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Uma boa dose de gargalhadas

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Ao entrar na quimioteca – a sala de quimioterapia do GRAACC –, ouve-se uma risada. Seguida por outra e outra. Em segundos, uma fila inteira de crianças recebendo o tratamento está gargalhando. Quem provocou a reação em cadeia? A pequena paciente Maria Beatriz Bispo, de 5 anos. Ela foi a primeira a perceber que, infiltradas entre os enfermeiros, havia duas pessoas disfarçadas com jaleco, mas com meias laranja, cabelo engraçado e nariz vermelho. Ao identificar as palhaças, Maria Beatriz não resistiu: chamou-as prometendo um beijo. Mas, quando uma delas se aproximou, a menina a surpreendeu com um apertão no nariz, gritando: “Fonfooomm!”.

Duas vezes por semana, cenas assim acontecem no GRAACC. Os palhaços, voluntários do grupo Operação Arco-Íris, criado em 1994, são pessoas comuns, de profissões diversas, que decidiram reservar algumas horas da semana para fazer graça aos outros. “Nós não trazemos alegria a essas crianças. Somos um lembrete da alegria que elas já têm”, diz a comerciante Rosali Sobelman, de 57 anos. Desde 1998, ela encarna Catarina Catarovisk, uma palhaça muito boazinha, que anda com um saco pendurado na cintura, pedindo que todo mundo o encha com seus problemas.

“Qualquer um pode se inscrever para integrar o grupo”, diz o engenheiro químico Sílvio Sartori, coordenador da trupe. “Fazemos um processo seletivo, para ver quem é mais desenvolto e não deixa a peteca cair, e frequentes cursos de capacitação”, completa. Hoje são 36 voluntários, que se revezam em mais cinco hospitais, além do GRAACC.

Envolvidas em tratamentos longos e muitas vezes dolorosos, as crianças nem sempre recebem os palhaços de braços abertos. “Mas aí você olha com jeitinho, abre o berreiro junto, se preciso for, e em poucos minutos eles estão sorrindo, pedindo para você ficar mais”, conta a Dona Borboleta, ou Cláudia Sakai Rodrigues, professora de ioga de 41 anos. “Esses sorrisos mais difíceis de arrancar são também os mais emocionantes”, diz.

A alegria dos palhaços contagia não só as crianças, mas também seus acompanhantes. “Um dia, no elevador, uma senhora olhou para mim e começou a rir. Eu respondi, brincando: ‘Que foi, tenho cara de palhaça?’ E ela disse, rindo, que o filho dela tinha virado uma estrelinha, mas que antes havia se divertido conosco, e que, ao me ver, ela lembrara dele gargalhando”, conta a Dona Borboleta. Ao comprar a Sorria, assim como a turma da Operação Arco-Íris, você ajuda as crianças do GRAACC e seus familiares a ter uma vida mais colorida. Obrigado!

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nossa...
que lindo esse trabalho *-*
desde pequena eu quero fazer um trabalho voluntario assim.
jaqueline lopes
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