editorial
Somos quem podemos ser

Ninguém está condenado a nada. Tento me lembrar disso toda vez que me pego suspirando por algo que não vai bem. Temos a tendência de andar com a pedra no sapato, sofrendo e se irritando, em vez de parar tudo e lidar com o problema. É comum cair na tentação de transformar o que incomoda em grandes dramas insolúveis: é o discurso do “é difícil”, do “não consigo”, do “não é minha culpa”, do “não tenho tempo”. Talvez porque assim a gente tenha uma desculpa pra se poupar do risco (e do trabalho) de fazer diferente – afinal, se é impossível, de que adianta tentar?
Reclamar é fácil, mudar não. Mas, quando ouço histórias como as que você vai ler nesta edição, de gente comum (mas de garra extraordinária) que não deixou que nada as impedisse de seguir em frente, percebo a verdade: quem dá os limites do que podemos ou merecemos na vida somos nós mesmos. Todo problema pode ser uma chance de rever nosso caminho; todo fim pode ser o começo de outra história. A questão é aceitar quando não dá mais – e ter a determinação de partir pra outra, ainda que seja incerta.
E, sabe, nem precisa ser um fim drástico, como uma perda ou uma doença. A vida é feita de ciclos. Todos os dias enfrentamos pequenos fins: nos relacionamentos, no trabalho, nos hábitos do cotidiano, nas nossas vontades. Quando algo não satisfaz mais, deixa-se de valer o esforço, quando os sentimentos ou a paciência se esgotam, cabe à gente reinventar a maneira de ser, fazer, pensar. Ninguém está condenado a viver mal. Ao contrário. A vida está cheia de prazeres a ser desfrutados, missões a ser abraçadas, sonhos para acontecer. Melhor gastar energia se arriscando em algo novo do que perder tempo sofrendo com o que passou.
Esta revista está cheia de histórias lindas de gente que recomeçou, reinventou, mudou de idéia – e, ao fazer isso, mudaram seu mundo e o das pessoas à sua volta. Espero que elas inspirem você também.
Cada nova edição de Sorria é um recomeço. Para ir do zero à revista que você tem em mãos, contamos com o talento, o esforço e as ideias de muitas pessoas especiais. Uma salva de palmas para nossos novos brilhantes colaboradores.
P.S.: Se esta é a primeira vez que você compra Sorria, vale a explicação: ela é uma revista social da Editora MOL. Descontados os impostos, 100% do valor que você paga por ela é doado ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), um dos maiores e melhores hospitais no país a tratar o câncer infantil.
O GRAACC fica em São Paulo, mas atende, gratuitamente, milhares de jovens pacientes do Brasil todo, realizando desde consultas até transplantes, além de atuar no ensino e na pesquisa. Ao oferecer um tratamento que preza a qualidade de vida, seus índices de cura são iguais aos dos hospitais de ponta dos Estados Unidos e da Europa. O GRAACC existe graças à parceria com a Universidade Federal de São Paulo, ao patrocínio de centenas de empresas e à colaboração de milhares de pessoas como você, que se associaram a essa causa. Comprar Sorria também é uma grande forma de ajudar.


















































