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Para passar adiante

Quem chega ao Rio de Janeiro pela rodoviária e olha com atenção os pilares do viaduto que se ergue ali perto depara com um patrimônio cultural da cidade. São mais de 50 murais tomados por mensagens coloridas pintadas à mão, em que se destaca a máxima “Gentileza gera gentileza”. O autor é José Datrino, um ex-agricultor e empresário que largou tudo, virou andarilho e dedicou a vida a pregar essa mensagem. Falecido em 1996, tornou-se um personagem histórico da cidade, sob o apelido de Profeta Gentileza.
A história de José é exemplo para muita gente. Mas não é preciso transformar radicalmente a vida, como ele fez, para praticar e inspirar a cordialidade nas relações.
Dedicar nosso tempo aos outros, doar bens materiais, repassar voluntariamente informações valiosas ou agradecer quem nos fez algo importante são formas simples de difundir a gentileza. E não é necessário grande esforço para encaixar essas atividades em nossa rotina. “A atitude gentil está ao alcance de qualquer pessoa que entenda que a rispidez e a rudeza são demonstrações de insegurança e soberba”, diz o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella.
Nesta matéria, você vai conhecer alguns exemplos. Como a cabeleireira Rosângela, que ensina sua profissão a mulheres de uma comunidade carente. E o imigrante Paulo, que planta e enfeita árvores no canteiro de uma avenida como forma de agradecer o modo como foi recebido no Brasil. Clique aqui para ver mais e inspire-se a levar essa corrente adiante. Assim, provaremos na prática que o profeta estava certo: gentileza gera, sim, mais gentileza.


















































