um vazio enorme.” Hoje, mãe dos gêmeos Thales e Thadeu, de 14 anos, e de Maria Eduarda, de 6, Cremilda faz muito mais do que prometeu. Além de nunca ter perdido uma reunião de pais, leva as crianças à escola, cobra os deveres de casa e quer saber tudo que acontece no colégio. Quando Thales lhe contou que estava participando do projeto SuperAção Jovem, do Instituto Ayrton Senna, desenvolvendo uma pesquisa sobre o preconceito contra pacientes de câncer e aids, a mãe adorou a novidade. “Ele só fala em ser médico, e essa é uma ótima forma de se aproximar da profissão que escolheu.” Auxiliar de enfermagem, Cremilda se desdobra para responder às inúmeras perguntas que o filho faz sobre o universo dos hospitais. “Às vezes, tenho de pedir ajuda aos ‘universitários’”, brinca, referindo-se a seus colegas de trabalho. “Faço tudo pelos meus filhos”, diz a mãe. E revela outra promessa: “Nunca vou deixá-los desistir de seus sonhos”.

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