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  <title>Revista Sorria*</title>
  <link>http://revistasorria.com.br/site/</link>
  <description>Revista Sorria*</description>
  <language>pt-br</language>
  <copyright>2009 - 2010 Editora Mol. Todos os direitos reservados</copyright>
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   <title>Revista Sorria*</title>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/</link>
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  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/blog/extras-de-materias/testando-seu-limite.php</link>
   <title><![CDATA[Testando seu limite]]></title>
   <description><![CDATA[<p><a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/10393601@N08/2987926396/"><img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1919.jpg" /></a></p>
<p>Contas de fim de ano, filas de compras, escolha de presentes e roteiros de viagens, festas de confraterniza&ccedil;&atilde;o, planos para 2012... Tantas coisas - como tamb&eacute;m vimos na se&ccedil;&atilde;o <a target="_blank" href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/para-viver-em-paz.php">Proteger</a> da edi&ccedil;&atilde;o 23 - s&oacute; contribui para que os &uacute;ltimos meses do ano nos deixem ansiosos.</p>
<p>Mas n&atilde;o h&aacute; o que temer. &quot;A ansiedade &eacute; parte da vida. Todos n&oacute;s j&aacute; vivenciamos algum n&iacute;vel de ansiedade em determinadas situa&ccedil;&otilde;es e isso n&atilde;o &eacute; necessariamente uma patologia&quot;, explica S&acirc;mia Simurro, psic&oacute;loga e mestre em neuroci&ecirc;ncias e comportamento. &quot;S&oacute; quando ela est&aacute; excessiva e passa a comprometer as rea&ccedil;&otilde;es do dia a dia, &eacute; que pode levar a se desenvolver algum transtorno&quot;. E &eacute; nessa hora que os sintomas surgem: irrita&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;as e comprometimento dos relacionamentos e da qualidade vida.</p>
<p>Para saber se o seu n&iacute;vel de ansiedade est&aacute; no limite, a psic&oacute;loga nos ajudou a preparar um teste.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segura a ansiedade, pegue l&aacute;pis e papel, e anote o n&uacute;mero que melhor corresponda ao que voc&ecirc; sente, sendo que:</p>
<p>0 = nunca</p>
<p>1 = um pouco</p>
<p>2 = moderado</p>
<p>3 = forte</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1) Estou em um momento de mudan&ccedil;as pessoais dif&iacute;ceis em minha vida</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>2) Ando sem energia ultimamente</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>3) Tenho desafios importantes no meu trabalho que est&atilde;o me preocupando</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4) Sinto-me inquieto, tenso e apreensivo em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>5) Ando com dificuldades em dormir bem &agrave; noite e acordo cansado&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>6) Ultimamente fico triste e choro com mais facilidade</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>7) Estou menos tolerante e mais agressivo com as pessoas em geral&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>8) Percebo que estou com mais dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o e de mem&oacute;ria&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9) Tenho medo de perder o controle das coisas&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>10) Ando confuso e com dificuldades de tomar decis&otilde;es&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando terminar, some seus pontos e confira o resultado:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Se a soma dos pontos ficou entre 1 e 5</em></p>
<p><strong>Livre, leve e solto</strong></p>
<p>Parab&eacute;ns! Voc&ecirc; consegue lidar de forma equilibrada com as situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que surgem no dia a dia. Mant&eacute;m o bom humor e possui uma vis&atilde;o positiva de si e do futuro. Nas dificuldades, possui bom autocontrole e age para a resolu&ccedil;&atilde;o adequada dos problemas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Se pontuou de 6 a 10</em></p>
<p><strong>Modera&ccedil;&atilde;o &eacute; a melhor pedida</strong></p>
<p>Se voc&ecirc; est&aacute; nesta faixa, precisa aprimorar seu autoconhecimento e suas formas de enfrentamento da ansiedade.&nbsp; Evitar preocupa&ccedil;&otilde;es excessivas, minimizar a tens&atilde;o e exercer melhor o autocontrole nas situa&ccedil;&otilde;es de conflito pode ser um bom caminho. Procure situa&ccedil;&otilde;es onde possa relaxar com mais frequ&ecirc;ncia, aproveitando melhor os bons momentos e evitando alimentar em si sentimentos negativos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferentes situa&ccedil;&otilde;es da vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Se somou mais de 10 pontos</em>&nbsp;</p>
<p><strong>Zona de risco</strong></p>
<p>Nesta faixa de pontua&ccedil;&atilde;o &eacute; importante uma reflex&atilde;o sobre os diferentes aspectos de sua vida e suas formas de enfrentamento do stress di&aacute;rio. Um apoio de um profissional seria de grande import&acirc;ncia e ajuda.</p>]]></description>
   <pubDate>Tue, 20 Dec 2011 10:10 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/blog/extras-de-materias/farofa-pra-dar-e-vender.php</link>
   <title><![CDATA[Farofa pra dar e vender]]></title>
   <description><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/24161226@N05/3232064607/in/photostream/" target="_blank"><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1917.jpg" alt="" /></a><br />
<br />
</strong>Na se&ccedil;&atilde;o <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/farofa-fa.php" target="_blank">Comer</a> da <em>Sorria</em> 23 contamos para voc&ecirc; um pouquinho da hist&oacute;ria da tradicional farofa, personagem principal em muitas mesas natalinas. Para quem acha que Natal sem farofa, n&atilde;o &eacute; Natal, separamos mais uma por&ccedil;&atilde;o de receitas deliciosas para voc&ecirc; poder escolher a mais gostosa para a sua ceia. As farofas salgadas s&atilde;o dicas da Ana Luisa Trajano, chef do restaurante Brasil a Gosto. Confira!<strong><br />
</strong></p>
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<p><span style="color: rgb(153, 0, 0);"><strong>FAROFA DE PUPUNHA</strong></span><br />
<br />
<strong>Ingredientes</strong><br />
&bull; 600 g de farinha de milho amarela<br />
&bull; 250 g de palmito pupunha desfiado  <br />
&bull; 80 g de cebola fatiada <br />
&bull; 150 g de manteiga<br />
&bull; Sal e pimenta a gosto<br />
<br />
<br />
<strong>Modo de preparo</strong><br />
Em uma panela grande refogue na manteiga o palmito e a cebola, acrescente a farinha de milho amarela e abaixe o fogo. Mexa o tempo todo para n&atilde;o queimar no fundo. Acerte o sal, a pimenta e desligue o fogo. Sirva quente.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<span style="color: rgb(153, 0, 0);"><strong>FAROFA DE BANANA</strong></span><br />
<br />
<strong>Ingredientes</strong><br />
<p>&bull; 250 g de farinha de mandioca<br />
&bull; 150 g de banana da terra<br />
&bull; 70 g de cebola picada<br />
&bull; 20 g de alho<br />
&bull; 100 g de manteiga<br />
&bull; 50 g de cebolinha fatiada<br />
&bull; Sal e pimenta a gosto</p>
<strong><br />
<br />
<br />
Modo de preparo</strong>
<p><br />
Em uma frigideira grande refogue na manteiga a cebola e o alho. Pique a banana em pequenos cubos e acrescente junto ao refogado. Misture bem e coloque a farinha. Abaixe o fogo e deixe a farinha cozinhar levemente, tostando por 20 minutos. Acerte o sal, a pimenta e misture a cebolinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<span style="color: rgb(153, 0, 0);"><strong>FAROFA DE FEIJ&Atilde;O VERDE</strong></span><br />
<br />
<strong>Ingredientes</strong>
<p>&nbsp;</p>
<br />
<p>&bull; 250 g de farinha de milho amarela<br />
&bull; 150 g de feij&atilde;o verde cozido<br />
&bull; 100 g de bacon picado<br />
&bull; 70 g de cebola picada<br />
&bull; 20 g de alho<br />
&bull; 50 g de cebolinha fatiada<br />
&bull; 100 g de tomate picado<br />
&bull; 100 g de banha su&iacute;na<br />
&bull; Sal e pimenta a gosto</p>
<strong><br />
<br />
<br />
Modo de preparo</strong>
<p><br />
Em uma frigideira refogue a banha, a cebola e o alho. Acrescente o torresmo e o feij&atilde;o, misturando bem. Acrescente a farinha de milho e deixe o fogo baixo por 25 minutos. Desligue o fogo e coloque o tomate picado e a cebolinha. Tempere com sal e pimenta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: rgb(153, 0, 0);"><strong>FAROFA DE M&Atilde;E</strong></span><br />
<br />
<strong>Ingredientes</strong><br />
&bull; 250 g de farinha de mandioca<br />
&bull; 80 g de cebola picada<br />
&bull; 20 g de alho<br />
&bull; 50 g de manteiga<br />
&bull; 60 ml de azeite<br />
&bull; Sal e pimenta a gosto<br />
<br />
<br />
<strong>Modo de preparo</strong><br />
Em uma frigideira quente coloque a manteiga, o azeite, a cebola e alho picado. Abaixe o fogo e acrescente a farinha de mandioca, mexendo continuamente at&eacute; que fique crocante. Tempere com sal e pimenta e sirva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para quem quer uma op&ccedil;&atilde;o de farofa doce, experimente fazer a nossa receita de Kuchen (pronuncia-se kurren) - palavra que, em alem&atilde;o, significa &quot;bolo&quot;. Aqui, a t&eacute;cnica foi adaptada e o doce &eacute; conhecido por Cuca.</p>
<span style="color: rgb(153, 0, 0);"><strong>CUCA DE UVA</strong></span><br />
<br />
<strong>Ingredientes</strong>
<p>- <em><strong>Para a massa</strong></em></p>
<br />
<p>&bull; 4 ovos<br />
&bull; 2 x&iacute;caras de a&ccedil;&uacute;car<br />
&bull; 75 g de manteiga em temperatura ambiente<br />
&bull; 750 ml de leite<br />
&bull; 1 kg de farinha de trigo<br />
&bull; 30 g de fermento biol&oacute;gico fresco<br />
&bull; 1 kg de uvas (podem ser uvas pretas ou a ni&aacute;gara rosada)<br />
&bull; 1 copo de a&ccedil;&uacute;car cristal</p>
<p><br />
<em><strong>Para a farofa</strong></em><br />
&bull; 250g de a&ccedil;&uacute;car<br />
&bull; 250 gramas de farinha de trigo<br />
&bull; &frac12; x&iacute;cara de manteiga <br />
&bull; A&ccedil;&uacute;car e canela a gosto<br />
<br />
<br />
<strong>Modo de preparo</strong><strong><br />
</strong></p>
<p><em><strong>Para a massa</strong></em><strong><br />
</strong>Em um recipiente, dissolva no leite, o fermento com o a&ccedil;&uacute;car e sal. Acrescente a manteiga e os ovos. Junte a farinha aos poucos e mexa at&eacute; formar uma massa consistente. Passe a sov&aacute;-la com as m&atilde;os at&eacute; formar uma massa homog&ecirc;nea e acrescente o restante da farinha at&eacute; que chegue num ponto que n&atilde;o grude nas m&atilde;os. Cubra com pano e deixe crescer at&eacute; dobrar de volume.&nbsp;</p>
<p><em><strong>Para a farofa</strong></em><br />
Misture com a ponta dos dedos a manteiga, o a&ccedil;&uacute;car, a farinha e a canela.&nbsp;</p>
<p><em><strong>Como montar</strong></em><strong><br />
</strong>Unte uma forma grande com manteiga, ajeite a massa e despeje as uvas por cima. Pressione para que elas possam incorporar &agrave; massa. Depois, despeje a farofa doce por cima. Leve ao forno pr&eacute;-aquecido a 180&deg;C. Asse por aproximadamente 1 hora, ou at&eacute; que comecem a dourar na superf&iacute;cie.</p>
<p><em>Dica: Se preferir, voc&ecirc; tamb&eacute;m pode trocar as uvas por uma tradicional cobertura de bananas - utilize 5 delas para deixar o bolo bem caprichado!</em></p>]]></description>
   <pubDate>Mon, 19 Dec 2011 11:58 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/blog/geral/circuito-ayrton-senna-de-juventude-2011.php</link>
   <title><![CDATA[Circuito Ayrton Senna de Juventude 2011]]></title>
   <description><![CDATA[<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1915.jpg" alt="" /><br />
<br />
Muita anima&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;rias para contar. Esses foram os elementos principais que fizeram o Circuito Ayrton Senna de Juventude 2011, evento que reuniu jovens das 122 cidades que participam do Projeto SuperA&ccedil;&atilde;o Jovem, no hotel fazenda Colina Verde, em S&atilde;o Pedro (SP). O Circuito Ayrton Senna promove esse encontro entre jovens alunos e gestores, para encerrar o ano de atividades. O evento tem como principal meta promover a troca de ideias entre os participantes do SuperA&ccedil;&atilde;o sobre o que desenvolveram em suas escolas. Juntos, descobrem novas abordagens, pontos positivos, negativos e vit&oacute;rias alcan&ccedil;adas. E tudo isso com muita divers&atilde;o. A tarde foi dedicada a apresenta&ccedil;&otilde;es e agradecimentos aos parceiros que tornam poss&iacute;vel o programa que, esse ano, atendeu a quase 124 mil alunos.</p>
<p>Aproximadamente 250 jovens - alunos de 7a. e 8a. s&eacute;ries dos Projetos Escola de Tempo Integral  e Sala de Leitura da SEE/ SP, e das redes municipais de S&atilde;o Roque,  Bebedouro e Itatiba - levaram toda a energia para as oficinas realizadas durante dois dias de evento. Tamb&eacute;m aprenderam um pouco mais sobre o que &eacute; ser um protagonista jovem. A <em>Sorria</em> e a Droga Raia estiveram l&aacute;, orgulhosos de ver o produto de seu trabalho transformado em alunos e professores que fazem uma educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira bem melhor!</p>
<p>Para conferir mais sobre o Circuito, acesse o orkut do evento <a target="_blank" href="http://www.orkut.com.br/Community?cmm=118433975">clicando aqui</a>.</p>]]></description>
   <pubDate>Fri, 16 Dec 2011 16:06 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/farofa-fa.php</link>
   <title><![CDATA[Farofa-fá!]]></title>
   <description><![CDATA[<p>Conta-se que, h&aacute; muitos anos, um &iacute;ndio tupi-guarani, n&atilde;o satisfeito com o ensopado de tartaruga do seu jantar, resolveu completar a refei&ccedil;&atilde;o. Sem ter panelas, aproveitou o casco da tartaruga e assou uma bela por&ccedil;&atilde;o de farinha de mandioca. Aquecida, a gordura do casco se soltou, deixando a farinha suculenta. Pronto, estava inventada a farofa!<br />
<br />
Al&eacute;m de mostrar que o prato &eacute; nascido em terras brasileiras, a hist&oacute;ria revela o encanto ancestral dos sentidos pela farofa. No decorrer do tempo, ela foi ganhando ingredientes extras como lingui&ccedil;as e ovos, e conquistou seu espa&ccedil;o no m&ecirc;s de dezembro, ao lado &ndash; e dentro &ndash; do peru e de outros assados. Nesses momentos, a receita pode ser sofisticada, com castanhas, mi&uacute;dos e frutas secas, ou simples, apenas misturada &agrave; manteiga, alho e cebola. E &eacute; essa &uacute;ltima que seduz Ana Luiza Trajano, chef do restaurante Brasil a Gosto, em S&atilde;o Paulo. &ldquo;Tem gostinho de inf&acirc;ncia&rdquo;, diz.<br />
<br />
F&atilde; de farofas, Ana afirma que o segredo &eacute; a ordem do refogado. &ldquo;O mais importante &eacute; primeiro p&ocirc;r os temperos para refogar e depois misturar a farinha. O caldo liberado no cozimento deles &eacute; que d&aacute; o sabor&rdquo;, ensina. O ingrediente principal tamb&eacute;m merece aten&ccedil;&atilde;o. Farinhas artesanais, de mandioca ou milho, com flocos grossos, s&atilde;o mais saborosas.<br />
<br />
E, como uma das caracter&iacute;sticas da farinha &eacute; absorver gosto dos alimentos, ela tamb&eacute;m &eacute; &oacute;tima companhia de receitas doces. Na vers&atilde;o a&ccedil;ucarada, feita basicamente com farinha de trigo, manteiga e a&ccedil;&uacute;car, ela vira a cobertura do crumble, uma del&iacute;cia de frutas carameladas que apareceu na Inglaterra, durante a Segunda Guerra. Sem muitos ingredientes para as tortas, o jeito foi improvisar uma farofa sobre as frutas e assar. Deu t&atilde;o certo que hoje encontramos o prato com o nome de crisp, nos Estados Unidos, ou de streusel, na Alemanha<br />
<br />
Na hora de servir sua farofa, opte pelo equil&iacute;brio: pratos com mais caldo pedem farofa seca, e vice-versa. Escolha a sua favorita &ndash; ou fique com as duas! &ndash;, improvise nos extras e bom apetite!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1912.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: rgb(153, 0, 0);"><strong>FAROFA COM BACON E COUVE</strong></span><br />
<br />
<strong>Ingredientes<br />
</strong>&bull; 3 x&iacute;caras de farinha de milho em flocos <br />
&bull; 4 colheres (sopa) de manteiga <br />
&bull; 1 cebola grande picada <br />
&bull; 100 g de bacon picado <br />
&bull; 100 g de lingui&ccedil;a calabresa defumada picada <br />
&bull; 2 x&iacute;caras de couve picada <br />
&bull; 2 ovos cozidos picados <br />
&bull; 100 g de azeitona verde picada <br />
&bull; 1/2 x&iacute;cara de cebolinha picada <br />
&bull; 2 colheres (sopa) de salsinha picada <br />
&bull; 1/2 x&iacute;cara de coentro picado <br />
&bull; Sal a gosto<br />
<br />
<strong>Modo de Preparo</strong> Em uma panela, junte a manteiga, o bacon e a lingui&ccedil;a. Frite um pouco, acrescente a cebola e doure. Adicione a farinha,&nbsp; refogue um pouco e junte as azeitonas, a couve, a cebolinha, o coentro. Mexa at&eacute; a farinha dourar. Por &uacute;ltimo, coloque os ovos e acerte o sal. Retire do fogo e acrescente a salsinha.</p>
<p><em>Dicas</em>:<br />
&bull; Sempre acerte o sal no fim, para n&atilde;o correr o risco de ficar salgado ou insosso.<br />
&bull; Opte pela manteiga em vez do &oacute;leo. Ela deixar&aacute; sua farofa mais saborosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1913.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: rgb(153, 0, 0);"><strong>CRUMBLE DE P&Ecirc;SSEGO E LARANJA</strong></span><br />
<br />
<strong>Ingredientes</strong> <strong>-</strong> <strong><em><br />
<br />
Para a cobertura</em></strong><br />
&bull; 150 g de farinha de trigo<br />
&bull; 1 x&iacute;cara de manteiga sem sal <br />
&bull; 4 colheres (sopa) de a&ccedil;&uacute;car mascavo <br />
&bull; 3 colheres (sopa) de nozes picadas </p>
<p><strong><em>Para o recheio</em></strong>&nbsp; <br />
&bull; 6 p&ecirc;ssegos <br />
&bull; 2 colheres (sopa) de a&ccedil;&uacute;car mascavo <br />
&bull; 2 colheres (sopa) de suco de laranja <br />
<br />
<strong>Modo de preparo</strong><strong><em><br />
<br />
Cobertura</em></strong>&nbsp;<br />
Misture delicadamente, com a ponta dos dedos, a farinha, a manteiga,&nbsp; o a&ccedil;&uacute;car mascavo e as nozes, at&eacute; que forme uma farofa encaro&ccedil;ada e crocante. Reserve. <br />
<br />
<strong><em>Recheio</em></strong> Preaque&ccedil;a o forno a 180 &deg;C. Descasque os p&ecirc;ssegos, retire os caro&ccedil;os e corte a fruta em fatias. Espalhe os p&ecirc;ssegos cortados em uma f&ocirc;rma, salpique o a&ccedil;&uacute;car e despeje o suco de laranja. Asse de 5 a 10 minutos, at&eacute; que os p&ecirc;ssegos fiquem aquecidos. Retire do forno.<br />
<br />
<strong><em>Montagem</em></strong> Cuidadosamente, espalhe a cobertura por cima dos p&ecirc;ssegos e volte ao forno por aproximadamente 30 minutos, ou at&eacute; que a farofa comece a dourar.</p>]]></description>
   <pubDate>Fri, 16 Dec 2011 12:51 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/blog/extras-de-materias/a-melhor-parte-de-mim.php</link>
   <title><![CDATA[A melhor parte de mim]]></title>
   <description><![CDATA[<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1911.jpg" alt="" /></p>
<p>Na se&ccedil;&atilde;o <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/eu-melhor.php" target="_blank">Amar</a> da <em>Sorria</em> 23 voc&ecirc; conferiu um punhado de depoimentos sobre gratid&atilde;o. Leitores que tiveram algo ou algu&eacute;m em suas vidas e que a transformaram de uma maneira &uacute;nica. Aqui voc&ecirc; confere mais alguns relatos emocionantes de pessoas que tiveram a oportunidade de mudarem para melhor!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em janeiro de 2011 visitei Machu Picchu, cidade-s&iacute;mbolo da lend&aacute;ria civiliza&ccedil;&atilde;o inca. Para chegar at&eacute; l&aacute;, encarei uma aventura debaixo de chuva, que come&ccedil;ou &agrave;s 4h30. S&atilde;o in&uacute;meras escadas a subir, al&eacute;m da falta de ar proporcionada pelos 2400 metros de altitude. Ao chegar ao topo, depois de 1h30 subindo sem parar, meus olhos brilham de emo&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m do valor hist&oacute;rico, o local parece exalar uma energia &uacute;nica. Apesar do cansa&ccedil;o, a peregrina&ccedil;&atilde;o me deu for&ccedil;a para come&ccedil;ar o ano a todo vapor. Essa viagem me mostrou que n&atilde;o h&aacute; limites para voc&ecirc; realizar um sonho.<br />
<strong>Wanise Martinez</strong>, 27 anos. S&atilde;o Paulo (SP)<br />
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<p>Quando eu tinha 17 anos, fiz um interc&acirc;mbio para o Jap&atilde;o. Minha meta era provar, para mim mesma, que era capaz de me virar sozinha. Embarquei sem saber falar uma palavra em japon&ecirc;s e pouqu&iacute;ssimas em ingl&ecirc;s. Os dois primeiros meses foram dif&iacute;ceis. Mas depois fui me adaptando. Fiz muitos amigos, aprendi a lidar com as minhas fraquezas e descobri que, nem sempre, as coisas saem como a gente quer. No ano seguinte, quando voltei ao Brasil, j&aacute; estava mais madura, confiante e independente. Hoje, j&aacute; guardo dinheiro para que o meu filho, de 9 meses, tenha essa mesma experi&ecirc;ncia.<br />
<strong>Ana Licya Martins Vieira</strong>, 28 anos. Mogi Mirim, S&atilde;o Paulo<br />
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<p>Eu estava passando por um momento de muitas mudan&ccedil;as em minha vida, problemas no emprego e t&eacute;rmino de namoro. Ent&atilde;o, em mar&ccedil;o do ano passado, tirei 15 dias de f&eacute;rias para viajar. Durante 4 dias fiquei sozinha em Florian&oacute;polis (SC), uma cidade que eu n&atilde;o conhecia. Foi ali que entendi quem eu sou, o que eu quero e do que eu sou capaz. Percebi que sou querida e amada mesmo com as pessoas &agrave; dist&acirc;ncia e que, quando eu estou bem comigo, consigo fazer os outros felizes e entender os problemas com clareza. Simples assim.<br />
<strong>Ta&iacute;s S&aacute;bio Moreno</strong>, 27 anos, Bauru, SP<br />
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<p>Eu sempre gostei de viajar. J&aacute; viajei muito pelo Brasil e fora dele. Mas quando fui para Minas Gerais, em fevereiro de 2006, algo mexeu comigo. Eram duas emo&ccedil;&otilde;es fortes:&nbsp; viajar pela primeira vez com meu marido, na garupa de sua moto, e ao mesmo tempo ir ao encontro das belezas culturais que j&aacute; tinha ouvido falar muito. N&atilde;o consegui conter as l&aacute;grimas ao visitar a Igreja de Bom Jesus do Matosinho, em Congonhas do Campo. Cada profeta parecia olhar para mim. Ao fim da viagem, fiquei muito grata as cidades que visitei por terem me proporcionado presenciar tamanha beleza, que s&oacute; conhecia por meio dos livros.<br />
<strong>Ione Bonfim Gomes</strong>, 39 anos. Atibaia, S&atilde;o Paulo.<br />
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<p>Em abril de 2000, ganhei uma semana em Londres de um curso de ingl&ecirc;s. Para a surpresa de todos, s&oacute; voltei para o Brasil depois de 5 anos e meio! O per&iacute;odo tornou-se uma longa hist&oacute;ria, que me trouxe uma bela experi&ecirc;ncia de vida! Hoje, estou convencida de que foi a melhor coisa que me aconteceu, n&atilde;o s&oacute; pelo conhecimento cultural mas, principalmente, pela experi&ecirc;ncia de vida. Esse tempo me fez crescer e me tornou quem sou. At&eacute; ent&atilde;o nunca havia dado tanto valor para coisas simples na vida, como fam&iacute;lia, amigos e o nosso pa&iacute;s.<br />
<strong>Marina Cervi</strong>, 31 anos, S&atilde;o Paulo (SP)<br />
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<p>H&aacute; sete meses, eu e alguns amigos sofremos um grave acidente. Nosso carro capotou sete vezes. Todos os meus amigos ficaram bem, mas eu quase perdi meu bra&ccedil;o direito. Por meio ano, a ferida me impediu de fazer algo pelo que sou apaixonado: jogar v&ocirc;lei. Hoje, carrego uma cicatriz em meu antebra&ccedil;o e encaro aquela experi&ecirc;ncia como algo que me fez perceber o quanto a vida &eacute; fr&aacute;gil e me mostrou o que realmente tem import&acirc;ncia. Foi por isso que voltei &agrave;s quadras no m&ecirc;s passado. Aprendi a me dedicar ao que amo.<br />
<strong>Vin&iacute;cius Menegolo</strong>, 20 anos, Batatais (SP)<br />
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<p>Tinha 23 anos quando um dos meus primos, internado por causa de um c&acirc;ncer, morreu. Eu era o &uacute;nico parente no hospital e precisei ser muito forte para dar a not&iacute;cia e consolar toda a fam&iacute;lia. Depois disso, percebi que as pessoas precisam de um alento quando est&atilde;o hospitalizadas. Como sempre tive facilidade para interpretar &ndash;&nbsp;fa&ccedil;o curso profissional de teatro &ndash; decidi fazer um trabalho volunt&aacute;rio com os pacientes e familiares nos hospitais, para agradecer pela for&ccedil;a que tive quando o meu primo faleceu e por Deus ter me dado esse talento. Hoje, com um grupo de atores, levo um pouco de alegria ao hospital de Barueri.<br />
<strong>Jos&eacute; J&uacute;nior</strong>, 26 anos, Barueri, S&atilde;o Paulo<br />
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<p>Tenho defici&ecirc;ncia auditiva desde crian&ccedil;a, mas, quando pequena, escutava bem mais. Hoje, n&atilde;o vivo sem meus aparelhos. Criei h&aacute; um tempo um blog (o <a href="http://cronicasdasurdez.com.br/">cronicasdasurdez.com.br</a>) sobre minha hist&oacute;ria, contando as aventuras e desventuras da defici&ecirc;ncia auditiva. E nunca imaginei que ajudaria tantas pessoas apenas com meus relatos. Minha grande inspira&ccedil;&atilde;o foi Helen Keller, c&eacute;lebre escritora e fil&oacute;sofa americana, que era&nbsp;surdocega. Foi ela que me fez entender que n&atilde;o h&aacute; desculpa para n&atilde;o correr atr&aacute;s dos nossos sonhos, mesmo com limita&ccedil;&otilde;es sensoriais.<br />
<strong>Paula Pfeifer</strong>, 30 anos, Santa Maria (RS)<br />
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<p>Com 49 anos minha m&atilde;e descobriu que estava com c&acirc;ncer de mama. Foi muito dif&iacute;cil para todos, afinal ela j&aacute; tinha perdido 3 irm&atilde;os para essa doen&ccedil;a. Apesar disso, fomos muito fortes e n&atilde;o fraquejamos nem por um minuto. Era inaceit&aacute;vel perder outra pessoa querida. Durante o tratamento, minha m&atilde;e decidiu que queria uma grande festa no dia 26 de setembro, seu anivers&aacute;rio, para comemorar seus 50 anos de vida. O evento acabou n&atilde;o acontecendo pois ela ainda estava em tratamento, mas a cada ano que passa a fam&iacute;lia se re&uacute;ne sempre nessa mesma data para agradecer sua sa&uacute;de. Minha m&atilde;e aprendeu que o importante &eacute; ter for&ccedil;a e coragem. Hoje ela tem 53 anos e acabou de virar av&oacute;.<br />
<strong>Julia Pires Vaz</strong>, 21 anos, Barueri (SP)<br />
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<p>Eu estava p&eacute;ssima com a not&iacute;cia de que n&atilde;o havia mais esperan&ccedil;a de cura para o diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a de minha tia. Chorei a manh&atilde; toda, at&eacute; que minha sogra me emprestou um filme chamado &quot;Cartas para Deus&quot;. Assisti e me emocionei muito. Lembro que, quando terminou, fui para a varanda de minha casa, que &eacute; no alto, e vi a cidade toda. O sol estava se pondo em um c&eacute;u lindo. No dia seguinte, cedo, minha irm&atilde; me ligou e minha m&atilde;e avisou sobre o falecimento da minha tia. Foi um choque, mas lembrei na hora do filme e do exemplo que aprendi. Isso me inspirou a ser volunt&aacute;ria em um hospital.<br />
<strong>Brena Fernanda Prieto</strong>, 18 anos, Mat&atilde;o (SP)<br />
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<p>Fazia apenas quatro meses que eu e o Danilo namor&aacute;vamos, quando veio a not&iacute;cia: voc&ecirc; est&aacute; gr&aacute;vida. Foi ele quem descobriu. Em vez de comprar o rem&eacute;dio para n&aacute;useas, que eu pedi, ele me trouxe um teste de gravidez. Minha fam&iacute;lia rompeu comigo quando soube. Gr&aacute;vida, no &uacute;ltimo ano da faculdade e com o namorado desempregado. Foi dif&iacute;cil aceitar. Eu era workaholic, baladeira, n&atilde;o tinha objetivo na vida e morria de pregui&ccedil;a de beb&ecirc;s. Com a chegada do Teodoro (cujo nome significa presente divino) minha vida ganhou outro ritmo. Hoje me sinto muito completa com a minha fam&iacute;lia.<br />
<strong>Clara Karmaluc</strong>, 26 anos. Belo Horizonte, MG<br />
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<p>Ap&oacute;s uma decep&ccedil;&atilde;o amorosa, deixei de acreditar no amor. Cheguei a ter certeza que meu destino era ficar sozinha. Machucada e insatisfeita com minha vida profissional, decidi largar tudo e passar um ano estudando ingl&ecirc;s na Austr&aacute;lia. Depois, passei seis meses viajando pelo sudeste asi&aacute;tico e conheci v&aacute;rios casais caminhando juntos pelo mundo. Foi a&iacute; que comecei a pedir, com toda a for&ccedil;a, para ter um amor. Quando voltei para o Brasil, n&atilde;o demorou muito para que encontrasse aquele que se revelaria minha verdadeira alma g&ecirc;mea.<br />
<strong>Anita Martins</strong>, 29 anos, Florian&oacute;polis (SC)<br />
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Sempre fui apaixonada por ler e escrever. Mas, aos 14 anos, uma professora de L&iacute;ngua Portuguesa fez com que eu me desiludisse com o que sempre enxerguei como meu futuro: ser escritora. No ensino m&eacute;dio, foi uma professora com brincos coloridos, voz forte e jeito doce quem me devolveu a paix&atilde;o pela leitura e escrita. Minha nova professora de portugu&ecirc;s nos&nbsp; apresentou a grandes autores e orientou radionovelas e jornais experimentais. Hoje, estou no terceiro ano de Jornalismo e ela se mudou para Portugal, mas ainda mantemos contato. Sempre ressalto a ela a import&acirc;ncia das suas aulas na minha decis&atilde;o e no meu dia-a-dia. Parte de quem sou - e de quem vou me tornar -, eu devo a ela.<br />
<strong>Alessandra Goes Alves</strong>, 21 anos, estudante - S&atilde;o Paulo (SP)<br />
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<p>A empresa onde trabalhava vinha passando por mudan&ccedil;as. Um dos s&oacute;cios tinha sa&iacute;do e ganhei um novo chefe. Com o passar dos meses, a situa&ccedil;&atilde;o se tornou insuport&aacute;vel, mas eu resistia em sair porque gostava muito do que fazia. Meu trabalho era praticamente a minha segunda casa. At&eacute; que um dia ele meu a not&iacute;cia: vou ter de desligar voc&ecirc; da empresa. N&atilde;o festejei na frente dele, mas mal ele sabe o quanto fiquei grata ao ser demitida. Hoje, me sinto muito mais feliz trabalhando com artesanato e com astrologia &ndash; que sempre foi hobby e descobri como fonte de renda.<br />
<strong>Caroline de Paula</strong>, 32 anos. S&atilde;o Paulo, SP<br />
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<p>Sou muito grata a minha ex-chefe pois ela me deu a minha primeira oportunidade de trabalho, um est&aacute;gio em uma grande assessoria de moda. Eu era apenas uma estudante do primeiro ano de jornalismo, n&atilde;o tinha experi&ecirc;ncia nenhuma, e, mesmo assim, ela confiou e acreditou em mim. O ano que trabalhei para ela, entre outubro de 2009 e outubro de 2010, foi cheio de experi&ecirc;ncias incr&iacute;veis que me ajudaram a crescer como ser humano, a ser respons&aacute;vel e a lidar com diferentes pessoas. Al&eacute;m das tantas coisas que eu aprendi sobre o mercado de trabalho e a minha profiss&atilde;o. Fora isso, se n&atilde;o fosse por ela e pelos contatos que ela me apresentou eu n&atilde;o estaria no meu atual emprego, em uma revista, que sempre foi um sonho para mim.<br />
<strong>Laura Canavezi</strong>, 20 anos, S&atilde;o Paulo (SP)<br />
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<p>Sempre gostei de poesia e cinema mas acabei entrando no curso de psicologia, em 2006. Segui a gradua&ccedil;&atilde;o por um ano, at&eacute; que comecei a me dedicar a grupos de forma&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. Um dia, estudando o cineasta russo Tarkovski e, assisti ao filme Sacrif&iacute;cio. Foi como se tivesse visto Deus. Assustada, fui para casa pensando que, como ele, eu poderia unir poesia e cinema. Tranquei minha faculdade e comecei a cursar audiovisual. Vou me formar esse ano e sei que, sem esse filme, talvez n&atilde;o fizesse essa mudan&ccedil;a. <br />
<strong>Ana Roman</strong>, 23 anos, S&atilde;o Paulo - SP</p>]]></description>
   <pubDate>Tue, 13 Dec 2011 11:35 -0300</pubDate>
  </item>
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   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/eu-melhor.php</link>
   <title><![CDATA[Eu, melhor]]></title>
   <description><![CDATA[<p>A vida tem mania de surpreender. De repente, aparece algu&eacute;m que, com um gesto, abre nossos olhos. Ou um acidente no percurso, apontando para novas dire&ccedil;&otilde;es. &Agrave;s vezes, &eacute; uma viagem ou um encontro programado que segue rumos inesperados e nos transforma. &Eacute; a soma de eventos assim, belos e gratuitos, que nos faz melhores, mais fortes, mais maduros. Pode ser uma soneca no &ocirc;nibus, um encontro com um desconhecido, um raio que clareia tudo ou a proximidade da morte. O que importa &eacute; olhar para essas experi&ecirc;ncias e reconhecer que elas nos ensinaram e, do seu jeito, nos fizeram mais felizes. Sem pedir nada em troca, s&atilde;o pequenas gra&ccedil;as plantadas no cotidiano. Como se fossem sinais, apontando para lugares onde podemos ser mais leves e alegres. Ent&atilde;o, quando olhamos para tr&aacute;s e enxergamos o caminho percorrido, s&oacute; nos resta agradecer, do fundo do cora&ccedil;&atilde;o, &agrave; vida, que nos faz uma vers&atilde;o melhor de n&oacute;s mesmos.</p>
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<p>A caminho de minha escola, em Leme (SP), dormi no &ocirc;nibus e acordei em outra cidade. Desesperada e sem dinheiro, s&oacute; me restou chorar. Um estranho sentou-se ao meu lado e me perguntou o que eu tinha. Falei do engano e desabafei todos os meus problemas: com a fam&iacute;lia, namoro a dist&acirc;ncia, vestibular, escolhas... ele me ouviu, me deu 10 reais, seu telefone e um livro. Disse para seguir meus sonhos, que tudo ia ficar bem. E se foi. A partir daquele dia, fiquei mais calma e decidi: ia estudar artes. Aquele desvio de rota me fez acordar para tudo de bom da minha vida, e s&oacute; tenho a agradecer por ter dormido demais. <br />
<strong>Marina Florido</strong>, 19 anos, Belo Horizonte (MG)</p>
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Em janeiro do ano passado, eu estava em Machu Picchu, no Peru, quando as chuvas inundaram a linha ferrovi&aacute;ria e derrubaram a &uacute;nica ponte que liga a cidade ao mundo. Eu e dois amigos ficamos isolados. No entanto, mesmo com a escassez de comida e energia, toda a cidade se mobilizou para nos ajudar. Pensava que, nas dificuldades, as pessoas se preocupariam apenas com a pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia. Mas essa viagem me provou o contr&aacute;rio: os momentos dif&iacute;ceis s&atilde;o portas de entrada para unir pessoas, que, juntas,&nbsp; os enfrentam.<br />
<strong>Marcelo Pellegrini Filho</strong>, 20 anos, S&atilde;o Paulo (SP)<br />
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Estudo medicina e, em setembro, fiz uma viagem para Fortaleza com o m&eacute;dico americano Patch Adams &ndash; conhecido por incluir a alegria em seus tratamentos. Com um grupo, coloc&aacute;vamos um nariz de palha&ccedil;o e visit&aacute;vamos hospitais, asilos e orfanatos. Nosso objetivo era s&oacute; passar amor para as pessoas. Nessa viagem, aprendi que gestos simples mudam vidas quando s&atilde;o feitos com carinho. Agora, carrego comigo o nariz de palha&ccedil;o e, al&eacute;m de rem&eacute;dios, receito tamb&eacute;m sorrisos.<br />
<strong>Isabela Forni</strong>, 22 anos, S&atilde;o Paulo (SP) <br />
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Assim que recebeu diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer, meu pai veio nos comunicar. Ele nos contou com muita serenidade e pediu que n&atilde;o fic&aacute;ssemos tristes, pois, caso n&atilde;o conseguisse a cura, aproveitaria a oportunidade para se tornar uma pessoa melhor. Ele buscou perd&atilde;o e reconcilia&ccedil;&atilde;o com familiares e um dia, ao ouvir de algu&eacute;m a express&atilde;o &ldquo;doen&ccedil;a maldita&rdquo;, ele rebateu: &ldquo;Para mim, ela &eacute; bendita&rdquo;. Dois meses depois, ele faleceu. E n&atilde;o s&oacute; se transformou em algu&eacute;m melhor, como, com seu exemplo, nos fez pessoas melhores tamb&eacute;m.<br />
<strong>Luciana Oliveira</strong>, 28 anos, Belo Horizonte (MG)<br />
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Quando descobri que tinha leucemia, em 2010, soube tamb&eacute;m que um transplante seria a &uacute;nica chance de continuar viva. Em um cruzamento de dados entre doadores e receptores, meu nome cruzou com o de um desconhecido. Somente essa pessoa poderia me salvar. Ao fazer a doa&ccedil;&atilde;o, ele ou ela passou a viver em mim, me faz vibrar com o crescimento do meu filho,&nbsp; estar com quem amo, trabalhar no que gosto, pular, dan&ccedil;ar, rir e chorar. Esse algu&eacute;m &eacute; por quem eu pe&ccedil;o, como quem reza para si mesma, para ter uma vida aben&ccedil;oada.<br />
<strong>Drica Moraes</strong>, 42 anos, Rio de Janeiro (RJ)<br />
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Quando meu filho perdeu a audi&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s uma meningite, aos 10 meses, senti como se o mundo me dissesse &ldquo;n&atilde;o&rdquo;. S&oacute; quando seus avan&ccedil;os come&ccedil;aram, minha tristeza diminuiu. Fiz fonoaudiologia para entender o assunto e fundei uma associa&ccedil;&atilde;o para usar o m&eacute;todo Verbotonal, metodologia internacional de reabilita&ccedil;&atilde;o. H&aacute; quinze anos, come&ccedil;amos a luta pela legenda na televis&atilde;o, hoje obrigat&oacute;ria por lei. Agora, quando vejo meu filho feliz e realizado, percebo quanto foi importante sua integra&ccedil;&atilde;o na sociedade por meio da l&iacute;ngua de sinais e dos avan&ccedil;os que conseguimos. A surdez se transformou em um interessante desafio na minha vida.<br />
<strong>Helena Dale</strong>, 52 anos, Rio de Janeiro (RJ)<br />
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H&aacute; dois anos, passei por um per&iacute;odo dif&iacute;cil e fui para Salvador com um amiga. N&atilde;o conhecia a Claudia, nossa anfitri&atilde;. Ao chegar, disse que n&atilde;o estava bem, e ela me cedeu sua cama. Passei dois dias deitada, e ela sempre ali, me confortando. Aos poucos, eu me reestabeleci. Ela n&atilde;o faz ideia de quanto seus gestos foram importantes. Nos tornamos grandes amigas e, hoje, agrade&ccedil;o por ter passado por aquela fase. Ela e as pessoas que conheci me tornaram algu&eacute;m mais forte e bem resolvida. <br />
<strong>Ana Main&aacute;</strong>, 28 anos, Santo Andr&eacute; (SP)<br />
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Sempre dizia que n&atilde;o namoraria algu&eacute;m com filhos. Mas, h&aacute; um ano, estou apaixonada por um homem que tem duas meninas maravilhosas. Elas me ensinam muito, e toda vez que ficamos juntas &eacute; m&aacute;gico! Essa conviv&ecirc;ncia tem me tornado uma pessoa menos ego&iacute;sta. Quero ser m&atilde;e, e elas (sem perceber, porque s&atilde;o pequenas ainda) v&atilde;o me ajudar a ser uma m&atilde;e melhor no futuro.<br />
<strong>Lilian Amadio</strong>, 32 anos, S&atilde;o Paulo (SP)<br />
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Eu namorava havia quatro anos e meio quando descobri que estava sendo tra&iacute;da. Terminei na hora e percebi que tinha vivido uma vida que n&atilde;o queria: deixei amizades de lado, n&atilde;o descobri lugares novos nem pessoas. Um m&ecirc;s depois do t&eacute;rmino, conheci o Ricardo. H&aacute; oito meses, vivemos um relacionamento muito livre, feliz e diferente de tudo que eu imaginava. Algum tempo atr&aacute;s, at&eacute; mandei uma mensagem a meu ex agradecendo pelo que a nossa separa&ccedil;&atilde;o havia me proporcionado. <br />
<strong>Ana Madeira</strong>, 20 anos, S&atilde;o Paulo (SP)<br />
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Estava tudo certo para minha viagem &agrave; Fran&ccedil;a, em 2009. O voo era &agrave;s 19h. &Agrave;s 16h, olhei meu passaporte e descobri que estava vencido. Sempre fui muito organizado e n&atilde;o entendia como n&atilde;o tinha visto isso. Cancelei a passagem. No dia seguinte, descobri que o voo 447 da Air France, em que eu deveria estar, tinha sumido no Atl&acirc;ntico. Depois do choque, fiquei grato &agrave; minha falta de aten&ccedil;&atilde;o. Foi como se eu ganhasse uma segunda chance de viver.<br />
<strong>Jo&atilde;o Cala&ccedil;a</strong>, 39 anos, Rio de Janeiro (RJ) <br />
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Fazia um lindo c&eacute;u azul e eu estava no alto de uma jabuticabeira colhendo frutas. De repente, armou-se um temporal e s&oacute; me lembro do barulho de explos&atilde;o e de um clar&atilde;o incr&iacute;vel. Pensei que havia chegado minha hora. Despenquei l&aacute; do alto e, quando acordei, em vez da &aacute;rvore tinha um buraco no ch&atilde;o, saindo fuma&ccedil;a. Os pelos dos meus bra&ccedil;os ficaram torrados, e eu cheirava &agrave; galinha sapecada no fog&atilde;o &agrave; lenha. O m&eacute;dico me disse que foi um milagre sobreviver ao raio: a jabuticabeira pegou fogo e morreu. Depois disso, despertei e vi a vida de uma nova forma, como se eu tivesse ganhado a oportunidade de fazer de novo. Talvez s&oacute; eu perceba, mas me transformei em uma pessoa melhor.<br />
<strong>Maria Halfeld</strong>, 46 anos, S&atilde;o Roque de Minas (MG)</p>
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<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1909.jpg" alt="" /><br />
<em>Depois de sofrer um acidente, Fernando Fernandes perdeu o movimento das pernas e ganhou uma nova vida: tornou-se atleta e campe&atilde;o de paracanoagem // Foto: Guilherme Gomes/Assistente de Fotografia: Lucas Albin/Fotodesign: Felipe Gressler </em></p>
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Eu tinha 15 anos e havia acabado um curso que encaminhava jovens para o mercado de trabalho. Via todos os meu colegas trabalhando, menos eu. Soube que o motivo podia ser porque estudava de manh&atilde; e mudei para a noite. Mas, a&iacute;, um dia antes do in&iacute;cio das aulas, n&atilde;o me oferecem um trabalho que exigia tardes e noites livres? Disse n&atilde;o. At&eacute; hoje agrade&ccedil;o essa demora. Foi no noturno que conheci o Leandro Henrique, que, hoje, &eacute; meu marido.&nbsp; <br />
<strong>Thaize Henrique</strong>, 22 anos, Volta Redonda (RJ)</p>
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H&aacute; dois anos sofri um acidente de carro, lesionei minha medula e perdi o movimento das pernas. Tive medo e n&atilde;o imaginava como eu, que dependia da forma f&iacute;sica, viveria com metade do corpo paralisada. Em um centro de habilita&ccedil;&atilde;o, conheci meu &ldquo;novo&rdquo; corpo e tive contato com os esportes adaptados, como a canoagem. E foi remando que senti algo muito forte e decidi que a canoagem seria a minha vida. Em um ano e meio, conquistei dois t&iacute;tulos mundiais. Hoje, procuro passar o que vivi para outras pessoas, mostrando que &eacute; poss&iacute;vel reconquistar a independ&ecirc;ncia e liberdade por meio do esporte.<br />
<strong>Fernando Fernandes</strong>, 30 anos, S&atilde;o Paulo (SP)<br />
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Sempre quis ser artista. Era o in&iacute;cio da TV no Brasil, e ganhei o papel do Vigilante Rodovi&aacute;rio, no que seria a primeira s&eacute;rie brasileira. Mas, para come&ccedil;ar a atuar, precisei fazer o curso de policial. Acabei gostando tanto da carreira e do conv&iacute;vio com a pol&iacute;cia que, quando a s&eacute;rie terminou, no fim dos anos 1960, prestei o concurso e me tornei um policial rodovi&aacute;rio federal. Hoje, sou o s&iacute;mbolo da Pol&iacute;cia Rodovi&aacute;ria do pa&iacute;s e, de acordo com o Guinness Book, o &uacute;nico ator a virar o personagem na vida real.<br />
<strong>Carlos Miranda</strong>, 78 anos, &Aacute;guas da Prata (SP)<br />
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Em janeiro de 2009, eu e meu irm&atilde;o fomos navegar no rio S&atilde;o Francisco. Ao chegar ao local do encontro do rio com o mar, decidimos mergulhar. Mas s&oacute; quando entramos na &aacute;gua vimos qu&atilde;o forte eram as &aacute;guas. Se n&atilde;o fosse um barqueiro ter se aproximado, ter&iacute;amos morrido. N&atilde;o me lembro das fei&ccedil;&otilde;es do homem que me salvou nem sei seu nome. Mas, desde aquele dia, enxergo a vida de outra forma. Aprendi que temos pouco tempo e n&atilde;o sabemos quando ele pode acabar. O melhor a fazer &eacute; n&atilde;o deixar coisas por dizer. E agradecer por termos um ontem, um hoje e um amanh&atilde;.<br />
<strong>Caio Paganotti</strong>, 25 anos, S&atilde;o Paulo (SP)</p>]]></description>
   <pubDate>Tue, 13 Dec 2011 11:07 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/corrida-maluca.php</link>
   <title><![CDATA[Corrida maluca]]></title>
   <description><![CDATA[<p>&Eacute; como se fosse uma disputa em que vale tudo. Amarrar o cadar&ccedil;o do vizinho, colocar o p&eacute; para o outro trope&ccedil;ar, puxar a camiseta. &Agrave;s vezes, a rotina profissional lembra uma corrida maluca. O importante &eacute; vencer, n&atilde;o importa como. Era com uma sensa&ccedil;&atilde;o assim que a administradora Juliana Nunes acordava para ir trabalhar. A competitividade de seus superiores, em duas empresas, dava-lhe dores de cabe&ccedil;a. &ldquo;Em uma, a gerente tentou me for&ccedil;ar a dizer que havia feito coisas que n&atilde;o fiz&rdquo;, diz a goiana, de 30 anos. &ldquo;Na outra, um diretor vivia se gabando da sua vida profissional.&rdquo;<br />
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Foi a&iacute; que, no fim de 2008, ela decidiu ter um ambiente mais tranquilo durante o hor&aacute;rio comercial. Aceitou um est&aacute;gio em uma empresa menor, de administra&ccedil;&atilde;o familiar. &Eacute; onde trabalha at&eacute; hoje. &ldquo;&Eacute; mais amig&aacute;vel. Os donos sabem quem sou e t&ecirc;m uma boa rela&ccedil;&atilde;o com a equipe&rdquo;, diz. Segura, ela perdeu o temor de dar os pr&oacute;prios passos na profiss&atilde;o.<br />
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Mas Juliana n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica pessoa que j&aacute; passou conviveu com o sentimento de ter seu tapete puxado no escrit&oacute;rio. Um estudo realizado pelo instituto de pesquisa americano Conference Board registrou, em 2010, a maior taxa de insatisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho desde o fim dos anos 1980, quando esse acompanhamento come&ccedil;ou a ser feito. Mais da metade dos entrevistados disse estar incomodada com o emprego e o mesmo percentual alega ter problemas com o chefe e com os colegas. A sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; que a empresa virou uma selva, onde cada um est&aacute; por si mesmo. <br />
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<strong>O importante &eacute; colaborar</strong><br />
<br />
&ldquo;Competi&ccedil;&atilde;o &eacute; algo saud&aacute;vel. O problema &eacute; quando ela se torna predat&oacute;ria&rdquo;, afirma Ana Cristina Limongi-Fran&ccedil;a, diretora do N&uacute;cleo de Gest&atilde;o da Qualidade de Vida no Trabalho da Universidade de S&atilde;o Paulo. Ou seja: quando, dentro da mesma empresa, em vez de mirar nas concorrentes, a energia competitiva dissipa-se dentro da pr&oacute;pria equipe &ndash; e, a&iacute;, todos perdem. Dividindo um ambiente hostil, os funcion&aacute;rios sentem-se amea&ccedil;ados e o trabalho rende menos. &ldquo;Quando isso acontece, a competi&ccedil;&atilde;o vira conflito, e, se a pol&iacute;tica interna n&atilde;o d&aacute; conta de gerenciar esse problema, cria-se um inferno&rdquo;, diz Ana Cristina.<br />
<br />
A designer mineira Ana Vizeu, de 31 anos, percebeu na pr&aacute;tica que o ambiente competitivo faz a energia criativa virar fuma&ccedil;a. Por isso, ela decidiu dar o exemplo e cooperar. Na ag&ecirc;ncia de publicidade onde trabalha, Ana &eacute; a pessoa que mostra ao colega novo onde est&aacute; a m&aacute;quina de caf&eacute; e est&aacute; sempre dispon&iacute;vel para ajudar. &ldquo;Eu costumo at&eacute; intervir quando vejo algu&eacute;m em um aperto&rdquo;, conta. &ldquo;Ter uma rela&ccedil;&atilde;o de troca de ideias, para quem trabalha com cria&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental.&rdquo; Para ela, a equa&ccedil;&atilde;o &eacute; simples. &ldquo;Busco fazer o melhor no trabalho por satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal. N&atilde;o para desbancar o outro&rdquo;, afirma.<br />
<br />
Dividir seu conhecimento no escrit&oacute;rio, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; sempre garantia de sossego. Muitas vezes, o funcion&aacute;rio colabora, mas a empresa insiste na competi&ccedil;&atilde;o. E isso pode provocar descompasso entre as ambi&ccedil;&otilde;es pessoais e as da companhia. &ldquo;No modelo em que a equipe &eacute; incentivada a competir entre si, em vez de ter um chefe que d&aacute; ordens, voc&ecirc; come&ccedil;a a receber ordens de todo mundo, at&eacute; dos colegas&rdquo;, afirma Roberto Heloani, professor na &aacute;rea de comportamento humano da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas e na Universidade Estadual de Campinas. Quando isso acontece, o trabalho pode virar um ambiente de stress e afetar n&atilde;o s&oacute; a produtividade, mas a sa&uacute;de pessoal. Os excessos na competi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o ruins para todos &ndash; no fim das contas, a concorr&ecirc;ncia levada ao extremo resulta em falta de &eacute;tica no trabalho e nas rela&ccedil;&otilde;es. <br />
<strong><br />
Valorizar o que h&aacute; de bom</strong><br />
<br />
Essa atitude de acirrar os &acirc;nimos entre as equipes &eacute; um comportamento recente. Come&ccedil;ou na d&eacute;cada de 80, nos Tigres Asi&aacute;ticos (Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura, Taiwan), caminhou para a Europa e os Estados Unidos e, na d&eacute;cada seguinte, alcan&ccedil;ou os pa&iacute;ses em desenvolvimento. Mesmo assim, houve quem percebesse que &eacute; poss&iacute;vel um equil&iacute;brio entre a competi&ccedil;&atilde;o e a colabora&ccedil;&atilde;o. Algumas empresas se deram conta de que todos ganham quando se valoriza mais a capacidade coletiva do que a individual. Foi o que descobriu o gerente de recursos humanos Marcos Nakatsugawa, de 45 anos. H&aacute; tr&ecirc;s anos e meio atuando em uma multinacional em S&atilde;o Paulo, ele aprendeu a trabalhar com seus colegas, sem concorr&ecirc;ncia. &ldquo;Seguimos a l&oacute;gica de que o sucesso vem do trabalho de equipe, n&atilde;o de um super-homem que vai fazer tudo&rdquo;, comenta.<br />
<br />
Na sua empresa, essa ideia sai do papel com um planejamento estrat&eacute;gico, feito anualmente. Cada funcion&aacute;rio tem seu papel definido e sabe quais metas ser&atilde;o afetadas caso n&atilde;o cumpra sua parte. Sabendo o que tem de fazer, n&atilde;o h&aacute; embate: o colega n&atilde;o tenta &ndash; nem precisa &ndash; invadir o espa&ccedil;o do outro. &ldquo;Hoje, eu percebo o valor disso para a empresa e para o funcion&aacute;rio&rdquo;, diz Marcos. &ldquo;O reconhecimento &eacute; coletivo, como no futebol: n&atilde;o adianta ter um jogador excepcional se o time todo n&atilde;o estiver afinado e participando.&rdquo;&nbsp;&nbsp; <br />
&nbsp;</p>]]></description>
   <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 15:52 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/meu-amigo-computador.php</link>
   <title><![CDATA[Meu amigo computador]]></title>
   <description><![CDATA[<p><img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1903.jpg" /></p>
<p>Foi o computador que fez Lucas Cust&oacute;dio gostar de ler. Curioso, o garoto de 16 anos adorava usar o equipamento na casa dos parentes ou em lan houses. Passava horas na internet traduzindo artigos em ingl&ecirc;s para descobrir c&oacute;digos de jogos e softwares. Virou um jogador de primeira &ndash; e ficou fera no ingl&ecirc;s e na interpreta&ccedil;&atilde;o de textos em portugu&ecirc;s. &ldquo;A leitura me ajudou a organizar as palavras e a escrever bem&rdquo;, diz Lucas, que &eacute; de Mogi Gua&ccedil;u (SP).<br />
<br />
A introdu&ccedil;&atilde;o dos computadores na vida do garoto deu a ele o primeiro lugar no programa SuperA&ccedil;&atilde;o Jovem, em 2007. Com as informa&ccedil;&otilde;es que pesquisou na internet, Lucas conseguiu desenvolver dois projetos. Um foi fazer uma horta em um espa&ccedil;o inutilizado da escola, e o outro, uma campanha de doa&ccedil;&atilde;o para a biblioteca, que estava sem uso. <br />
<br />
A facilidade com as teclas e o mouse faz, agora, com que ele passe a maior parte do dia em frente &agrave; tela, na sala de inform&aacute;tica do col&eacute;gio. De manh&atilde;, d&aacute; suporte aos professores durante as aulas e cuida da manuten&ccedil;&atilde;o dos computadores. E &agrave; noite volta para a sala de aula, mas, dessa vez, como aluno.<br />
&nbsp;</p>
<p><img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1904.jpg" /></p>
<p>Quando crescer, Isaac Ribeiro vai ser atacante de um grande time. O Corinthians, de prefer&ecirc;ncia. Mas, enquanto o garoto de 12 anos n&atilde;o chega l&aacute;, ele vai driblando os advers&aacute;rios com o futebol do videogame. H&aacute; um ano e meio em tratamento para vencer a leucemia no GRAACC, Isaac fez do computador seu melhor amigo. Al&eacute;m do futebol, bate papo em chats e busca as can&ccedil;&otilde;es de suas bandas preferidas.<br />
<br />
Para ele, a tecnologia &eacute; uma porta para aprender e se distrair no hospital. Nos dias em que ficou internado na UTI, ele conheceu o iPad. Brincou e arrastou com os dedos as pe&ccedil;as no jogo de domin&oacute;. O equipamento come&ccedil;ou a ser usado no GRAACC em novembro do ano passado. S&atilde;o dois para os cerca de 300 pacientes.<br />
<br />
Como ainda n&atilde;o pode voltar &agrave; escola, o garoto tamb&eacute;m estuda com a ajuda do tablet. &Eacute; que os professores&nbsp; do GRAACC usam a tecnologia para as aulas. Mas &eacute; s&oacute; a obriga&ccedil;&atilde;o acabar que ele volta para a parte divertida da inform&aacute;tica. &ldquo;Gosto de escutar os pagodes do Exaltasamba no computador&rdquo;, diz Isaac. &ldquo;Passo um temp&atilde;o ouvindo som.&rdquo; Parece que, al&eacute;m do futebol, ele treina para virar craque na m&uacute;sica.</p>]]></description>
   <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 15:31 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/ai-minha-memoria.php</link>
   <title><![CDATA[Ai, minha memória!]]></title>
   <description><![CDATA[<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1898.jpg" alt="" /></p>
<p>Embaralham-se as pe&ccedil;as. Rapidamente, elas mostram suas faces e voc&ecirc; faz um esfor&ccedil;o. &Eacute; preciso lembrar-se de todas, de uma s&oacute; vez. Ent&atilde;o, as figuras se escondem, em duplas, sobre a mesa. &Eacute; a&iacute; que o jogo da mem&oacute;ria come&ccedil;a a ficar divertido. Enquanto voc&ecirc; e seus amigos disputam quem recorda onde estava cada imagem, elas parecem mudar de posi&ccedil;&atilde;o e zombar das suas lembran&ccedil;as.<br />
<br />
&ldquo;O jogo estimula a mem&oacute;ria e instiga a ter maior percep&ccedil;&atilde;o do que est&aacute; ao seu redor, associando conceitos e exercitando o c&eacute;rebro&rdquo;, conta a professora Beatriz Bianco, de 50 anos. Na escola onde d&aacute; aulas, em S&atilde;o Paulo, ela sempre tem um jogo da mem&oacute;ria para seus alunos. Fabrica as pr&oacute;prias pe&ccedil;as e usa a criatividade. A regra &eacute; utilizar o mesmo material e estabelecer duplas de imagens. &ldquo;Pode ser de tecido ou at&eacute; um peda&ccedil;o de borracha EVA, mas todas as pe&ccedil;as devem ter o mesmo tamanho&rdquo;, diz Beatriz. Quer fazer o seu? Veja como &eacute; f&aacute;cil!<br />
&nbsp;</p>
<p><strong>Brincando com as lembran&ccedil;as</strong><br />
<em>Veja como fazer em casa seu jogo da mem&oacute;ria</em><br />
&nbsp;</p>
<p><img width="300" height="200" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1900.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>1. Material </strong>Pares de imagens &ndash; vale desenhar, usar imagens <br />
de revista, retalhos de tecidos, fotos de celebridades (s&oacute; precisa <br />
ser a mesma pessoa, n&atilde;o a mesma figura!). O verso das pe&ccedil;as <br />
tem de ser feito com o mesmo material, como descanso de copo, <br />
papel&atilde;o ou borracha EVA</p>
<p><img width="300" height="200" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1901.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>2. Recorta</strong> Todas as pe&ccedil;as t&ecirc;m de ter exatamente o mesmo <br />
tamanho. Recorte papel&atilde;o, borracha ou use descansos de <br />
copo, desde que tenham as mesmas dimens&otilde;es. Com uma <br />
tesoura, recorte as figuras exatamente com o mesmo <br />
tamanho do verso das pe&ccedil;as</p>
<p><img width="300" height="200" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1902.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>3. Cola</strong> Cole as imagens com aten&ccedil;&atilde;o. Cuidado para n&atilde;o deixar <br />
rebarbas e denunciar qual &eacute; a figura! Para os iniciantes, o ideal &eacute;<br />
ter 15 pares para cada cinco jogadores. Mas, quanto mais duplas<br />
voc&ecirc; criar, mais interessante e disputada se torna a partida</p>]]></description>
   <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 15:16 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/meu-amor-imperfeito.php</link>
   <title><![CDATA[Meu amor imperfeito]]></title>
   <description><![CDATA[<p><img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1893.jpg" /></p>
<p><strong>Jules e Jim</strong> &ndash; <strong>Uma Mulher para Dois</strong><em>, filme de Fran&ccedil;ois Truffaut (1962, Fran&ccedil;a)</em><br />
A hist&oacute;ria de Jim, Jules e Catherine &eacute; &ldquo;um tri&acirc;ngulo de puro amor&rdquo;, como gostava de dizer o diretor franc&ecirc;s Fran&ccedil;ois Truffaut sobre seu filme. Essa linda poesia em movimento fala de d&uacute;vidas, impossibilidades e recome&ccedil;os de qualquer romance. E at&eacute; hoje todas as hist&oacute;rias de amor que d&atilde;o certo na imperfei&ccedil;&atilde;o bebem na fonte dessa obra-prima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img width="300" height="459" alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1894.jpg" /></p>
<p><strong>S&oacute; Garotos</strong>, <em>de Patti Smith (Cia. das Letras)</em><br />
Quando Patti Smith chegou a Nova York, tinha na mala apenas um livro do poeta Rimbaud. Robert Mapplethorpe carregava sonhos e d&uacute;vidas. Mas 1969 era o ver&atilde;o do amor, e os dois se encontraram, viveram uma linda hist&oacute;ria e transformaram-se em um dos casais de artistas mais influentes da d&eacute;cada de 70. Ele, homossexual, morreu de aids em 1989. Ela, com essa autobiografia, ganhou um dos pr&ecirc;mios de literatura mais importantes dos Estados Unidos no ano passado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img width="300" height="446" alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1895.jpg" /></p>
<p><strong>Amores Poss&iacute;veis</strong>, <em>de Sandra Werneck (2001/Brasil) </em><br />
Na porta do cinema, Carlos espera J&uacute;lia debaixo de chuva. Mas ela n&atilde;o chega. <br />
A partir desse desencontro, tr&ecirc;s hist&oacute;rias mostram qual poderia ser o fim para a hist&oacute;ria do casal. Em uma narrativa <br />
delicada, divertida e recheada de belas can&ccedil;&otilde;es, eles aprendem que o amor &eacute; um jogo imprevis&iacute;vel, cheio de surpresas a dois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1896.jpg" /></p>
<p><strong>Outra Vez</strong>, <em>m&uacute;sica de Roberto Carlos</em><br />
&ldquo;A mais estranha hist&oacute;ria que algu&eacute;m j&aacute; escreveu&rdquo; tinha de ser de amor. Com essa trilha, Roberto Carlos embala casos antigos, amores amigos e romances que nos esquecemos de tentar esquecer. No disco de 1977, quando o artista estava no auge de seu romantismo, a faixa faz companhia para&nbsp; outras celebra&ccedil;&otilde;es de afeto como Amigo, Falando S&eacute;rio e N&atilde;o Se Esque&ccedil;a de Mim. <br />
<em>Voc&ecirc; pode escutar a m&uacute;sica <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=4h2yw7xXocs">clicando aqui</a>.</em><br />
&nbsp;</p>
<p><br />
<img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1897.jpg" /></p>
<p><strong>Cr&ocirc;nicas e Outras Milongas</strong>, <em>blog de Ant&ocirc;nio Prata</em><br />
O paulistano Ant&ocirc;nio Prata sabe, como poucos, que a vida n&atilde;o &eacute; para ser levada t&atilde;o a s&eacute;rio. Nesse blog, que re&uacute;ne as colunas do escritor, ele fala das rela&ccedil;&otilde;es de verdade, aquelas que sobrevivem aos arranh&otilde;es de quando ela se apaixona por um &iacute;dolo do rock, ele encontra as cartas da ex no fundo do ba&uacute; ou enrola para fazer os servi&ccedil;os dom&eacute;sticos.</p>]]></description>
   <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 13:56 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/infinito-enquanto-dure.php</link>
   <title><![CDATA[Infinito enquanto dure]]></title>
   <description><![CDATA[<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1907.jpg" alt="" /><br />
<em>Casamento &eacute;...namorar, unir-se a outros, separar-se e tentar mais uma vez, como Ana L&uacute;cia e Marcelo Almeida, que reencontraram o amor e o brilho da paix&atilde;o nos bra&ccedil;os um do outro // Foto: Anna Fischer</em></p>
<p><br />
Quando viu o nome dele na caixa de entrada, ela n&atilde;o soube o que devia sentir. Por 25 anos n&atilde;o existiram um para o outro. Ao ler as palavras de Marcelo de Almeida, Ana L&uacute;cia lembrou-se daquele namoro de inf&acirc;ncia, do dia em que os dois se deixaram, de toda a vida constru&iacute;da longe dele. Ela havia se casado e passado 17 anos com outro homem. Ele tamb&eacute;m passou 12 anos com outra mulher. A mensagem tirou o ch&atilde;o da empres&aacute;ria de 45 anos. Era agosto de 2007 e Marcelo brincava de escrever o nome de amigos da inf&acirc;ncia em uma p&aacute;gina de buscas. Foi a&iacute; que deu de cara com a foto de Analu no site de relacionamentos Orkut. &ldquo;Quando abri o perfil dela, foi como se soltassem um bal&atilde;o de g&aacute;s. Fiquei atordoado com a possibilidade de rev&ecirc;-la&rdquo;, conta ele, hoje com 46 anos. Mandou a mensagem.<br />
<br />
Mas Ana L&uacute;cia estava divorciada havia oito anos e morava no Rio de Janeiro, com os tr&ecirc;s filhos. Marcelo, inspetor de qualidade, estava em Araraquara, no interior de S&atilde;o Paulo, tamb&eacute;m com tr&ecirc;s filhos e separado. E, al&eacute;m da dist&acirc;ncia, outra barreira mais forte afastava os dois. O matrim&ocirc;nio desfeito tinha deixado para Analu uma certeza: n&atilde;o haveria outro. Pela sequ&ecirc;ncia de decep&ccedil;&otilde;es que ela acumulou durante a vida conjugal, casamento era palavra riscada de seu vocabul&aacute;rio. &ldquo;Meu casamento n&atilde;o era l&aacute; essas coisas&rdquo;, diz. &ldquo;Ele era ausente, criei meus filhos sozinha.&rdquo; Convicta de nunca mais repartir sonhos nem projetos, ela alimentava namoros por, no m&aacute;ximo, tr&ecirc;s meses, para n&atilde;o abrir m&atilde;o de sua liberdade. &ldquo;Morria de medo. N&atilde;o queria compromisso&rdquo;, conta. &ldquo;Quando me casei, era para que fosse para sempre, como foi o casamento dos meus pais e o dos meus av&oacute;s. Mas ou eu me separava ou seria eternamente infeliz.&rdquo;<br />
<br />
Ent&atilde;o, Marcelo chegou, destruindo as certezas. Passaram seis meses trocando mensagens, preparando-se para o reencontro. As expectativas confundiam-se com a opini&atilde;o de amigos e familiares, que julgavam que um amor de inf&acirc;ncia n&atilde;o resistiria &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es de um quarto de s&eacute;culo. Mas ele insistiu, deu um ultimato. Precisavam se ver. Marcelo viajou sozinho de carro e encontrou Analu no Rio de Janeiro. &ldquo;Minha vida virou de ponta-cabe&ccedil;a&rdquo;, diz ela. Tr&ecirc;s semanas depois, veio o pedido de casamento. E ela disse sim.<br />
<br />
O casal celebrou a cerim&ocirc;nia h&aacute; tr&ecirc;s anos, na casa de campo da fam&iacute;lia dela, em Petr&oacute;polis, onde se conheceram. Analu entrou de branco, ganhou o sobrenome do marido e viveu o ritual como se fosse o &uacute;nico. &ldquo;Tive de conhecer muitas mulheres para lembrar quem era a certa para mim&rdquo;, diz Marcelo, apaixonado. &ldquo;Recome&ccedil;ar &eacute; um ato de coragem. Se eu tivesse de sofrer novamente tudo o que sofri no primeiro casamento para poder reencontr&aacute;-lo, eu faria&rdquo;, diz ela.<br />
<br />
&nbsp;</p>
<p><span style="color: rgb(51, 153, 153);"><span style="font-size: larger;">&quot;Continuamos apostando no casamento porque<br />
ainda n&atilde;o foi inventada uma forma melhor de<br />
enfrentar a vida do que juntos&quot;<br />
<br />
<br />
</span></span></p>
<p><strong>Outra vez</strong><br />
<br />
Feliz por voltar a entregar a vida nas m&atilde;os de algu&eacute;m, o casal n&atilde;o acredita que a vida pudesse ser melhor se estivessem sozinhos. Como eles, outros 136 mil brasileiros preferem abrir m&atilde;o da pr&oacute;pria independ&ecirc;ncia e casam-se novamente, todos os anos. Esse n&uacute;mero de segundo, terceiro ou mais casamentos dobrou na &uacute;ltima d&eacute;cada &ndash; em 2000 eram 65 mil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). E, anualmente, quase 1 milh&atilde;o de uni&otilde;es s&atilde;o realizadas no pa&iacute;s, assinadas e com papel passado. Para Analu e Marcelo, a explica&ccedil;&atilde;o para algu&eacute;m querer compartilhar os sonhos, as contas e a intimidade &eacute; uma s&oacute;: o amor. Foi esse sentimento o &uacute;nico respons&aacute;vel pela dissolu&ccedil;&atilde;o das convic&ccedil;&otilde;es do casal e pela cren&ccedil;a de que, mais uma vez, a felicidade a dois &eacute; poss&iacute;vel. &ldquo;A legitimidade do nosso sentimento aplacou as d&uacute;vidas&rdquo;, diz Analu.<br />
<br />
Afinal, agora n&atilde;o existe mais a imposi&ccedil;&atilde;o de jurar fidelidade na sa&uacute;de e na doen&ccedil;a, se isso n&atilde;o for feito por amor. S&atilde;o s&oacute; as garantias emocionais que levam algu&eacute;m a dividir o mesmo lar. E &eacute; a confian&ccedil;a no amor que faz com que milhares de casais acreditem que uma palavra t&atilde;o antiga como casamento fa&ccedil;a sentido nos dias de hoje. &ldquo;As pessoas continuam apostando no casamento porque talvez n&atilde;o se tenha inventado ainda forma melhor de enfrentar a vida do que juntos&rdquo;, diz a psicoterapeuta Lidia Aratangy, autora do livro <em>O Anel que Tu Me Deste: o Casamento no Div&atilde;. </em><br />
<br />
No entanto, o casamento moderno n&atilde;o &eacute; mais moldado por uma forma feita pelas cerim&ocirc;nias civil e religiosa e com contratos inquebr&aacute;veis para toda a vida. O matrim&ocirc;nio deixou de ser um trilho no qual se entra com o caminho tra&ccedil;ado. J&aacute; que &eacute; baseado no amor, tem todo o direito de extinguir-se se o sentimento acaba. N&atilde;o h&aacute; mais restri&ccedil;&otilde;es sociais nem culturais &ndash; como as de antigamente, baseadas na religi&atilde;o &ndash; que obriguem qualquer pessoa a ficar em uma rela&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Os casamentos hoje possuem mil formas diferentes, s&atilde;o celebrados entre duas pessoas que se amam e pretendem viver juntas, seja com ou sem filhos, na mesma casa ou separados. A uni&atilde;o est&aacute; mais sob medida do que pr&ecirc;t-&agrave;-porter&rdquo;, diz Lidia, comparando as roupas feitas em um alfaiate com as compradas prontas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: rgb(51, 153, 153);"><span style="font-size: larger;">&quot;Cada casal tem que inventar sua forma de ser feliz.<br />
O modelo tradicional n&atilde;o serve mais para quem acredita<br />
em uma rela&ccedil;&atilde;o mais igualit&aacute;ria, livre e satisfat&oacute;ria&quot;<br />
<br />
</span></span><br />
<br />
<strong>Tempo de amor</strong><br />
<br />
&Eacute; que vivemos, pela primeira vez na hist&oacute;ria, um compromisso com base em um sentimento. O casamento foi inventado para lidar com quest&otilde;es de heran&ccedil;a e era completamente dissociado de amor. Durante mais de quatro s&eacute;culos, no Brasil, ele n&atilde;o foi celebrado de acordo com as emo&ccedil;&otilde;es: interesses econ&ocirc;micos e familiares eram mais importantes, e, entre os mais pobres, o matrim&ocirc;nio organizava a sobreviv&ecirc;ncia. Em meados do s&eacute;culo 19, o amor rom&acirc;ntico come&ccedil;ou a exercer sua influ&ecirc;ncia no mundo e chegou at&eacute; n&oacute;s com o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Enquanto a mulher descobria sua independ&ecirc;ncia financeira, ela percebeu que n&atilde;o precisava mais se casar para sobreviver e podia escolher seu par. A ideia tem menos de 200 anos na sociedade ocidental, mas, da&iacute; em diante, passamos a acreditar que matrim&ocirc;nio e amor sempre caminharam juntos. <br />
&ldquo;O casamento &eacute; visto hoje como uma parceria, um encontro de duas pessoas especiais, que se completam e se compreendem&rdquo;, afirma a antrop&oacute;loga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que pesquisa o casamento no Brasil desde 1988. Seus estudos mostraram que, para as brasileiras, as bodas s&atilde;o um pilar de satisfa&ccedil;&atilde;o. O marido &eacute; considerado por elas um capital que faz com que se sintam mais fortes, independentes e interessantes. E, se o primeiro ou o segundo n&atilde;o deram certo, d&aacute; para tentar mais uma vez. <br />
Isso acontece porque o que antes era eterno, ou com um desembarque lento, ganhou uma sa&iacute;da de emerg&ecirc;ncia. O div&oacute;rcio, permitido desde 1977, exigia meses de espera. Trinta anos depois, uma nova legisla&ccedil;&atilde;o permitiu que casais sem filhos se divorciem t&atilde;o r&aacute;pido quanto se casam. E a possibilidade de poder saltar de um casamento &agrave; deriva estimulou novas uni&otilde;es. &ldquo;Cada casal tem de inventar sua forma de ser feliz&rdquo;, diz Mirian. &ldquo;O modelo tradicional n&atilde;o serve mais para muitos que acreditam em rela&ccedil;&otilde;es mais igualit&aacute;rias, livres e satisfat&oacute;rias.&rdquo;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1891.jpg" alt="" /><br />
<em>Casamento &eacute;...reinventar a fam&iacute;lia e viver para sempre a dois, como cibele e f&aacute;bio da silva, que, juntos, est&atilde;o completos e decidiram n&atilde;o ter filhos // Foto: Marcelo Trad</em></p>
<p><strong><br />
Voc&ecirc; e eu, eu e voc&ecirc;</strong><br />
<br />
Esse prazer de estar com o outro em novas vers&otilde;es de matrim&ocirc;nio trouxe consigo mudan&ccedil;as na ideia de fam&iacute;lia. Na receita contempor&acirc;nea, unem-se os filhos de casamentos atuais com os do passado, acrescentam-se os ex, parentes e afilhados. Ou, ent&atilde;o, a fam&iacute;lia se concentra em duas pessoas. &Eacute; assim que Cibele Habermann Silva, de 39 anos, e F&aacute;bio da Silva, de 41 anos, constitu&iacute;ram seu n&uacute;cleo. Quando a dupla de funcion&aacute;rios p&uacute;blicos assinou a certid&atilde;o de casamento, h&aacute; 20 anos, decidiu que era melhor esperar para pensar nos filhos que teriam. Tinham os estudos para terminar e o in&iacute;cio da vida profissional pela frente. O tempo passou, e as mudan&ccedil;as de emprego e de cidade tomaram os planos do casal, que hoje mora em S&atilde;o Bernardo do Campo, em S&atilde;o Paulo. Depois de resistirem anos a fio aos questionamentos de familiares e conhecidos, pararam para pensar se os filhos seriam mesmo necess&aacute;rios para tornar um casamento completo. E, em uma conversa, perceberam que n&atilde;o havia espa&ccedil;o para crian&ccedil;as entre os dois.<br />
<br />
&ldquo;N&atilde;o t&iacute;nhamos esse vazio de que as pessoas falam&rdquo;, diz Cibele. A decis&atilde;o tamb&eacute;m foi uma forma de enfrentar a press&atilde;o externa a favor da fam&iacute;lia numerosa. &ldquo;Tem gente que nos considera ego&iacute;stas. Mas acho que ego&iacute;stas s&atilde;o aqueles que t&ecirc;m filhos pensando em ter algu&eacute;m para sustent&aacute;-los na velhice&rdquo;, diz ela, convicta de que n&atilde;o precisa representar o papel de m&atilde;e. N&atilde;o que a casa n&atilde;o esteja repleta de crian&ccedil;as: Cibele e F&aacute;bio s&atilde;o padrinhos de oito, que transformam a casa em um ref&uacute;gio de divers&atilde;o.<br />
<br />
A dois, eles dispensam dilemas t&iacute;picos de uma fam&iacute;lia tradicional, como conciliar as f&eacute;rias dos pais com o recesso escolar e ter a agenda sempre cheia com ingl&ecirc;s, dentista e nata&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m n&atilde;o sofrem com as preocupa&ccedil;&otilde;es de quem se sente respons&aacute;vel pelos filhos para sempre. Mas o principal que Cibele e F&aacute;bio dividem &eacute; o sentimento de estarem completos um com o outro e, assim, conseguirem gerir com liberdade a pr&oacute;pria vida. J&aacute; arremataram sua gera&ccedil;&atilde;o, com uma sensa&ccedil;&atilde;o profunda de satisfa&ccedil;&atilde;o a dois. Para eles, n&atilde;o faz sentido colocar filhos como parte integrante da fam&iacute;lia que constru&iacute;ram com amor e carinho. &ldquo;N&atilde;o vemos motivos para ter um beb&ecirc;&rdquo;, afirma Cibele.<br />
<br />
Afinal, aumentar ou n&atilde;o a fam&iacute;lia, e quando fazer isso, passou a ser decis&atilde;o do casal. Os avan&ccedil;os da medicina permitem evitar o nascimento das crian&ccedil;as e transferem a decis&atilde;o de ter filhos da natureza para cada um. Engravidar &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o e casar e fazer a fam&iacute;lia crescer deixou de ser causa e consequ&ecirc;ncia. Se, a princ&iacute;pio, os filhos chegavam para dar continuidade &agrave; linhagem familiar e multiplicar a for&ccedil;a de trabalho em grupo, hoje, com a valoriza&ccedil;&atilde;o da individualidade, as novas fam&iacute;lias preferem se reproduzir quando encontram condi&ccedil;&otilde;es &ndash; e sentido &ndash; para isso. <br />
<br />
&ldquo;O amor &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o social que se apresenta de diversas formas na hist&oacute;ria&rdquo;, diz a psicanalista Regina Navarro Lins, autora do livro A Cama na Varanda. Por isso, o romantismo e&nbsp; suas expectativas dif&iacute;ceis, como parceiros ideais e filhos perfeitos, deram lugar a rela&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das por v&iacute;nculos fortes e cumplicidade entre os parceiros. &ldquo;Um casamento pode ser &oacute;timo, mas, para isso, as pessoas tamb&eacute;m precisam reformular os sonhos que alimentam sobre a vida a dois&rdquo;, diz Regina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1892.jpg" alt="" /><br />
<em>Casamento &eacute;... fazer quest&atilde;o do ritual e dos documentos, que simbolizam a uni&atilde;o e trazem seguran&ccedil;a, como ocorreu com Toni e David, que se casaram em maio // Foto: Renata Ch&eacute;de</em><br />
<br />
<br />
<strong>Sem fantasia</strong></p>
<p>Isso significa acabar com a imagem de duas pessoas vivendo em um conto de fadas, sem brigas nem diferen&ccedil;as. Faz parte do imagin&aacute;rio de todas as idades desejar algu&eacute;m que traga um universo de sonho em que os defeitos, sejam os dele, sejam os dela, n&atilde;o existem. No entanto, reconhecer as defici&ecirc;ncias, os dias de mau humor e as dificuldades que devem ser encaradas juntos &eacute; a li&ccedil;&atilde;o que os casais est&atilde;o aprendendo. Foi assim que Toni Reis, de 46 anos, e David Harrad, de 53 anos, constru&iacute;ram sua rela&ccedil;&atilde;o de quase 22 anos. Eles passaram por todos os problemas que envolvem um casal homossexual no Brasil &ndash; at&eacute; mesmo uma deten&ccedil;&atilde;o. H&aacute; 15 anos, David, nascido na Gr&atilde;-Bretanha, foi preso pela Pol&iacute;cia Federal em Curitiba, onde o casal mora, por n&atilde;o ter visto de resid&ecirc;ncia no pa&iacute;s. Eles dividem a casa, os dilemas e as novas leis que lhes permitem viver o casamento de peito aberto.<br />
<br />
&ldquo;Nos amamos muito&rdquo;, diz Toni, quando fala do atual companheiro. Ele pediu a m&atilde;o de David no momento em que os ministros da Suprema Corte brasileira debatiam a aprova&ccedil;&atilde;o da uni&atilde;o est&aacute;vel para gays, reconhecida em 5 de maio deste ano. Convite prontamente aceito, eles se casaram quatro dias depois da aprova&ccedil;&atilde;o legal do documento. Com terno, palet&oacute;, cravo na lapela e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o das testemunhas (e do ex-presidente Lula, que lhes telefonou ap&oacute;s a cerim&ocirc;nia) disseram sim um ao outro, comemorando o ritual que, por d&eacute;cadas, havia sido negado a eles. Afinal, para eles, os pap&eacute;is oficiais, al&eacute;m de simbolizarem o sentimento que sentem um pelo outro, significam tamb&eacute;m seguran&ccedil;a jur&iacute;dica para que evitem os apuros de eles n&atilde;o serem reconhecidos como companheiros. &ldquo;Agora, podemos ficar tranquilos e em paz&rdquo;, diz Toni, que &eacute; professor e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de L&eacute;sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).<br />
<br />
A certid&atilde;o coroa a rela&ccedil;&atilde;o de Toni e David, que se acostumaram a comemorar as pequenas vit&oacute;rias em comum, e alimenta o amor que nasceu &agrave; primeira vista. Em 29 de mar&ccedil;o de 1990, Toni subia pelas escadas rolantes da antiga esta&ccedil;&atilde;o de Highgate, uma das mais profundas do metr&ocirc; de Londres, na Inglaterra. O tempo de percurso foi suficiente para que os dois se vissem e se apaixonassem. &ldquo;Ele olhou para mim e eu me declarei na hora para ele&rdquo;, diz Toni. Juntos desde ent&atilde;o e impossibilitados de oficializar seu v&iacute;nculo perante a lei, os dois criaram pequenos rituais que representam a for&ccedil;a do compromisso que os une. Todos os dias, David acorda Toni com o caf&eacute; da manh&atilde; na cama. E Toni, sempre que consegue, chega em casa com flores. H&aacute; seis anos, decidiram que est&atilde;o prontos para fazer o amor crescer. Est&atilde;o na fila da ado&ccedil;&atilde;o para aumentar a fam&iacute;lia.<br />
<br />
Para eles, s&atilde;o esses ritos e planos que simbolizam e demonstram sua uni&atilde;o, na alegria e na tristeza, mesmo quando n&atilde;o tinham um papel timbrado para dizer isso. E &eacute; isso que oferece uma esp&eacute;cie de estabilidade para o universo vol&uacute;vel dos sentimentos. Toni e David escolheram o ritual do casamento para consolidar a uni&atilde;o. Para outros, basta morar juntos e ter filhos ou, simplesmente, dividir-se em mais um. O modelo matrimonial afrouxou as costuras, ganhou novos n&uacute;meros, mas ainda veste o compromisso entre duas pessoas. E, com as linhas fortes do amor, faz com que a possibilidade do encontro verdadeiro seja mais livre e feliz.</p>]]></description>
   <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 13:34 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/o-sentido-do-compromisso.php</link>
   <title><![CDATA[O sentido do compromisso]]></title>
   <description><![CDATA[<p>Sou daquelas que acredita que o amor n&atilde;o se explica. &Eacute; um milagre. Surge inesperadamente, revira arm&aacute;rios e gavetas e transforma a vida. O encontro entre duas pessoas &eacute; um mist&eacute;rio lindo, indecifr&aacute;vel e sem data marcada. Enquanto prepar&aacute;vamos essa edi&ccedil;&atilde;o encontramos dezenas de hist&oacute;rias assim. Ou melhor, elas pularam na nossa frente e puxaram nossas m&atilde;os, apontando maravilhas. Falar sobre <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/blog/noticias-da-sorria/sorria-22-ja-a-venda.php" target="_blank">casamento</a>, pesquisar e tentar entender o tema desta edi&ccedil;&atilde;o foi um deslumbramento di&aacute;rio. Aos poucos, vimos o quanto assumir o compromisso com outra pessoa &eacute; um ato extraordin&aacute;rio de coragem e beleza.<br />
<br />
Em <a target="_blank" href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/infinito-enquanto-dure.php">&ldquo;Infinito enquanto dure&rdquo;</a>, voc&ecirc; encontra algumas dessas pessoas que nos abriram os olhos e explicaram o que significa dizer sim a outra pessoa nos dias de hoje. Para produzir o texto que est&aacute; em suas m&atilde;os, a rep&oacute;rter Andressa Rovani mergulhou na hist&oacute;ria do amor no Brasil e passou tardes batendo papo com casais e especialistas. Enquanto isso, a editora Mariana Bolzani e a estagi&aacute;ria de arte Luana de Almeida foram atr&aacute;s de tra&ccedil;os, fitas e linhas para transmitir a ideia do texto em imagens. Acabaram na casa de uma bordadeira, que fio a fio, ajudou a construir o desenho da mat&eacute;ria.<br />
<br />
Todas as p&aacute;ginas desta <em>Sorria</em> est&atilde;o recheadas de pessoas comprometidas. Na se&ccedil;&atilde;o <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/refazendo-historias.php" target="_blank">Conhecer</a>, a rep&oacute;rter Daniele Martins mostra como o compromisso de uma psic&oacute;loga com crian&ccedil;as afastadas da fam&iacute;lia virou um instituto. Em <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/nova-materia.php" target="_blank">&ldquo;A culpa &eacute; nossa&rdquo;</a>, na se&ccedil;&atilde;o Conviver, J&eacute;ssica Martinelli conta como gente que assumiu a responsabilidade pelo espa&ccedil;o p&uacute;blico est&aacute; mudando o lugar onde vivemos. Por tr&ecirc;s semanas, a rep&oacute;rter Jaqueline Li comprometeu-se com o ativismo digital e vasculhou seus bastidores. O que ela aprendeu est&aacute; l&aacute; na se&ccedil;&atilde;o <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/clique-aqui-para-ajudar.php" target="_blank">Cuidar</a>.<br />
<br />
Correndo contra o rel&oacute;gio &ndash; a gente sempre torce para que ele passe devagar &ndash; fizemos uma for&ccedil;a-tarefa para escolher as mais lindas hist&oacute;rias de amor que encontramos. Acabo de colocar o ponto final no &uacute;ltimo par&aacute;grafo do <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/preciso-dizer-que-te-amo.php" target="_blank">Amar</a> que, como sempre, derrete meu cora&ccedil;&atilde;o. Foi a&iacute; que percebi que n&atilde;o poderia ter tema melhor para me receber aqui na <em>Sorria</em>. N&atilde;o h&aacute; assunto que me encante mais que os compromissos assumidos por amor. Afinal, s&atilde;o os encontros com o outro que fazem tudo valer a pena e jogam verdade e emo&ccedil;&atilde;o no correr dos dias. Foi assim que cheguei &agrave; Editora MOL e vim parar aqui, nessa p&aacute;gina. Encontrado pessoas que, todos os dias, me ensinam e fazem meus dias mais iluminados e felizes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>VEJA MAIS</strong><br />
<em>Veja outras cartas de editores da </em>Sorria</p>
<p>&bull; <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/seu-recado-nossa-motivacao.php" target="_blank">Seu recado, nossa motiva&ccedil;&atilde;o</a></p>
<p>&bull; <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/variacoes-do-mesmo-tema.php" target="_blank">Varia&ccedil;&otilde;es do mesmo tema</a></p>
<p>&bull; <a href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/paixao-e-fazer-a-festa.php" target="_blank">Paix&atilde;o &eacute; fazer a festa</a></p>]]></description>
   <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 13:22 -0300</pubDate>
  </item>
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   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/eu-digo-sim.php</link>
   <title><![CDATA[Eu digo sim]]></title>
   <description><![CDATA[<p>Quando eu me casei, descobri que tudo o que me disseram sobre uni&otilde;es estava errado.<br />
<br />
Primeiro engano: casamento n&atilde;o &eacute; consequ&ecirc;ncia de um amor rom&acirc;ntico. Embora tenha l&aacute; sua contribui&ccedil;&atilde;o no come&ccedil;o da hist&oacute;ria, o sentimento explosivo dos livros e das novelas vira &eacute; paixonite, caso, namoro. Mas o que leva mesmo algu&eacute;m a dividir a vida com outro algu&eacute;m tem mais a ver com outro tipo de amor &ndash; o amor profundo e inesgot&aacute;vel da amizade. <br />
<br />
Sabe quando a gente era crian&ccedil;a e n&atilde;o conseguia se desgrudar da melhor amiga? Aquela pessoa para quem se podia contar qualquer coisa e fazer todos os planos mais improv&aacute;veis? A companhia n&atilde;o enjoava, assunto n&atilde;o faltava, n&atilde;o havia vergonhas. Tudo era t&atilde;o simples... Ent&atilde;o, esse &eacute; o meu marido. N&atilde;o &eacute; o meu pr&iacute;ncipe. &Eacute; o meu melhor amigo no mundo. E foi porque tudo &eacute; poss&iacute;vel e melhor quando estamos juntos, que eu lhe disse sim. <br />
<br />
Casamento, eu tamb&eacute;m descobri, n&atilde;o tem a ver com encontrar o par perfeito, que se encaixa sem arestas. Na minha hist&oacute;ria, &eacute; sobre respeitar algu&eacute;m diferente, o que exige negocia&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e infinitas. Desde chegarmos ao consenso de onde vai ficar a estante nova, at&eacute; decidirmos quando vir&atilde;o os filhos, raramente concordamos de primeira. E o mais bonito n&atilde;o &eacute; pensar tudo igual, na linha oh-fomos-feitos-um-para-o-outro!, mas nos descobrirmos capazes de aprender juntos e de cultivar a generosidade de ouvir, entender, ceder, somar. <br />
<br />
Casamento, eu sei agora, n&atilde;o tem a ver com paix&atilde;o. Ou, pelo menos, n&atilde;o com o tipo que nos vendem, dessas cegas, que se p&otilde;em acima de tudo. Na real, &eacute; o contr&aacute;rio. Casamento &ndash; o meu, ao menos &ndash; vive &eacute; da admira&ccedil;&atilde;o da verdade do outro. Enxerg&aacute;-lo como &eacute;, e n&atilde;o como a gente desejaria que fosse. Sem filtros nem disfarces, sob a luz da intimidade e da rotina. Com todos os humores que oscilam, as falhas que temos, os nossos desacordos. E &eacute; exatamente por conhec&ecirc;-lo t&atilde;o bem, que posso admir&aacute;-lo por inteiro, e me encantar a cada descoberta. <br />
<br />
Num casamento, fui ver, as grandes declara&ccedil;&otilde;es n&atilde;o v&ecirc;m de helic&oacute;pteros jogando rosas no telhado. Embora o pedido tenha sido de filme, no dia a dia, assim como as melhores coisas da vida, o amor me surpreende nos momentos mais simples. Como ouvir uma cantada dele quando estou com a cara amassada de sono ou v&ecirc;-lo fazendo piadas quando estou de mau humor. Me derreto com um &ldquo;Tava morrendo de saudade&rdquo; depois de poucas horas longe e com a companhia silenciosa enquanto tenho de trabalhar. As gentilezas, assim, fazem todos os nossos dias especiais, n&atilde;o s&oacute; os marcados no calend&aacute;rio.<br />
<br />
Casamento, eu entendi, tampouco &eacute; garantia. Os vazios que eu tinha em mim continuam a existir. As incertezas do que fazer da vida ainda s&atilde;o as mesmas. Minhas contas a pagar, minha afli&ccedil;&atilde;o de ter o cora&ccedil;&atilde;o partido, meu complexo com o corpo, minhas infelicidades particulares: quando a gente casa, n&atilde;o sara. Mas dividir tudo isso quando chego em casa me d&aacute; for&ccedil;as que n&atilde;o sabia ter, e uma raz&atilde;o maior para resolver tudo: quero ser feliz comigo para, assim, ser mais feliz com ele. <br />
<br />
Por fim, eu aprendi que casamento n&atilde;o &eacute; para sempre. &Eacute; para agora. N&atilde;o se trata de uma promessa &uacute;nica, mas de um compromisso que se renova a cada manh&atilde;, a cada surpresa, a cada briga, a cada reencontro. A vida &eacute; cheia de encruzilhadas. E, a cada vez que encontramos uma, temos de decidir novamente se vamos continuar seguindo o mesmo caminho, lado a lado. Eu n&atilde;o me casei uma vez s&oacute;. Eu me caso com o Artur todos os dias.<br />
<br />
E &eacute; s&oacute; assim, esquecendo as ideias prontas, que acredito que o romance permanece, nos tornamos um par de verdade, a paix&atilde;o supera a passagem do tempo e vamos passar o resto da vida juntos. N&atilde;o &eacute; um conto de fadas. Mas &eacute; a maior hist&oacute;ria de amor que conhe&ccedil;o, porque ela &eacute; real &ndash; porque ela &eacute; minha. E, quando a gente acha que o que temos &eacute; o melhor do mundo, a&iacute;, sim, &eacute; que se ouvem os fogos de artif&iacute;cio. <br />
<br />
Esta edi&ccedil;&atilde;o pulsa amores e compromissos. Todas as hist&oacute;rias de amor s&atilde;o as maiores do mundo para quem as vive, e &eacute; isso que as faz t&atilde;o incr&iacute;veis. Espero que inspirem voc&ecirc; tamb&eacute;m a se apaixonar, seja pelo mesmo, seja pelo novo, e a viver cada encontro (e cada desencontro) como se fosse a primeira e a &uacute;ltima vez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>VEJA MAIS</strong><br />
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<p>&bull; <a target="_blank" href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/vamos-adiante.php">Vamos adiante</a></p>
<p>&bull; <a target="_blank" href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/de-mudanca.php">De mudan&ccedil;a</a></p>
<p>&bull; <a target="_blank" href="http://www.revistasorria.com.br/site/edicao/nao-costuma-falhar.php">N&atilde;o costuma falhar</a></p>]]></description>
   <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 13:11 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/blog/noticias-da-sorria/sorria-23-ja-a-venda.php</link>
   <title><![CDATA[Sorria 23 já à venda!]]></title>
   <description><![CDATA[<p>Com o Natal chegando e a virada de ano pertinho, n&atilde;o tinha como o nosso tema de capa ser outro: Gratid&atilde;o.<br />
<br />
Nessa edi&ccedil;&atilde;o voc&ecirc; conhecer&aacute; a hist&oacute;ria de 3 pessoas que s&atilde;o exemplos para aprendermos a dar mais valor &agrave;s pequenas coisas e sermos mais gratos &agrave; vida. Jorge Marciano de Lima compartilha conosco a busca por uma fam&iacute;lia que o recebesse de bra&ccedil;os abertos. Maria Vilani Gomes nos mostra como todos aqueles que passam por nossa vida s&atilde;o importantes e nos enchem de motivos para dizer obrigado. Por fim, voc&ecirc; se inspira com a hist&oacute;ria de Lucas Jatob&aacute;, que inventou seu pr&oacute;prio jeito de agradecer &agrave;s pessoas - conhecidas ou n&atilde;o - que lhe fizeram algum bem.<br />
<br />
Seguindo a mesma linha de agradecimentos, voc&ecirc; confere uma por&ccedil;&atilde;o de relatos na se&ccedil;&atilde;o Amar. Pessoas gratas &agrave; vida, que lhes transformou em algu&eacute;m melhor. <br />
<br />
Quer fazer algo pelo pr&oacute;ximo e sentir gratid&atilde;o por poder ajudar? Que tal ser a caneta e o papel de quem n&atilde;o sabe escrever? Veja como se tornar um escritor de cartas na se&ccedil;&atilde;o Conhecer. Ou ainda, inspire-se com as hist&oacute;rias natalinas de Roberto G&oacute;es, Melissa Piai, Marlene Goulart e Camilla Salmasi que espalham seu esp&iacute;rito natalino todo final de ano, na se&ccedil;&atilde;o Envolver.<br />
<br />
Aproveitando a chegada do ver&atilde;o, voc&ecirc; confere na se&ccedil;&atilde;o Movimentar esportes refrescantes, atividades perfeitas para quem curte a esta&ccedil;&atilde;o mais quente do ano e que s&oacute; ficam melhores quando realizadas com amigos.<br />
<br />
Descubra como &eacute; gostoso tomar banho de mangueira, deliciar frutas fresquinhas, comemorar as supersti&ccedil;&otilde;es que deixam a vida cheia de magia e mergulhar de cabe&ccedil;a nas virtudes que cada novo ano traz - na se&ccedil;&atilde;o Descobrir.<br />
<br />
Ser chefe ou continuar trabalhando para os outros? Crescer at&eacute; o ponto mais alto de uma carreira nem sempre significa que &eacute; o caminho em que voc&ecirc; se dar&aacute; melhor. Confira qual dos est&aacute;gios voc&ecirc; se encaixa na se&ccedil;&atilde;o Trabalhar.<br />
<br />
Na se&ccedil;&atilde;o Proteger voc&ecirc; descobre como viver tranquilamente a rotina, mesmo achando que a semana deveria ter mais dias para voc&ecirc; poder dar conta de todos os compromissos e festas de final de ano. E aproveite a se&ccedil;&atilde;o Conviver para descobrir alguns novos h&aacute;bitos artesanais que podem te fazer relaxar por mais tempo.<br />
<br />
Na se&ccedil;&atilde;o Cuidar, Bia Torres mostra como passou um m&ecirc;s inteiro sem grana - e como se virou muito bem sem dinheiro.<br />
<br />
Aprenda ainda a fazer uma deliciosa farofa para o Natal - na se&ccedil;&atilde;o Comer -, presenteie seus amigos e parentes queridos com uma bola cheia de surpresas e se encante com a sele&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias de gratid&atilde;o que apresentamos na se&ccedil;&atilde;o Brincar.<br />
<br />
Tudo isso e muito mais del&iacute;cias natalinas te esperam na nova edi&ccedil;&atilde;o da <em>Sorria</em>, que come&ccedil;a a ser vendida hoje em todas as redes de farm&aacute;cias Droga Raia dos estados de S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paran&aacute;, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.<br />
<br />
Siga-nos e fique sempre por dentro das novidades divulgadas sempre nas redes sociais (<a href="http://twitter.com/revistasorria" target="_blank">Twitter</a>, <a href="https://www.facebook.com/pages/Revista-Sorria-Oficial/290220770992956" target="_blank">Facebook</a> e <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=10192319432629609883" target="_blank">Orkut</a>) e aqui no site!</p>]]></description>
   <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 10:43 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/chefia-o-y-da-questao.php</link>
   <title><![CDATA[Chefia: o Y da questão]]></title>
   <description><![CDATA[<p>&Agrave;s 10h45, o telefone toca na casa do ex-jogador de futebol e &iacute;dolo flamenguista J&uacute;nior. A esposa do craque avisa que ele est&aacute; na praia, como faz quase todas as manh&atilde;s. E emenda: &ldquo;Ele est&aacute; jogando. Liga um pouco mais tarde&rdquo;. <br />
<br />
J&uacute;nior ama ter a bola nos p&eacute;s, o poder de decis&atilde;o na ponta das chuteiras. Tanto que adiou ao m&aacute;ximo o momento de se afastar da bola: ficou em campo at&eacute; os 38 anos. E assim que deixou os gramados, em 1993, encarou uma nova empreitada. Como muitos ex-jogadores, virou t&eacute;cnico. &ldquo;Mas &eacute; dif&iacute;cil lidar com a burocracia, o jogo de interesses, orientar os jogadores e tamb&eacute;m administrar. N&atilde;o me sentia confort&aacute;vel naquela posi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz o meio-campista. <br />
<br />
J&uacute;nior assumiu o posto de treinador tr&ecirc;s vezes &ndash; duas pelo Flamengo e a &uacute;ltima pelo Corinthians, em 2003 &ndash; mas enfim decidiu que n&atilde;o queria saber do cargo. Logo ap&oacute;s a despedida dos gramados, J&uacute;nior havia se lan&ccedil;ado no futebol de areia. E resolveu centrar seus esfor&ccedil;os no que sabia fazer: jogar. Redefiniu as regras e as dimens&otilde;es de campo e arquitetou a arbitragem. Tornou-se um dos maiores jogadores de futebol de praia do mundo.<br />
<br />
Esse desconforto na posi&ccedil;&atilde;o de comandante de um time &eacute; constante para quem vive as atribui&ccedil;&otilde;es de chefe na profiss&atilde;o, mas n&atilde;o se sente &agrave; vontade. &ldquo;Sou mais eu com a chuteira nos p&eacute;s&rdquo;, diverte-se J&uacute;nior, que, quando n&atilde;o est&aacute; jogando, &eacute; comentarista esportivo. Ele sabe que, para quem prefere fazer, mais que mandar fazer, a oportunidade de chefiar pode ser um supl&iacute;cio. <br />
<br />
&ldquo;A pessoa &eacute; especialista no que faz e&nbsp; ama seu cargo. Ent&atilde;o, surge uma promo&ccedil;&atilde;o irrecus&aacute;vel para um cargo de chefia. Mas, ao aceitar, o profissional sente que gostaria de continuar a fazer o que sempre fez&rdquo;, diz Gilberto Guimar&atilde;es, professor de lideran&ccedil;a da Business School de S&atilde;o Paulo. E os motivos pelo desconforto podem ser v&aacute;rios. &Agrave;s vezes, o que incomoda s&atilde;o as responsabilidades, a burocracia ou a agenda estressante de reuni&otilde;es. H&aacute; quem se sinta mal apenas em ser chamado de chefe.<br />
<br />
<strong>Entre dois caminhos</strong><br />
<br />
A sorte dessas pessoas &eacute; que, desde a metade dos anos 1960, surgiram as fun&ccedil;&otilde;es especializadas: postos que exigem t&eacute;cnicas aprimoradas, e n&atilde;o a gest&atilde;o de pessoas. Ou seja, tornou-se poss&iacute;vel crescer na profiss&atilde;o sem virar chefe. Essa escolha pela especializa&ccedil;&atilde;o ganhou o nome de carreira em Y. A letra simboliza a bifurca&ccedil;&atilde;o entre a &aacute;rea t&eacute;cnica e a administrativa e o crescimento de ambas em paralelo. E, a&iacute;, quem caminhar em Y pode evoluir na carreira sem ter de passar pela chefia. &ldquo;Um maestro n&atilde;o precisa ganhar mais do que um virtuose no violino em uma orquestra&rdquo;, afirma Guimar&atilde;es. &ldquo;Como um jogador de futebol, que pode ter um sal&aacute;rio bem maior que o de seu t&eacute;cnico.&rdquo; <br />
<br />
Nos &uacute;ltimos anos, esse tipo de carreira apareceu em multinacionais de grande porte, principalmente nas &aacute;reas de inova&ccedil;&atilde;o e tecnologia. Nessas empresas, h&aacute; t&eacute;cnicos em posi&ccedil;&otilde;es (e sal&aacute;rios) equivalentes &agrave;s das &aacute;reas administrativas. Para alcan&ccedil;ar esse patamar, eles foram atr&aacute;s de cursos e p&oacute;s-gradua&ccedil;&otilde;es. Mas, para quem n&atilde;o est&aacute; em empresas assim, o caminho para n&atilde;o ser chefe pode ser tortuoso.<br />
<strong><br />
Ser&aacute; que n&atilde;o consigo?</strong><br />
<br />
&ldquo;Cheguei a pensar que eu era incompetente&rdquo;, afirma Felipe Cavalcanti, assistente de gest&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas da prefeitura de S&atilde;o Paulo. Convidado a desempenhar uma fun&ccedil;&atilde;o executiva, ele come&ccedil;ou gerenciando tr&ecirc;s pessoas. Dois anos e meio mais tarde, eram vinte profissionais. &ldquo;As coisas que eu mais gostava de fazer, como as an&aacute;lises, eu delegava aos outros. Passava o dia em reuni&otilde;es&rdquo;, conta. Insatisfeito, ele pediu exonera&ccedil;&atilde;o do cargo que exercia e retomou a fun&ccedil;&atilde;o de analista. &ldquo;Deixar o posto foi o momento mais delicado da minha carreira&rdquo;, diz Felipe. Afinal, ele abriu m&atilde;o de um cargo de poder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: rgb(51, 153, 153);"><span style="font-size: larger;"> &quot;Especialistas gostam de ensinar<br />
e abrem novos caminhos no trabalho&quot;</span></span></p>
<p><br />
<br />
Mas, vivenciando um lado desconhecido da profiss&atilde;o, Felipe entendeu o que mais gostava de fazer. No caminho entre ser ou n&atilde;o chefe, &eacute; esse autoconhecimento o principal fator para descobrir para onde ir. &Eacute; preciso reconhecer seus limites e aceitar que o cargo de chefia exige caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias. &ldquo;Ser um bom ouvinte e comunicador &eacute; importante para um chefe&rdquo;, comenta Joel Souza Dutra, professor da Faculdade de Economia e Administra&ccedil;&atilde;o da Universidade de S&atilde;o Paulo (Fea-Usp).?Outras qualidades s&atilde;o a capacidade de delegar responsabilidades e ser coerente com suas demandas, al&eacute;m de acompanhar resultados e saber cobrar. &ldquo;N&atilde;o guardar rancor tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio, j&aacute; que um gestor deve reconhecer e apontar falhas, resolver o problema e partir para o pr&oacute;ximo desafio&rdquo;, diz Dutra.<br />
<br />
Para quem n&atilde;o se sente &agrave; vontade com esses atributos, existem possibilidades que n&atilde;o incluem ser chefe. &ldquo;Quem &eacute; especialista no que faz costuma ter prazer em ensinar. E pode tentar abrir caminhos nas empresas, demonstrando o valor do que faz por meio de resultados&rdquo;, afirma Dutra. Ou seja, usar a experi&ecirc;ncia para se reinventar. O mais importante &eacute; sentir-se feliz com o cargo que exerce, descartando os estere&oacute;tipos. Afinal, avisam os especialistas, &eacute; mais dif&iacute;cil lidar com a insatisfa&ccedil;&atilde;o profissional que com o preconceito externo. H&aacute; pessoas que n&atilde;o sentem o cora&ccedil;&atilde;o pulsar em postos elevados, e sim pondo a m&atilde;o na massa. E tudo bem.</p>]]></description>
   <pubDate>Tue, 06 Dec 2011 15:32 -0300</pubDate>
  </item>
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   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/tempo-de-verao.php</link>
   <title><![CDATA[Tempo de verão]]></title>
   <description><![CDATA[<p>H&aacute; quem passe o ano todo aguardando o calor chegar. De mansinho, o sol come&ccedil;a a se esgueirar pelos dias, as manh&atilde;s ficam mais quentes, e, de repente, o fim do ano chegou e trouxe com ele o ver&atilde;o. Quando o astro-rei brilha&nbsp; para valer, s&oacute; d&aacute; vontade de uma coisa: ir pra rua e abra&ccedil;ar a liberdade que s&oacute; esses dias mais longos oferecem.<br />
<br />
Envolventes, as manh&atilde;s ensolaradas convidam a esquecer a rotina e as preocupa&ccedil;&otilde;es. &Eacute; o momento de aproveitar a brisa leve, se jogar na areia fofa da praia ou se esbaldar na &aacute;gua fresca. E, como calor &eacute; energia, a esta&ccedil;&atilde;o &eacute; s&oacute; motivos que botam bra&ccedil;os e pernas para trabalhar. Os exerc&iacute;cios ao ar livre mant&ecirc;m o cora&ccedil;&atilde;o nos trinques, fazem a gente dormir melhor, d&atilde;o-nos mais disposi&ccedil;&atilde;o e alegria (h&aacute; quem diga que s&atilde;o os &iacute;ons liberados pelo calor que deixam as pessoas mais felizes no ver&atilde;o, sabia?).<br />
<br />
Somos aben&ccedil;oados por um pa&iacute;s tropical, cheio de belezas naturais, de sol e mar. &Eacute; s&oacute; pegar essa paisagem de tirar o f&ocirc;lego, misturar com um punhado de ver&atilde;o e pronto! Surge a combina&ccedil;&atilde;o perfeita para juntar os amigos, inventar brincadeiras e mergulhar de cabe&ccedil;a na alegria que a esta&ccedil;&atilde;o mais divertida do ano oferece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1886.jpg" /><br />
<em>Napole&atilde;o Cronemberguer e sua esposa, Cristina, no Rio de Janeiro: o frescobol &eacute; na praia e eles est&atilde;o sempre na areia // Foto: Anna Fischer</em></p>
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<br />
<strong>Frescobol &eacute; o meu neg&oacute;cio</strong></p>
<p>Para que Napole&atilde;o Cronemberger aprendesse a jogar frescobol, ele precisou ser forte. Afinal, tinha de empunhar raquetes de madeira de mais de meio quilo e descascar com l&acirc;mina de barbear o tecido de bolas de t&ecirc;nis para iniciar suas partidas. H&aacute; 30 anos, quando o corretor da bolsa de valores come&ccedil;ou no esporte, nas areias de Copacabana, s&oacute; ele e meia d&uacute;zia de amigos sabiam o que era frescobol. Viraram pioneiros do esporte que nasceu nas praias cariocas, na d&eacute;cada de 1940. &ldquo;O jogo &eacute; baseado na parceria. A dupla deve rebater a bolinha, sem deix&aacute;-la cair, cada vez com mais for&ccedil;a&rdquo;, ensina o jogador carioca, hoje com 65 anos. Napole&atilde;o levou t&atilde;o a s&eacute;rio a parceria do jogo que transformou sua dupla em companheira de vida. Casou-se com Cristina, de 59 anos, e, juntos, ensinaram o que sabem ao filho. &ldquo;Precis&atilde;o e reflexo fazem os jogos durar mais. &Eacute; dif&iacute;cil uma partida com mais de dois minutos, mas j&aacute; fiquei at&eacute; quatro jogando com o meu filho, sem parar&rdquo;, conta Napole&atilde;o. &ldquo;A praia toda parou para ver.&rdquo; Para observar Napole&atilde;o jogando assim &ndash; hoje em dia, com bolinhas especiais e raquetes de cerca de 300 gramas &ndash;, basta dar um pulo em Copacabana. Aos fins de semana, Napole&atilde;o est&aacute; sempre l&aacute;, raquete em m&atilde;os e olho na bola. &ldquo;Eu respiro frescobol.&rdquo;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1888.jpg" /><br />
<em>Foto: Carlos Zaith</em></p>
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<strong>Bom pra cachorro</strong></p>
<p>Aos 3 anos, Zidane &eacute; apaixonado por esportes radicais. Uma vez por m&ecirc;s, ele se joga nas corredeiras do rio Jacar&eacute;-Pepira, em Brotas (SP), e sente toda a adrenalina da descida de rafting. Fica na frente do bote, com olhos bem atentos a qualquer movimento das &aacute;guas. E n&atilde;o pense que Zidane &eacute; muito novo para isso. Afinal, ele &eacute; da ra&ccedil;a border collie, e esse rafting aqui &eacute; para cachorro. Quando o c&atilde;ozinho tinha 1 ano, sua dona, Deliana Tessari, de 29 anos, viu em Brotas, onde mora, um an&uacute;ncio da modalidade. E resolveu levar seu melhor amigo para conhec&ecirc;-la. &ldquo;Experimentamos por curiosidade. Mas o Zidane gostou tanto que eu decidi lev&aacute;-lo sempre!&rdquo;, conta a gerente administrativa. Ela j&aacute; tinha feito rafting, mas sem seu cachorro. Agora, n&atilde;o quer nem saber de deix&aacute;-lo latindo sozinho em casa na hora de descer o rio. E olha que o rafting &eacute; um esporte radical. Para descer trechos de fortes corredeiras em botes infl&aacute;veis, &eacute; necess&aacute;rio uma equipe de remadores. Mas, no caso do rafting para cachorro, a aventura &eacute; mais leve. O trecho onde Deliana pratica o esporte &ndash; o alto do Jacar&eacute;-Pepira &ndash; &eacute; o mais calmo do rio. Acompanhado pela dona, Zidane fica o tempo todo preso pela coleira, seguro. No meio do caminho, eles ainda param em uma prainha, onde podem brincar na areia e, Zidane, mergulhar.&nbsp; &ldquo;Na primeira vez em que viemos, ele ficou assustado com a &aacute;gua. Mas acabou pulando no rio, e foi assim que aprendeu a nadar&rdquo;, lembra Deliana. Em Brotas, o esporte de contato com a natureza e com os animais de estima&ccedil;&atilde;o &eacute; incentivado por algumas empresas, e o ver&atilde;o &eacute; o momento de maior procura. Para poder levar o cachorro, &eacute; preciso que ele goste de &aacute;gua, seja d&oacute;cil e esteja com as unhas aparadas &ndash; para n&atilde;o rasgar o bote e afundar a equipe. E &eacute; poss&iacute;vel fazer os trajetos com crian&ccedil;as, amigos e at&eacute; com outros cachorros. Deliana, no entanto, prefere navegar somente com Zidane. &ldquo;Esse &eacute; um momento que reservo apenas para n&oacute;s dois&rdquo;, diz.</p>
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<p><img alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1887.jpg" /><br />
<em>A dupla Rafael Arnoni (em cima, &agrave; esquerda) e Andr&eacute; Pacheco contra Ricardo Pizcioneri (em cima, &agrave; direita) e Pedro Giunti: Vale tudo na hora de derrubar os concorrentes // Foto: Rog&eacute;rio Cassimiro</em></p>
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<strong>Perdeu, tchibum!</strong></p>
<p>Vale tudo: segurar os bra&ccedil;os do advers&aacute;rio, chutar suas pernas, empurr&aacute;-lo para tr&aacute;s, fazer c&oacute;cegas. O objetivo &eacute; derrubar o concorrente do jeito mais r&aacute;pido, criativo e engra&ccedil;ado poss&iacute;vel. E o melhor &eacute; que, dentro da &aacute;gua, onde se encontram os rivais da brincadeira chamada briga de galo, a queda &eacute; sempre leve. E arranca gargalhadas de quem assiste aos tombos aqu&aacute;ticos. Mesmo assim, existem algumas regras. Para jogar, dentro da piscina (ou do rio, ou do mar), formam-se duas duplas. A pessoa mais leve de cada equipe sobe nos ombros da mais pesada e usa os bra&ccedil;os para tentar derrubar os oponentes. Mas as estrat&eacute;gias n&atilde;o param por a&iacute;. O paulistano Andr&eacute; Pacheco, de 22 anos, que gosta de fazer o papel de base da dupla, revela as t&aacute;ticas &ldquo;de guerra&rdquo; que criou para a brincadeira: &ldquo;O legal &eacute; chutar o advers&aacute;rio, que tamb&eacute;m est&aacute; com a maior parte do corpo dentro da &aacute;gua, como eu. Se conseguir faz&ecirc;-lo escorregar, o jogo est&aacute; ganho&rdquo;, diz o estudante. Nos ombros, ele carrega o amigo Rafael Arnoni, de 22 anos, que d&aacute; outra dica para ser um &ldquo;galo&rdquo; vencedor: &ldquo;O segredo &eacute; usar a for&ccedil;a do rival a seu favor e, assim, desequilibrar quem est&aacute; embaixo&rdquo;. A briga de galo faz parte da sua lista de brincadeiras de ver&atilde;o desde que Rafael tinha 12 anos, quando viu pessoas brincando em um clube. Antes disso, j&aacute; brincava de pega-pega, queimada e at&eacute; v&ocirc;lei dentro da &aacute;gua. Com Andr&eacute;, a soma de experi&ecirc;ncia e t&eacute;cnicas os torna imbat&iacute;veis na brincadeira. Com o esfor&ccedil;o em equipe que demanda os bra&ccedil;os de um e as pernas do outro, a dupla se desloca pela piscina como um gigante de quase 4 metros,&nbsp; em busca do pr&oacute;ximo advers&aacute;rio disposto a ir por &aacute;gua abaixo.<br />
&nbsp;</p>]]></description>
   <pubDate>Tue, 06 Dec 2011 15:18 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/para-viver-em-paz.php</link>
   <title><![CDATA[Para viver em paz]]></title>
   <description><![CDATA[<p>Em seu blog, Lalai Luna fez a confiss&atilde;o: &ldquo;A impress&atilde;o que eu tenho atualmente &eacute; que n&atilde;o dou conta de mais nada, que estou ficando para tr&aacute;s, que as novidades rolam e, quando chegam at&eacute; mim, j&aacute; s&atilde;o coisas do passado&rdquo;. A empres&aacute;ria e DJ, de 38 anos, estava frustrada. Queria ir a festas, ler livros, acompanhar as revistas. &ldquo;Isso incomoda a minha paz, arru&iacute;na o meu est&ocirc;mago e colabora imensamente para a minha ansiedade&rdquo;, revelou.<br />
<br />
Lalai n&atilde;o acompanhava tudo o que acontecia ao seu redor. A sensa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;n&atilde;o vou dar conta&rdquo; tornou-se cr&iacute;tica no fim do ano passado &ndash; &eacute;poca em que precisamos optar pelas boas festas com fam&iacute;lia ou amigos, escolher presentes, a programa&ccedil;&atilde;o das f&eacute;rias, estar em jantares e confraterniza&ccedil;&otilde;es. Para viver em paz, a empres&aacute;ria decidiu abrir m&atilde;o de algumas coisas. Aproximou-se mais da fam&iacute;lia e de grupos restritos de amigos. &ldquo;Institu&iacute; jantares em casa em que todos s&atilde;o obrigados a deixar o celular numa cestinha e resgat&aacute;-los ao ir embora&rdquo;, diz. &ldquo;Assim, prestamos aten&ccedil;&atilde;o no outro, damos mais risadas e sa&iacute;mos mais felizes.&rdquo;&nbsp; <br />
<br />
<strong>Tudo agora ao mesmo tempo</strong></p>
<p>Essa impress&atilde;o contempor&acirc;nea de que a semana tem menos dias que o necess&aacute;rio tem levado m&eacute;dicos e psic&oacute;logos a debru&ccedil;ar-se sobre o tema. E eles descobriram que um dos motivos da ansiedade &eacute; a possibilidade de ter muitas informa&ccedil;&otilde;es, de forma f&aacute;cil e constante. &ldquo;Antes, n&atilde;o t&iacute;nhamos a sensa&ccedil;&atilde;o de estar atrasados ou perdendo algo&rdquo;, afirma Dora Sampaio G&oacute;es, psic&oacute;loga do Programa de Depend&ecirc;ncia de Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Cl&iacute;nicas. &ldquo;As coisas aconteciam em outro ritmo, e n&atilde;o havia o mesmo acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es. Tudo se acelerou, mas o dia continua com 24 horas, e n&atilde;o estamos biologicamente preparados para isso.&rdquo;</p>
<p>Deixar de lado algumas coisas &eacute; a &uacute;nica sa&iacute;da para enfrentar a avalanche de velocidade com sa&uacute;de. No entanto, tomar essa atitude &eacute; raro. &ldquo;N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil acatar as consequ&ecirc;ncias de uma escolha, e temos pouco est&iacute;mulo para aceitar as perdas&rdquo;, diz Dora. &ldquo;Mas lidar com frustra&ccedil;&otilde;es ensina a lidar com a vida.&rdquo;</p>
<p>Para o publicit&aacute;rio paulistano Felipe Alvarez, de 23 anos, viver com tantas possibilidades era ainda mais dif&iacute;cil. Em vez de uma vida, o paulistano tinha duas: a real e a virtual. &ldquo;Via ou ouvia algo interessante e me esquecia de curtir o momento. Pensava em postar quanto antes, para que outros curtissem por mim&rdquo;, conta. Era nas redes sociais que ele se sentia presente na vida dos amigos. &ldquo;Muitas vezes, nem interagia com as pessoas das minhas redes, mas s&oacute; o fato de v&ecirc;-las ali me fazia acreditar que estava participando&rdquo;, explica Felipe.</p>
<p>Essa vida entre dois mundos tem levado &agrave; sensa&ccedil;&atilde;o de estar sempre perdendo algo. O sentimento ganhou at&eacute; nome nos Estados Unidos: &ldquo;Fear of Missing Out&rdquo;, algo como &ldquo;medo de ficar de fora&rdquo;. Felipe, que fica quatro horas conectado diariamente, cansou da press&atilde;o. Repensou suas rela&ccedil;&otilde;es e abandonou algumas redes sociais. &ldquo;Agora, quem quer me ver, fala comigo e me convida&rdquo;, diz. <br />
<br />
<strong>Dentro dos limites</strong></p>
<p>Identificar o momento de parar &eacute; importante para preservar a sa&uacute;de &ndash; e a sanidade. Viver no tudo-ao-mesmo-tempo-agora leva o c&eacute;rebro a trabalhar no limite da capacidade. &ldquo;Esse trabalho em multitarefa pode gerar ansiedade e depress&atilde;o. E, se as fronteiras come&ccedil;am a ser ultrapassadas, chegam os sintomas f&iacute;sicos&rdquo;, afirma o neurologista Marco Arruda, que estuda o transtorno do d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade. Entre eles, est&atilde;o o esquecimento, a dificuldade em apreender e a busca fren&eacute;tica por mais informa&ccedil;&otilde;es para n&atilde;o se desatualizar.</p>
<p>O tratamento para esses males ainda &eacute; identificar os seus limites e estabelecer prioridades. A estudante Beatriz Mendes, de 19 anos, percebeu que precisava pisar no freio para n&atilde;o se perder. Trabalha, estuda e dosa seu tempo com calma. &ldquo;Fins de semana s&atilde;o na casa da av&oacute;. Fico com minha fam&iacute;lia, pois nos outros dias quase n&atilde;o nos vemos&rdquo;, diz a garota, de S&atilde;o Paulo. Com isso, o n&uacute;mero de amigos diminuiu, mas as amizades ganharam qualidade. Uma sele&ccedil;&atilde;o natural que d&aacute; a ela a certeza de estar no caminho certo. &ldquo;Anivers&aacute;rio e fim de ano n&atilde;o s&atilde;o para comemorar em balada. Prefiro ficar com quem amo, para desejar coisas boas&rdquo;, diz. Assim, &eacute; mais f&aacute;cil perceber que, mesmo longe da festa mais concorrida, a vida que voc&ecirc; tem agora, ao seu redor, oferece muito para festejar. <br />
&nbsp;</p>
<table width="200" cellspacing="1" cellpadding="1" border="0">
    <tbody>
        <tr>
            <td><span style="color: rgb(153, 0, 0);"><strong>Em marcha lenta</strong></span><br />
            &nbsp;<br />
            &bull; Escolha suas prioridades. <br />
            E saiba que lidar com as perdas <br />
            &eacute; um aprendizado.<br />
            <br />
            &bull; Voc&ecirc; n&atilde;o precisa acompanhar todas as novidades &ndash; s&oacute; as essenciais.<br />
            <br />
            &bull; N&atilde;o d&aacute; para ir a dois lugares ao mesmo tempo. Se o filme &eacute; na mesma hora da festa, aceite que <br />
            vai perder um dos dois.<br />
            <br />
            &bull; N&atilde;o ultrapasse seus limites. Trabalhar em multitarefa pode levar &agrave; desaten&ccedil;&atilde;o e a esquecimentos.</td>
        </tr>
    </tbody>
</table>]]></description>
   <pubDate>Tue, 06 Dec 2011 15:01 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/conselho-e-bom.php</link>
   <title><![CDATA[Conselho é bom]]></title>
   <description><![CDATA[<p>Tomar decis&otilde;es &eacute; dif&iacute;cil. Sofremos ao escolher e deixar algo para tr&aacute;s, e sofremos mais ainda na ansiedade de saber se foi a coisa certa. Ent&atilde;o, para nos consolar das ang&uacute;stias, inventamos os gurus. S&atilde;o essas entidades quase m&aacute;gicas, pelas quais &ndash; por raz&otilde;es quase sempre inexplic&aacute;veis &ndash; nutrimos um respeito m&iacute;stico e depositamos nossos anseios. N&atilde;o se trata de religi&atilde;o: esses gurus n&atilde;o t&ecirc;m a inten&ccedil;&atilde;o de nos pregar nada. N&oacute;s &eacute; que os transformamos em l&iacute;deres imagin&aacute;rios. E damos outro sentido &agrave;quilo que dizem: na nossa cabe&ccedil;a, vira consolo, conselho, previs&atilde;o, p&eacute;rola de sabedoria. Que fazem a gente se sentir mais compreendido e menos solit&aacute;rio, mais seguros e dividindo, de algum modo, a responsabilidade pela decis&atilde;o &ndash; afinal, ele disse que... &Eacute; o caso de uma amiga que tem, como seu guru particular, Snoopy, Charlie Brown e sua turma: para ela, os quadrinhos valem por anos de terapia. Outra acredita piamente em Susan Miller, uma astr&oacute;loga que, jura a mo&ccedil;a, sempre sabe como ela se sente e lhe promete que vai dar tudo certo. Na &uacute;ltima Copa, um polvo levou milh&otilde;es a apostar na vit&oacute;ria deste ou daquele time (e acertou). Tem quem veja sinais em biscoitos da sorte, cartomantes, letras de m&uacute;sica, passarinhos pousados nos fios. Se funciona ou n&atilde;o, quem cr&ecirc; &eacute; que sabe. Porque, no fim, &eacute; s&oacute; isso o que importa: acreditar. &Eacute; que, com esse apoio, nos sentimos mais corajosos para fazer aquilo que sab&iacute;amos o tempo todo ser o certo. Os gurus inventados, imagine s&oacute;, servem &eacute; para nos devolver a f&eacute; em n&oacute;s mesmos.<br />
&nbsp;</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.revistasorria.com.br/site/imagem/1875.jpg"><img width="600" height="410" alt="" src="http://revistasorria.com.br/site/imagem/1875.jpg" /></a><br />
<em>*Clique na imagem acima para v&ecirc;-la ampliada</em></p>]]></description>
   <pubDate>Mon, 28 Nov 2011 11:36 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/edicao/a-arte-da-surpresa.php</link>
   <title><![CDATA[A arte da surpresa]]></title>
   <description><![CDATA[<p>Come&ccedil;ou com uma garoa fina e c&eacute;u cinza. Depois virou azul, transformou-se em dourado e dividiu-se em sete cores. Um arco-&iacute;ris entre as nuvens, tomando o horizonte. Pisquei e, de repente, n&atilde;o era um, mas dois arcos coloridos sobre mim. M&aacute;gicos, imponentes, concentrando toda a luz do fim da tarde. Parei de caminhar e fiz o que sempre fa&ccedil;o quando a natureza me surpreende: admirei em sil&ecirc;ncio. Contei as cores durante v&aacute;rios minutos &ndash; e at&eacute; o anil estava l&aacute;, ele, que gosta de se esconder. Im&oacute;vel, no meio da cal&ccedil;ada, lembrei que a beleza tem essa mania de pegar a gente desprevenido. Ela aparece no meio dos dias, no momento em que, de repente, um perfume de laranjeira atravessa as cortinas no fim da tarde. &Eacute; setembro, e as flores est&atilde;o l&aacute;, brancas e pontuais, dizendo que a primavera chegou. &Eacute; quando o p&eacute; de ac&aacute;cias do jardim explode em amarelo e as d&aacute;lias brotam do solo com exclama&ccedil;&otilde;es avisando que, sim, o outono acabou e a pr&oacute;xima esta&ccedil;&atilde;o vai ser bem melhor. Quieta e deslumbrada, eu respiro fundo e entendo o sinal. Gosto desses gestos da natureza, porque eles me dizem que as surpresas est&atilde;o ali, na esquina, prontas para maravilhar qualquer pessoa. Adoro esquecer quando tem eclipse para depois, em um sobressalto, lembrar, correr para a janela e ver aquela bola iluminada perdendo as bordas, virando um sorriso e desaparecer. Ou olhar para cima e, sem querer, perceber a segunda lua cheia do m&ecirc;s. Como se n&atilde;o soubesse, eu me recordo que &eacute; a lua azul, redonda e clara, encantando a noite com sua luz. Fingindo estar distra&iacute;da, passo noites procurando constela&ccedil;&otilde;es no firmamento para tentar ver um risco cortando o c&eacute;u. Uma estrela caiu, deixou uma fa&iacute;sca azul e a promessa de um pedido atendido. Ent&atilde;o, eu paro, respiro fundo e acredito. O inesperado est&aacute; atr&aacute;s da porta dizendo sim.<br />
&nbsp;</p>]]></description>
   <pubDate>Mon, 21 Nov 2011 13:44 -0300</pubDate>
  </item>
  <item>
   <link>http://revistasorria.com.br/site/blog/bastidores-da-redacao/nas-alturas-1.php</link>
   <title><![CDATA[Nas alturas....]]></title>
   <description><![CDATA[<p>Na se&ccedil;&atilde;o <a href="http://revistasorria.com.br/site/edicao/pernas-para-que-te-quero.php" target="_blank">Movimentar</a> da <em>Sorria</em> 22 voc&ecirc; conheceu 3 hist&oacute;rias que  precisavam muito das pernas para acontecerem. Al&eacute;m delas, Wallace Kyoskys nos mostrou sua incrivel habilidade com o chamado Skyrunner, uma evolu&ccedil;&atilde;o da nossa conhecida perna de pau (se voc&ecirc; ainda n&atilde;o leu o relato dele, <a href="http://revistasorria.com.br/site/blog/extras-de-materias/tira-o-pe-do-chao.php" target="_blank">clique aqui</a>). Agora est&aacute; na hora do artista circense mostrar como realmente funciona essa tal perna moderna. Confira!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe width="640" height="360" frameborder="0" src="http://player.vimeo.com/video/31906957?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" allowfullscreen=""></iframe></p>
<p><br />
&nbsp; </p>
<strong>VEJA MAIS</strong>
<p>&bull; Veja <a href="../../../../site/blog/videos/">aqui</a> outros v&iacute;deos da <em>Sorria</em>.</p>
<p>&bull; Clique <a href="../../../../site/blog/bastidores-da-redacao/">aqui</a> e confira outras hist&oacute;rias dos nossos bastidores.</p>]]></description>
   <pubDate>Thu, 10 Nov 2011 17:48 -0300</pubDate>
  </item>
  </channel>
</rss>
