brincar
Para perder o medo do ridículo


Para debochar dos gênios
Wagner e Beethoven. Blog do site apostos.com/wagnerebeethoven. “São tirinhas de conversas ficcionais entre os compositores Wagner e Beethoven, em que sempre um tira sarro do outro. Me faz pensar que até as personalidades lendárias tiveram seus dias de ridículo. Em uma das historinhas, o Wagner fica ansioso, pensando o que o público vai achar de sua nova composição. As pessoas passam por isso todo dia; por exemplo, antes de apresentar um projeto no trabalho. No fim das contas, as brigas entre os dois compositores trazem à tona problemáticas que todo mundo vive.” Dica de Fernando Gonsales, cartunista, criador, entre outros, do personagem Níquel Náusea.

Para conhecer antes de julgar
Susan Boyle. Vídeo disponível no site youtube.com (pesquise por “Susan Boyle”). Quando Susan entra no palco do show de calouros britânico Britain’s Got Talent, a plateia ri do seu jeito desengonçado e do visual nada atraente. Porém, quando ela começa a cantar I Dream a Dream, do musical Os Miseráveis, todos ficam em choque. As mesmas pessoas que haviam caçoado a cantora alguns minutos atrás a aplaudem de pé. Em um mundo onde muitas vezes o visual conta mais que o talento, Susan nos ensina a assumir quem somos e a lutar por nossos sonhos de cabeça erguida.

Para não temer a vergonha
O Livro do Palhaço. Livro de Cláudio Thebas, editora Companhia das Letras. “O livro conta um pouco sobre o que é ser um palhaço, essa figura que aprende a conviver com seu ridículo e a usá-lo sempre a seu favor. O palhaço é aquele que ri de si mesmo, que descobre como lidar com seus medos, fracassos e falhas. Assim, ele consegue libertar-se e, no final, aceita ser aquilo que é. Ao lermos o livro, percebemos que a figura do palhaço pode ser encarada como um espelho do ser humano.” Dica de Marcio Ballas, um dos criadores do espetáculo de improviso teatral Jogando no Quintal.

Para rir do passado
Sexy People. Blog do site sexypeople-blog.com. Sabe aquela foto antiga que você morre de vergonha de mostrar aos amigos? O Sexy People é um álbum virtual composto apenas desse tipo de retrato, no melhor estilo “meu passado me condena”. Crianças, jovens e famílias exibem penteados, roupas e acessórios que já tiveram seus dias de última moda, mas hoje são vergonhosos. E o mais legal é que as próprias pessoas enviam suas fotos. Todos riem de todos, numa engraçada espécie de terapia de grupo. O site é em inglês, mas as imagens falam por si. Quem sabe você não se inspira a revirar seu baú e enviar uma contribuição?

Para rir de si mesmo
Woody Allen. O humorista, escritor e cineasta americano é uma espécie de santo padroeiro dos ridículos. Woody construiu sua obra, que inclui mais de 40 filmes e uma dúzia de livros, em cima da auto-ironia. Rir das nossas pequenas manias, neuroses e implicâncias e fazer piada com os fracassos e desencontros da vida são sua especialidade. Ao mostrar como o cotidiano é cheio de momentos nonsense, ele faz a gente gargalhar – e se sentir mais normal. Os filmes Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, A Rosa Púrpura do Cairo e Poderosa Afrodite são imperdíveis. As crônicas dos livros Que Loucura!, Cuca Fundida e Sem Plumas são do tipo que fazem você rir sozinho dias depois (todos da L&PM Editores).

Para superar traumas
Nunca Fui Beijada. Filme de Raja Gosnell, EUA, 1999. “A história começa com a adolescente Josie Geller, interpretada pela atriz Drew Barrimore, sendo a menina mais ridícula da escola. Já adulta, e ainda ridícula, ela se torna jornalista e volta ao colégio para fazer uma reportagem. Nessa segunda passagem pela vida escolar, ela repete as mesmas besteiras de quando era adolescente, mas agora com um término diferente, ensinando que as pessoas consideradas ridículas podem dar a volta por cima.” Dica de Didi, repórter do Furo MTV e co-autor do blog Te Dou Um Dado.

Para rir dos outros
Terça Insana. Figuras do dia a dia – o taxista que sabe de tudo, a adolescente revoltada, o motoboy malandro, entre tantos outros – viram personagens hilários com o grupo de comédia Terça Insana. O show de teatro, em cartaz há oito anos em São Paulo, teve seu melhor compilado em um DVD, o Terça Insana Ventilador de Alegria, disponível em locadoras e livrarias. Alguns números também podem ser conferidos no YouTube (pesquise pelo hit “irmã selma”). Sem descambar para o chulo nem para o preconceito, os atores fazem dos estereótipos uma maneira de a gente lembrar que ser bizarro também é estilo.

Para enfrentar os micos
Doug. Desenho animado exibido pela TV Cultura. Nem criança nem adulto. É nessa fase que se encontra o protagonista desse desenho animado, um garoto que muda de cidade com a família e tem de se adaptar ao novo ambiente. Adolescente típico, Doug passa por situações embaraçosas pelas quais todo mundo já passou, como pagar aquele mico na frente da garota pela qual está apaixonado ou acordar com uma espinha enorme bem no dia da festa mais importante. Mas Doug enfrenta tudo com muito bom humor, mostrando-nos que ser ridículo é a coisa mais normal do mundo.

Para não temer a vergonha
Quem Tem Medo de Ridículo? Livro de Ruth Rocha, Global Editora. Para dar mais medo que dentista, fantasma e terrorista, só mesmo passar pelo papel de ridículo, brinca a premiada escritora de literatura infantil Ruth Rocha. E ela dá vários exemplos que comprovam a tese: numa festa descolada, usar a roupa engomadinha que a mãe escolheu, falar uma besteira bem na hora em que todo mundo para de conversar, ter de levar o irmão mais novo nos passeios com os colegas... A obra foi escrita para crianças, mas deixa uma lição a todas as idades: não vale a pena ficar a toda hora preocupado com o que os outros vão pensar de nós, porque de ridículo todo mundo tem um pouco.

Para se impor
Ugly Betty. Seriado de televisão dos canais Sony e SBT. Quando Betty conseguiu emprego em uma conceituada revista de moda, seus colegas a fizeram se sentir uma estranha no ninho. Eram todos lindos e elegantes, enquanto ela foi estigmatizada como feia e brega. Mas Betty não se deixou abater pelas piadinhas. Segura em relação à sua aparência e ao seu modo de se vestir, manteve seu estilo. Ao mesmo tempo, provou ser a mais competente da redação, dando uma lição de autoestima a todos os colegas e aos milhões de fãs da série, apaixonados por sua atitude.

















































