Droga Raia

Twitter Facebook Flickr Orkut Delicious RSS
dê uma nota para esta matéria:
Compartilhe:

amar

Preciso dizer que te amo

De repente, as palavras saem, ensaiadas ou aos atropelos. A maior declaração de amor de nossa vida pode ser tímida ou grandiosa, mas quem passou por ela fica para sempre com o coração marcado
Texto: Jaqueline Li, Jéssica Martineli, Karina Sérgio Gomes, Rafaela Carvalho, Rita Loiola, Tiago Cordeiro e Tissiane Vicentin // Foto: Daniela Toviansky // Beleza: Élcio "Maizena" Aragão/Agência First // Produção de moda: Gabriela Nascimento // Fotodesign: Felipe Gressler
AumentarDiminuir

Uma declaração de amor é sempre uma surpresa. Quando menos se espera, o sentimento torna-se uma palavra, um gesto, um olhar cúmplice. Quem se declara tem a coragem de saltar no escuro, mostrando o que o coração já não esconde. Quem recebe mergulha em um atordoamento doce, dissolvendo-se em sorrisos. De repente, os apaixonados são um sim em uma multidão de nãos. O mundo se apaga, e, por segundos, só os dois existem, unidos pelos laços declarados do amor.

Quando o homem aprendeu que o amor tem de ser dito, inventou ainda palavras sussurradas, canções e poemas, pinturas e esculturas para dar ritmo e cor ao sentimento. Criou também os megafones, os outdoors e as alianças oferecidas de joelhos. E continua descobrindo outras formas – discretas ou espalhafatosas –  de contar o que mais importa a quem mais importa. Como você vai ler a seguir, a única coisa que ainda falta inventar são os limites na hora de confessar nosso amor.
 

 
Para conquistar Fernanda, Danilo escreveu uma letra, treinou quatro acordes e apresentou em frente a 80 pessoas a canção Eu te amo, minha linda

 

Quando comecei a namorar minha futura esposa, eu quis superar minhas limitações. Então, apesar de ser um MC, treinei quatro acordes e escrevi uma letra romântica para a Nanda. O pior não foram os ensaios com um persistente amigo, mas apresentar a canção Eu Te Amo, Minha Linda em frente a mais de 80 jovens na igreja à qual frequentamos. A vergonha ficou em segundo plano, e, ainda bem, não errei nada.
Danilo Barra, 25 anos, Garulhos (SP).



No ano passado, eu achei um violão em casa e comecei a dedilhar algumas notas. Ouvindo a melodia, veio a ideia de um verso, depois outro e outro. Compus uma canção inteira. No dia seguinte, chamei minha mulher na varanda e cantei a música. Ela ficou muito emocionada. Depois dessa, já compus mais de 100 canções para Márcia, minha paixão há 33 anos.
Adilson Cordeiro, 61 anos, Recife (PE).



Em 2010, fizemos 50 anos de casados, e eu quis fazer uma surpresa para minha esposa, Marlene. Contratei uma empresa para produzir dois outdoors, um perto de casa e outro próximo do trabalho dela. Neles, escrevi uma mensagem de agradecimento pelos 50 anos de luta juntos. Ela só viu três dias depois, mas fiquei feliz porque ela ficou muito feliz. No dia da festa, ainda cantei Como É Grande o Meu Amor por Você, do Roberto Carlos, na frente de todos.
Aldo dos Santos, 76 anos, Campinas (SP).



O começo do meu namoro com o Bruno foi tumultuado. Namorava um amigo dele, e, quando terminei, ele não quis ficar comigo para não trair o amigo. Começamos a namorar em 2009, mas aí ele sofreu um acidente e ficou paraplégico. Dava todo o meu amor e apoio, mas nada parecia ser suficiente para as outras pessoas. Perguntavam se éramos irmãos, amigos, e não entendiam por que estávamos juntos. Para acabar com isso, resolvi, com a ajuda de um programa de TV, entrar no intervalo de um jogo do Corinthians, no Estádio do Pacaembu, como cheerleader. Ele estava no camarote. Quando a dança acabou, eu e as meninas abrimos uma faixa enorme dizendo: “Bruno, sou louca por ti. O preconceito não vai nos separar. Hoje e sempre estarei a teu lado”. Ele ficou sem reação.
Naiara Martins, 22 anos, São Paulo (SP).



Eu e meu marido, Roberto, sonhávamos com um filho. Mas, em 2009, descobrimos que ele tinha um câncer de pele raro. Antes de começar a quimioterapia, guardamos sêmen em um banco, porque sabíamos que o tratamento afetaria sua fertilidade. Depois de um ano, ele morreu. Mas, em seus últimos momentos, disse a ele que ia ter o nosso filho. Precisei entrar na Justiça para ter o direito de fazer a fertilização in vitro. Deu certo, e consegui engravidar. Com isso, realizei nosso sonho, declarando meu amor e deixando vivo um pedacinho do Roberto.
Kátia Lenemeier, 38 anos, Curitiba (PR).



Eu conheci o Evandro em uma sala de bate-papo na internet, usando o apelido Rosa. Tínhamos muita afinidade e ficamos dois meses trocando mensagens, até que decidimos marcar um encontro. Ainda não tinha contado a ele que sou HIV positivo. Só no quinto encontro, eu revelei minha  doença. Depois de me ouvir, ele foi embora e não me escreveu mais durante o dia. Fiquei muito triste. Até que, no fim da tarde, recebi a maior declaração da minha vida: “Mara, não é por que descobri que a rosa tem espinhos que vou deixar de admirar sua beleza e seu perfume”. Nos casamos há cinco anos e hoje somos muito felizes.
Mara Moreira, 35 anos, Rio de Janeiro (RJ).



Não sei quando minha mãe descobriu a doença do meu pai, mas deve ter sido antes dos meus 4 anos. Eles viviam juntos, mas como amigos. Só soube disso depois da morte dele, em 2004. Dois anos depois, mexendo nas coisas da minha mãe, eu encontrei um gravador. Apertei o play e, do aparelho, saiu sua voz, embargada: “Ronan, fiz tudo isso porque eu te amo e vou continuar te amando, para sempre”. Essa gravação ficou guardada mesmo depois de ele ter falecido e ela ter se casado de novo. Acho que ela ama meu padrasto intensamente, mas o amor pelo meu pai continua guardado, como essa gravação. Meu pai tinha o vírus HIV, minha mãe cuidou dele até sua morte, por 18 anos. Isso sim é amor.
Mariana de Oliveira, 20 anos, Itapira (SP).



Quando eu perdi meu primeiro filho, em um acidente, pensei que fosse o fim. Eu lutava para voltar a andar, mas a dor da perda não me deixava ver luz no fim do túnel. Até que engravidei novamente. Só então as dores passaram, minhas manhãs tiveram sentido e eu voltei a ter razão para sorrir. Quando minha filha nasceu, o amor nasceu da dor. Chorando, olhei em seus olhos, que se abriam para mim. Foi a maior declaração de amor que a vida e a Alice me deram.
Paula Belmino,  36 anos, São Paulo (SP).


 


No dia em que resolveu colocar uma roupa para ficar em casa, Lilian recebeu do filho a maior declaração de amor de sua vida: estava linda como uma rainha-princesa



Um dia, depois que eu tomei um banho e coloquei uma roupa qualquer para ficar em casa, meu filho, com 3 anos na época, olhou pra mim e disse: “Mamãe, você tá linda igual uma rainha-princesa”. Foi simples assim, mas não sei como não morri, porque meu coração estourou de tanto amor e felicidade.
Lilian de Souza, 30 anos, Campinas (SP).



Minha mãe sempre se escandalizava com minhas tatuagens. Por isso, eu decidi dedicar a ela a terceira das oito que tenho. Na parte interna do braço, fiz um coração vermelho com uma andorinha e uma faixa no meio do coração escrito “MOM”, que é mãe em inglês. Ao entrar em casa com a nova tattoo, fui logo dizendo que era uma homenagem. Ela ficou sem jeito, não falou muito… Mas, depois, sempre que encontrávamos alguém, ela pegava meu braço e mostrava: “Olha a homenagem que a minha filha fez para mim.”
Marina Meirelles, 34 anos, São Paulo (SP).



Eu nunca disse ao meu pai “te amo”, mesmo quando criança. Agora, com 24 anos, estava trabalhando quando eu escutei no rádio uma linda mensagem para o Dia dos Pais. Fiquei emocionada na hora. Fui para casa o mais rápido possível. Quando cheguei, ele veio abrir o portão, sorrindo. Não tive outra atitude: dei a ele um forte abraço e disse: “Pai, eu te amo!”.
Carla Felix, 24 anos, Maringá (PR).



Tenho um netinho de 9 anos que todos os anos passa a maior parte das férias comigo. Sempre que ele vem, passeamos, fazemos coisas diferentes e nos divertimos bastante. Mas de uma coisa eu não abro mão: alimentá-lo de forma saudável. Soube que, quando ele volta para casa, diz que eu o obrigo a comer coisas de que não gosta. No início, fiquei muito triste, mas espero que um dia ele entenda que faço isso porque o amo muito e quero que ele seja um adulto saudável. Embora ele ainda não saiba, essa é a maior declaração de amor que eu posso fazer ao meu neto.
Yolanda Pizysieznig, 49 anos, São Paulo (SP).



Conhecia meu namorado, Marcelo, havia três meses, quando ele me convidou para ir ao Taiti. Estávamos em um hotel em Bora Bora quando avistei uma concha parecidíssima com uma que tínhamos perdido dias antes. Contei ao Marcelo, que disse para eu ir buscá-la. Foi aí que veio a surpresa: ao virá-la para mim, encontrei um anel de brilhante e meu namorado ajoelhado perguntando se eu queria me casar com ele. Não só aceitei como nos casamos naquele mesmo dia. Ele já havia organizado toda a cerimônia, com cabeleireira, dançarinos, banda, coquetel, jantar e uma noite de núpcias cheia de surpresas. Acordei solteira, almocei noiva e jantei casada. Nunca na minha vida imaginei passar por algo tão surreal e tão maravilhoso.
Leticia Schlegel,  29 anos, Niterói (RJ).



Em janeiro, no meio de um grande evento de tecnologia chamado Campus Party, o Ferdinando levantou e interrompeu uma palestra a que estávamos assistindo. Disse que estava tudo errado, pegou o microfone e começou a abrir uma apresentação de slides no telão para os 5 mil participantes do evento. Achei que ele estava louco. Mas aí surgiu a imagem de um videogame que jogamos juntos e que marcou nossa infância. Ele olhou para mim e disse: “Daniela, quer se casar comigo?” Aproximou-se, de joelhos, com um anel nas mãos. Eu disse sim! O Ferdinando é supertímido e imagino que foi muito difícil para ele fazer isso. Foi a declaração de amor mais linda que já vi e será para sempre um dos momentos mais marcantes da minha vida!
Daniela Benício, 26 anos, Uberlândia (MG).



Quando eu estava voltando de uma viagem à França, um rapaz se apaixonou perdidamente por mim – e eu por ele. No aeroporto, antes de embarcar, ele colocou em volta do meu pescoço uma correntinha de ouro que havia ganhado da mãe quando nasceu – e que nunca tinha tirado. Em pouco menos de seis meses, estávamos novamente juntos, no Brasil.
Rita de Cássia Bovo, 29 anos, Curitiba (PR).



No dia do aniversário dos meus 22 anos, um amigo me deu um pen drive de presente. Só que a caixa estava aberta, e ele pediu para eu testar se estava funcionando. Fomos ao computador e, quando abri, era um vídeo que ele havia feito, com todos os meus amigos, sobre a minha vida! Chorei, ri, morri e voltei. Foi a maior declaração de amor que já recebi.
Luana de Almeida, 23 anos, São Paulo (SP).

 

 

VEJA MAIS

Clique aqui e de apaixone com mais um punhado de declarações cheias de amor!

dê uma nota para esta matéria:
Compartilhe:
Envie seu comentário:
Nome (preenchimento obrigatório)
E-mail (preenchimento obrigatório, mas não será publicado)
Website
Realização:
Patrocínio:
Instituições beneficiadas:
Medley P&G Kimberly-Clark Reckitt Benckiser EMS
EDITORA MOL Rua Andrade Fernandes, 303, sala 3, Alto de Pinheiros, São Paulo / SP | Email: contato@revistasorria.com.br | Telefone: (11) 3024-2444
2009 - 2010 Editora Mol. Todos os direitos reservados