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Viva um dia sem...

...e-mail, celular nem supermercado. Eles mal existiam há poucas décadas, hoje são vícios. Que tal tentar ficar sem eles por 24 horas? Você corre o risco de se descobrir diferente
Texto: Cynthia Costa e Juliana Bernardino // Ilustração: Fido Nesti
Viva um dia sem...
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Pare e pense sobre os hábitos de 25 anos atrás. Você escrevia cartas? Pegava ônibus até a escola? Provavelmente também assistia à contagem de notas no caixa do banco, pesquisava na enciclopédia e achava muito caro qualquer coisa que não fosse vendida na mercearia. Hoje, o que seria de você sem celular, e-mail, caixa eletrônico, internet, carro e supermercado?

Ainda que tragam estranhamento, as novidades em tecnologia, consumo e comportamento tendem a se tornar hábitos. Com o tempo, ficam tão automáticos que nem imaginamos mais como era viver de outro jeito. Questionar essa dependência é o que está por trás de movimentos que têm pipocado pelo mundo: as campanhas “um dia sem”. Pode ser um dia sem carro, sem compras, sem Google...

E por que dispensar essas facilidades? Os movimentos podem ter razões comportamentais, políticas ou de defesa do meio ambiente. Em comum, todos propõem que olhemos bem para o que fazemos sem pensar, por apenas 24 horas. A experiência pode ser divertida ou penosa. Mas é sempre reveladora.

Pé ante pé

O próximo dia 22 de setembro, por exemplo. É o Dia Mundial Sem Carro. O movimento nasceu em 1997, na França, para protestar contra o impacto do excesso de automóveis na natureza e na nossa qualidade de vida. O goiano Nikolas Charalabopoulos, 47 anos, aderiu em 2005. “Participar é uma forma de despertar e começar a agir: usando menos carro, cobramos um transporte público melhor e ciclovias na cidade”, diz. No primeiro ano, foi o único entre seus amigos a participar. No 22 de setembro seguinte, ele liderou uma bicicletada em Goiânia que mobilizou mais gente. De quebra, inspirado pela experiência, Nikolas passou a dar mais caronas e a pedalar no dia-a-dia.

Talvez o carro não seja essencial em sua vida. Mas e o consumo? Se você acha que nem compra tanto assim, faça o teste na última sexta-feira de novembro, integrando o Um Dia Sem Compras. A data surgiu no Canadá, em 1992, para questionar se precisamos mesmo de tantas coisas – desde a blusa de pechincha que você nunca usou até a troca anual de celular e as besteirinhas do dia-a-dia, que consumimos sem pensar.

Claro que comprar é bom e muitas vezes indispensável – o problema é que, quanto maior o consumo, maior o estrago no planeta, já que a produção de bens usa recursos naturais, polui, gera lixo... Então, a idéia é passar um dia sem tirar um vintém do bolso. “É difícil, sobretudo ficar sem comida fora de casa nem condução. Mas sobreviver é gratificante”, conta Romulo Silva, 21 anos, de Belo Horizonte, adepto desde 2005. Seus companheiros  de movimento juram que, no fim, não precisavam mesmo de tanta coisa.

Ando meio desligada

E quando, mais do que confortos materiais, a privação mexe com sua vida social? A jornalista paulista Paula Sato, 27 anos, aceitou passar um mês alheia às tecnologias modernas para fazer uma reportagem. Era proibido usar celular (inclusive ligar no alheio), internet ou cartão de crédito. Computador? Só como máquina de escrever. Logo ela se deu conta de que tecnologia era também meio de socialização.

“Normalmente, eu passo o dia conectada ao Messenger para falar com meu namorado. Naquele mês, só falamos à noite, pelo telefone”, diz. Com algumas pessoas, que já nem têm telefone fixo, ela perdeu o contato de vez. E se deu conta de que, muito do que comunicamos via e-mail e recados, seria bem mais agradável se voltássemos a dizer por telefone, como chamar alguém para uma festa.“O convidado fica muito mais feliz com um telefonema”, conta.

E o Dia Sem Google? Calebe Aires Camargo, 27 anos, de Uberlândia (MG), aderiu. A proposta aqui é mais política, de questionar o monopólio da marca em nossa vida virtual. “Conforme nossas buscas, o Google ‘sabe’ de nossos interesses pessoais. É poder demais nas mãos de uma única empresa, não?”, pergunta. E agora ele se pega controlando a vontade de acessar a gigante da internet, mesmo que seja difícil substituí-la.
 
Faça seu próprio desafio

Convencido a tentar? Anote na agenda os “dias sem” de 2009 (veja abaixo). Ou crie seus próprios movimentos, baseados nos hábitos que tem como óbvios. Pode desafiar-se a ficar sem salto alto, televisão, chocolate nem horóscopo por um dia. É o primeiro passo para repensar suas prioridades.
 

Ativista em causa própria

Programe seu ano e desafie-se em 2009

31/5 - Dia Mundial Sem Tabaco
22/9 - Um Dia Sem Carros
6/10 - Dia Sem Google
21/11 - Dia Sem Música
27/11 - Dia Sem Compras

 

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Adorei a revista de vocês!
Comprei esta revista por acaso e deixei-a de lado. Na verdade a história foi assim:
Fui comprar alguns remédios na farmácia Droga Raia e quando fui pagar a minha compra, a vendedora perguntou se eu gostaria de comprar esta tal revista para ajudar a combater o câncer infantil. Eu fiquei meio indecisa, pois eu estava com pressa e não sabia quanto custava e nem o que eu iria fazer com ela depois que chegasse a minha casa. Comprei e fui embora com a revista na mão apreciando a total beleza da foto da menininha que está na capa (que ótima escolha de foto), mas sem a intenção de ler a revista pra ver o trabalho de vocês. Cheguei em casa e deixei a revista na mesa sem se quer ver o conteúdo. Depois disso tudo, eu sai. Fui dar umas voltas sem me lembrar que essa revista existia (tudo isso aconteceu no dia 17/08/2010). Hoje 01/11/2010 decidi ler essa tal Sorria*. Fiquei deslumbrada com os textos. Li a revista inteira com vontade de comprar outra para ler tudo também. Absolutamente tudo me chamou atenção, mesmo eu não gostando de alguns assuntos, mas dessa vez esses assuntos foram bons para mim. Tenho apenas 12 anos de idade e me interesso muito por leitura. Ler faz parte da minha rotina diária. Mesmo às vezes eu lendo apenas trechos de revistas, eu leio e gosto. Sinto que fiz bem em comprar essa revista não só pelo motivo de eu ter ajudado alguém, mas pelo motivo de que tenho certeza que vou divulgar uma ótima coisa para meus amigos e familiares, pois vou recomendar para muitas pessoas o excelente trabalho de vocês. Eu realmente gostei de ler essa revista e espero achar outras delas em algum lugar de minha cidade. Obrigada pela atenção e espero ansiosamente pelo menos um Oi de alguém que trabalha na Sorria*.
Juliana
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