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Que assim seja

Como se conformar com aquilo que não tem remédio, então remediado está? O cinema, a música e a literatura podem apontar inspiradores caminhos
Texto: Karina Sérgio Gomes
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O Escafandro e a Borboleta, livro de Jean-Dominique Bauby (Editora WMF Martins Fontes) e filme de Julian Schnabel (2007, França/EUA).
O badalado editor de uma revista de moda sofre um derrame. A partir de então, o único movimento que consegue fazer é piscar o olho esquerdo. Essa é a história real de Jean-Dominique Bauby. Letra a letra, piscando para um assistente que lhe ditava o alfabeto, ele juntou forças para escrever sua biografia, depois adaptada para o cinema.

 

 

Amar La Trama, de Jorge Drexler.
Neste novo trabalho, o músico uruguaio assume um ritmo mais dançante para dizer que o importante é viver – “Amar a trama mais que o desenlace”, diz a canção-título. Outras faixas, como I Don’t Worry About a Thing, deixam clara a ideia de que a vida é muito curta para nos preocuparmos com o que não podemos mudar.

 

Para Francisco (http://parafrancisco.blogspot.com).
A única certeza da vida é a morte, diz o ditado. Para superar a perda do marido, a publicitária Cristiana Guerra criou este blog, no qual apresenta ao filho, Francisco, o pai – que faleceu quando ela estava no sétimo mês de gestação. Hoje, o menino tem 3 anos, e a mãe alimenta o diário on-line com as descobertas do pequenino.

 

Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen (2010, EUA).
Boris Yellnikoff não tem nenhuma esperança de que a humanidade mude para melhor. Mesmo assim, quando uma menina irritantemente burra, perdida em Nova York, lhe pede abrigo, ele resolve acolhê-la. Melody lhe mostra que as coisas podem dar certo, sim. E ele descobre que nem sempre o imponderável traz más surpresas.

 

 

Coraline, filme de animação de Henry Selick (2009, EUA).
Pai e mãe ninguém escolhe. E, se pudesse, Coraline não seria filha desse casal sempre ocupado. Um dia, a garotinha encontra uma porta escondida que dá acesso a um mundo em que sua família é como sempre sonhou. Mas, para ficar ali, há um preço: trocar seus olhinhos por dois botões. Será que a troca vale a pena?

 

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