Droga Raia

Twitter Facebook Flickr Orkut Delicious RSS
dê uma nota para esta matéria:
Participe:

comer

Vermelho maravilha

Essencial na cozinha mundial, este ingrediente de origem sul-americana vive uma crise de identidade - afinal, é fruta ou legume? Pois tomate é bom de qualquer jeito
Texto: Nina Weingrill fotos Luiz Henrique Mendes // Produção de culinária e objetos: Beth Freidenson // Assistente de culinária: Cleusa Bonfima // Assistente de produção: Claudia Maykot
 
Vermelho maravilha
AumentarDiminuir

Há cerca de 500 anos, ele foi chamado de fedido, venenoso e encapetado – e a Igreja Católica chegou a proibi-lo por seus supostos efeitos afrodisíacos. Mas ele se superou, transformando-se num ingrediente básico da gastronomia de inúmeras regiões do globo. O tomate é o acompanhante ideal das massas italianas, dos frutos do mar ibéricos, dos nachos mexicanos, do fast-food norte-americano, e até da vodca russa, no temperado drinque blood mary.
     
O primeiro pé do fruto – tratado como legume por seu uso culinário – nasceu onde hoje é o Peru e o Equador. Mas o mais antigo relato sobre ele veio da Guatemala, no século XVI. O conquistador espanhol Bernal Díaz del Castillo contou que foi recebido pelos nativos com uma mistura de tomate, pimenta e sal. Entretanto, os povos pré-colombianos canibais também usavam o ingrediente em pratos nada hospitaleiros: com tomates, os astecas – de cujo idioma vem o termo xitomatl, raiz do nome que conhecemos – temperavam a carne de seus adversários.

Na Itália, onde se tornaria a base de molhos para lá de clássicos, o pomodoro (“maçã de ouro”) só ficou conhecido nos primeiros anos do século XIX. “Nessa época, em Nápoles, vendiam-se na rua espaguetes temperados com manteiga e queijo ralado. De repente, alguém teve a ideia de utilizar tomates – até então usados para acompanhar carnes – e foi um sucesso”, conta a professora de história da alimentação Paola Tedeschi.

Hoje se sabe que, além de versátil e delicioso, o tomate faz um grande bem à saúde. O licopeno, antioxidante que lhe confere a cor vermelha, retarda o envelhecimento e protege contra o câncer – principalmente o de próstata. Por isso, aconselha-se comer pelo menos um por dia. Para ir muito além da salada, confira as duas sugestões de receita a seguir.

 

TOMATINHOS NO AZEITE

Delícia no pão, em saladas ou com carnes

COMPOTA DE TOMATE

Doce de tomate? Ora, pois se é fruta...

ingredientes

• 1 kg de tomates-cereja • 1/2 xícara de azeite de oliva extravirgem • 8 dentes de alho em fatias • 2 colheres (sopa) de manjericão fresco • 1 colher (sopa) de tomilho fresco • 1 colher (sopa) de orégano • sal e pimenta-do-reino

Modo de preparo

Despeje os tomates lavados e secos numa assadeira. Polvilhe com as ervas, o alho e a pimenta. Regue com o azeite e revolva. Leve ao forno já aquecido, na temperatura mais baixa possível. Estará pronto em cerca de uma ou duas horas, quando os tomates estiverem bem macios (mas não se desmanchando!), com a pele quebradiça. Tempere com sal. Guarde tudo (o líquido inclusive) em um pote de vidro na geladeira, regando com mais azeite, até cobrir. 

 ingredientes

• 12 tomates italianos grandes maduros
• 1/2 kg de açúcar cristal • 1 litro de água
• 4 cardamomos • 5 cravos-da-índia
• 1 colher (sopa) de manjericão

Modo de preparo

Faça um corte em forma de cruz nas duas extremidades dos tomates e mergulhe-os em água fervente, para tirar a pele. Aprofunde o corte na região do cabo, tire a parte dura do miolo e as sementes sem romper a polpa. Reserve. Em uma panela, dilua o açúcar na água. Adicione os cardamomos e os cravos. Ferva por 20 minutos, até a calda engrossar. Junte os tomates e cozinhe-os por 10 minutos. Retire os tomates e reserve. Apure a calda por 15 minutos. Apague o fogo e adicione o manjericão. Quando esfriar, devolva os tomates à calda. Guarde na geladeira por 24 horas. Sirva com mascarpone ou cream cheese.

Adaptação da receita do restaurante Rosmarinus,
em Visconde de Mauá (RJ)
 

 

Quem é Quem

Há cerca de 7 mil tipos de tomate. Confira as características e usos dos principais 



Cereja: Pequeno, tem sabor adocicado. Seu formato é ótimo para saladas e aperitivos.



Carmen: Mais arredondado, é utilizado em saladas e molhos. Possui longa validade.



Débora: Oval, também dura muito. É próprio para saladas e para fazer tomate seco.



Andrea (ou Italiano): De formato comprido, é usado para saladas, molhos e sucos. Também é servido desidratado.



Momotaro (ou Caqui): Tem polpa grossa e levemente ácida. Serve para saladas e lanches quentes ou frios.

Fonte: Janete Giacomelli, nutricionista

 

dê uma nota para esta matéria:
Participe:
Envie seu comentário:
Nome (preenchimento obrigatório)
E-mail (preenchimento obrigatório, mas não será publicado)
Website
Realização:
Patrocínio:
Instituições beneficiadas:
Medley P&G Kimberly-Clark Reckitt Benckiser EMS
EDITORA MOL Rua Andrade Fernandes, 303, sala 3, Alto de Pinheiros, São Paulo / SP | Email: contato@revistasorria.com.br | Telefone: (11) 3024-2444
2009 - 2010 Editora Mol. Todos os direitos reservados